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Amanhã, terça-feira, vou entrar na faca. Mais precisamente, no artroscópio.

Essa história começou dois anos atrás, quando sofri uma queda na plateia do Cine-PE e contundi o joelho. Na época fiz alguma fisioterapia, tomei um anti-inflamatório e, como as dores passassem, arquivei o problema. Mas ele voltou recentemente. Os exames acusaram uma ruptura no menisco, coisa que eu julgava “privilégio” de atletas.

Agora também eu, o menos atlético ser humano da terra, tenho que lidar com esse nome que parece de deus grego ou de algum elemento da arquitetura clássica. “O menisco dessa cariátide é dórico ou coríntio?”

joelhoRestam-me alguns consolos: meu colega Luiz Zanin Oricchio, crítico e boleiro contumaz, já operou dois meniscos e garante que, mesmo sem jogar bola há décadas, eu tiro essa de letra. Outro consolo é a Jane Fonda, que operou o joelho há poucas semanas e conta todo o processo de recuperação no seu blog.

Vou ficar de quarentena por um tempo. Isso significa perder a maratona Jean Rouch no Moreira Salles. Mas, durante o repouso forçado, continuarei blogando. Quero também rever alguns filmes propícios à ocasião:  O Joelho de Claire, do Rohmer, por exemplo. Ou algum show da Nara Leão sentada no banquinho mostrando os célebres joelhos. Ou mesmo ouvir as Knee-Plays do David Byrne para a ópera The Civil Wars, do Robert Wilson. Porque vale até trocadilho infame para enfrentar as fúrias do deus Menisco.     

Torçam por mim.

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