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Cotidiano tecnologizado, acesso imediato à informação, explosão das redes sociais… E a gente não consegue mais sair da frente do computador (ou desligar o celular). O grande desafio que se apresenta é: como selecionar?

Desde que entrei no Twitter, senti a necessidade ainda maior de não sucumbir à avalanche da hipercomunicação. Para isso, vou consolidando aos poucos uma decisão: fugir da microvida e da metavida.

A microvida é aquela dos eventos banais do dia-a-dia. Por exemplo, não sigo quem usa o Twitter principalmente para dizer que acordou mal-humorado ou que acabou de comprar um melancia deliciosa na feira. Por mais amigo que seja, e mesmo que esteja me seguindo, não sigo. Ninguém precisa saber essas coisas. Se da minha microvida até eu mesmo procuro escapar, imagina da microvida dos outros.

Já a metavida é aquele tempo enorme que, cada vez mais, dedicamos à própria tecnologia como um fim em si. Fico besta de ver a quantidade de mensagens que rolam no Twitter sobre as maravilhas do próprio Twitter, de como ele vai melhorar sua vida e mantê-lo em contato com o mundo inteiro de uma vez só. Acho que o Twitter é o principal assunto do Twitter, o que não me interessa nem um pouco.

Se bobearmos, o espaço dedicado à metavida vai crescer tanto a ponto de a confundirmos com nossa vida de verdade. A internet é um canal, não o destino. Digo isso a mim mesmo. E ponho aqui no blog.

Agora vou correr pra botar no Twitter…          

P.S. E ainda tem a pseudovida. Artur Xexéo caiu no conto do Twitter falso, esculachando Narcisa Tamborindeguy mediante a tuitagem de um impostor que se inscreveu em seu nome. Eu mesmo já topei com Twitters suspeitos, quando não visivelmente apócrifos, como vários criados em nome do Presidente Lula só para achincalhá-lo. 

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