Mostra Faróis em segunda semana

dezembro 13th, 2011 § Deixe um comentário

A II Mostra Faróis do Cinema está entrando em sua segunda semana na Caixa Cultural RJ. O programa de hoje (terça) é um pequeno festival de curtas e médias dos realizadores farolados nesta edição. Veja a seguir:

(sala 1)
16h – Ismael & Adalgisa + Sexualidades (de Malu DeMartino)
18h – Anjos Urbanos + Crepúsculo Republicanos + Cabeça de Copacabana (de Rosane Svartman)
20h – Vox Populi + Banquete + Ópera Curta + Fúria (de Marcelo Laffitte)

(sala 2)
16h – Um Dia, Um Circo (de Marcelo Laffitte)
18h – Copa Mixta + Alô Tetéia (José Joffily) + Gentileza (Vinícius Reis)
20h – Vida Vertiginosa + Dor Secreta + O Acendedor de Lampiões + O Sereno Desespero (de Luiz Carlos Lacerda)

A primeira semana teve uma abertura animada com Xica da Silva e duas excelentes conversas sobre cinefilia, memória e criação cinematográfica. Uma delas reuniu Cacá Diegues e Rosane Svartman; a outra, José Joffily e Vinícius Reis. Nesta semana, mais quatro cineastas vão estar presentes para trocar ideias sobre suas admirações, influências e seu próprio trabalho. Sempre às 18 horas, na quinta-feira teremos Luiz Carlos Lacerda (For All – O Trampolim da Vitória) e Malu DeMartino (Como Esquecer); e no sábado, Neville D’Almeida (A Dama do Lotação) e Marcelo Laffitte (Elvis e Madona).

Acompanhe a programação e veja as sinopses dos filmes no blog Faróis do Cinema, onde também estão as coberturas de cada encontro pela crítica e pesquisadora Patricia Rebello. A mostra vai até domingo. Os ingressos custam 2 reais, com meia entrada a 1 real. Os encontros têm entrada franca.

Segundas luzes

dezembro 6th, 2011 § Deixe um comentário

A segunda edição da Mostra Faróis do Cinema começa hoje (terça) na Caixa Cultural RJ. A sessão de abertura exibirá a cópia restaurada de Xica da Silva, de Cacá Diegues, que é um dos “farolados” da mostra. Como no ano passado, haverá exibições e encontros com cineastas. A curadoria este ano é de Marcelo Laffitte, mas eu vou participar mediando os encontros e, como de praxe, editando o blog Faróis do Cinema.

Aqui vai o link direto para a programação.

Abaixo, o texto de apresentação que escrevi para o folder da mostra:

Esta segunda edição da Mostra Faróis do Cinema dá prosseguimento a uma investigação sobre a formação do olhar dos cineastas brasileiros. Na primeira edição, enfocamos documentaristas. Este ano, nosso elenco é formado por realizadores prioritariamente envolvidos com o cinema de ficção. Não queremos com isso delimitar fronteiras em territórios cada vez mais hibridizados, mas apenas ampliar o espectro da nossa pesquisa.

Sabemos que não só com filmes molda-se o repertório de motivações para quem faz cinema. Ele é composto também por interações com outros campos artísticos, experiências biográficas e circunstâncias diversas que atuam sobre a criação de qualquer artista. Mesmo assim, queremos apostar na força da memória cinematográfica, seu caráter cultural, identitário e afetivo, como pistas das mais interessantes para compreendermos as escolhas dos nossos cineastas.

A consulta que encaminhamos aos diversos diretores é a mesma desde que a série surgiu no antigo DocBlog. Pedimos a cada um que aponte entre 5 e 10 filmes que consideram fundamentais na concepção da sua própria ideia de cinema. Não se trata de meras listas de melhores filmes, mas de obras cruciais na sua formação, remota ou recente. Pedimos filmes de qualquer época, duração, gênero ou procedência. Cada realizador, é claro, está livre para interpretar esse pedido a sua maneira.

As listas resultantes espelham uma imensa diversidade, com ênfases notáveis nos cinemas novos dos anos 1960/70 e em clássicos brasileiros e internacionais. Mas não só. Elas reservam também surpresas, sendo algumas bastante divertidas. Experimente lê-las pensando nas características e nas obras dos respectivos diretores.

A curadoria desta edição é assinada por Marcelo Laffitte, que idealizou o evento junto com Mariana Bezerra a partir das publicações nos meus blogs. A programação reúne cineastas de larga experiência e outros de carreira mais recente, mas igualmente dotados de personalidade autoral consolidada. Nos encontros em que eles estarão em duplas bigeracionais, queremos aprofundar essa observação sobre quem faz e quem inspira o cinema brasileiro.

Em matéria de filmes, a mostra mantém o mesmo perfil de combinar o clássico e o contemporâneo. Com esse passeio por títulos míticos do cinema mundial e do brasileiro, lado a lado com filmes contemporâneos que refletem aquelas influências em menor ou maior grau, procuramos ilustrar o espírito desse projeto.

Os faróis de Marcelo Laffitte

dezembro 5th, 2011 § Deixe um comentário

“As situações extraordinárias e os personagens bizarros me foram apresentados por David Lynch como uma crônica da normalidade, como se o mundo fosse exatamente daquele jeito. Todos os meus trabalhos, desde Vox Populi até Elvis & Madona, têm esse ingrediente”.

Marcelo Laffitte falando sobre Veludo Azul, um dos seus filmes-faróis. A lista completa com seus comentários está no blog Faróis do Cinema.

Marcelo Laffitte é o curador da II Mostra Faróis do Cinema, que começa amanhã (terça) na Caixa Cultural-RJ.

Os faróis de Neville D’Almeida

novembro 30th, 2011 § Deixe um comentário

“Genet, que não era cineasta, foi capaz de fazer um dos filmes mais mitológicos da história do cinema.A coragem, a liberdade, a sensibilidade deste filme feito em 1950 tiveram um impacto brutal. Foi interditado, proibido e ameaçado de ter os negativos queimados. Genial”.

Neville D’Almeida refere-se a Un Chant d’Amour, de Jean Genet, apontado como um de seus filmes-faróis. Veja os outros seis no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Malu De Martino

novembro 28th, 2011 § Deixe um comentário

“Das posições de câmera inusitadas à narração super bem aplicada, O Escafandro e a Borboleta é um quadro pintado por aquele que considero um artista plástico dos melhores e que não se contenta com uma ou outra tela, e sim com todas as possíveis.”

Este filme de Julian Schanbel é um dos faróis da diretora brasileira Malu De Martino (Mulheres do Brasil, Como Esquecer). Confira a lista completa no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Vinícius Reis

novembro 23rd, 2011 § Deixe um comentário

“Paulo José e Dina Sfat se amando numa garagem ao som de “Essa garota é papo firme”, do Roberto Carlos, é uma cena que faz você desejar o cinema. Descobri a antropofagia em uma tarde de 1987, no Estação Botafogo!”

Isso é Vinícius Reis (A Cobra Fumou, Praça Saens Peña) falando de Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, um de seus filmes-faróis. Veja a lista completa no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Ricardo Miranda

novembro 3rd, 2011 § Deixe um comentário

“Uma das tarefas é achar imagens que não bloqueiem a imaginação do espectador”. Jean-Marie Straub citado por Ricardo Miranda a propósito de um de seus filmes-faróis.

Veja as 10 escolhas de Ricardo no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Victor Lopes

setembro 12th, 2011 § Deixe um comentário

O conceito dos contos originais de Raymond Carver já seria por si só uma boa definição do documentário, ou de uma de suas muitas formas: levantar os telhados das casas, entrar e atravessar a vida de algumas pessoas. Nas mãos de Robert Altman, mestre em narrativas com muitos personagens, tornou-se uma obra-prima que instiga a construção de dramaturgias mais amplas.

Isto é Victor Lopes falando de Short Cuts, um dos seus filmes-faróis. Confira a lista do Victor e seus agudos comentários no blog Faróis do Cinema.

Os faróis do “Bigode”

agosto 16th, 2011 § Deixe um comentário

“A utilização de não-atores, a deslumbrante luz de sua fotografia (somente comparável à de Gabriel Figueroa nos filmes de Buñuel, com certeza seu discípulo), a mise-en-scène despojada e que poderia vislumbrar-se no que mais tarde se convencionou chamar de naturalismo, a narrativa quase naïf, talvez numa homenagem inconsciente às pinturas de Paul Gauguin em seu exílio voluntário na então colônia francesa – o Taiti…. “

Luiz Carlos Lacerda sobre Tabu, de Murnau.

Leia os Faróis do “Bigode” no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Anna Muylaert

julho 7th, 2011 § Deixe um comentário

“Acho que minhas maiores influências, desde a época dos meus curtas até os longas, são cineastas independentes americanos como Wes Anderson e os irmãos Coen, e também Woody Allen. Talvez porque sejam cineastas que trabalham com a ironia, assim como eu. Mas Gus van Sant, por exemplo, é um mestre do estilo. É impossível não aprender com ele. O bom do cinema é que, por mais que se aprenda, você está sempre começando”.

Conheça os filmes-faróis de Anna Muylaert (Durval Discos, É Proibido Fumar) no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Silvio Tendler

junho 21st, 2011 § Deixe um comentário

Inside Job mostra que o cinema está indo cada vez mais para o campo da ação política. E que esse modelo de documentário dominante no Brasil, de reproduzir o que Jonas Mekas fez nos anos 1960, está superado”.

A afirmação é de Silvio Tendler, ao comentar o mais recente dos seus filmes-faróis. Conheça-os todos no site Faróis do Cinema.

Os faróis de Joel Pizzini

maio 19th, 2011 § Deixe um comentário

“… a espontaneidade provocada, a decupagem do cotidiano criativo do poeta. Pasárgada é um lugar que despista o desdobramento naturalista que a locução, neste tom, naturalmente sugere. Um docomentário que vai para lugar-nenhum, ou melhor, para o reino da poesia”

Isto é Joel Pizzini falando de O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade, um dos seus filmes-faróis. Conheça os demais no blog Faróis do Cinema.

Os faróis de Laís Bodanzky

março 30th, 2011 § Deixe um comentário

“Guerra nas Estrelas, uma experiência sensorial cinematográfica que me pegou ainda menina, sonhando em ser princesa”.

Laís Bodanzky tem seus filmes-faróis publicados no blog Faróis do Cinema. Dê uma conferida e saiba um pouco mais sobre a carreira da diretora de As Melhores Coisas do Mundo.    

Os faróis de José Joffily

março 22nd, 2011 § Deixe um comentário

“Um filme narrado por um morto sempre será interessante. E o oportunismo é um ótimo tema para se falar. Não pertence à categoria dos grandes temas, como inveja, ciúme ou ambição, mas todos nós temos um pouco de Joe Gillis e Norma Desmond. É o melhor filme que já vi sobre este singelo sentimento”.

Isto é José Joffily falando sobre Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder. Conheça os filmes-faróis do diretor de Olhos Azuis no blog Faróis do Cinema.

Os Faróis de Carlos Adriano

março 14th, 2011 § Deixe um comentário

“Jean-Marie (Straub) e Danièle (Huillet) se conheceram em Paris em novembro de 1954 e militaram por um cinema radical e sem concessões por quase quarenta anos, numa rara combinação de modernidade estética e político engajamento. Cada filme era um manifesto civilizador para o nosso tempo. Método de ética, rigor e essência.”

Carlos Adriano fala do casal Straub-Huillet a propósito de um de seus “faróis”. Saiba mais sobre esse cineasta de invenção paulista e suas grandes admirações na área. No blog Faróis do Cinema.

Faróis de Belmonte

março 3rd, 2011 § Deixe um comentário

“Personagens brigando contra sua própria natureza. O olhar para miudezas que revela o todo, a montagem que acelera e retarda desconstruindo o tempo e revelando os personagens. Preparação, tensão, resolução”.

Isto é José Eduardo Belmonte falando de Touro Indomável, de Martin Scorsese. Saiba mais sobre os Faróis de Belmonte no site Faróis do Cinema.

Os Faróis de Geraldo Sarno

fevereiro 23rd, 2011 § Deixe um comentário

Acossado, de Jean-Luc Godard, é o filme-ruptura que dá início à aventura mais extraordinária e trágica de um cineasta em busca de uma renovação da linguagem do cinema”.

A observação é de Geraldo Sarno, que abre hoje a nova série do blog Faróis do Cinema. Clique aqui para visitá-lo.

Depois de sua temporada inicial no antigo DocBlog e de inspirar um ciclo de filmes e encontros no ano passado, na Caixa Cultural RJ e no Oi Futuro Ipanema, os Faróis estão de volta. Vamos retomar a consulta a outros cineastas, assim como republicar os posts do DocBlog. Em foco, sempre, as admirações e eventuais influências que ajudaram a construir o olhar cinematográfico de cada cineasta brasileiro.

Clique aqui para seguir os Faróis no Twitter

Os Faróis de Mário Carneiro

setembro 6th, 2010 § Deixe um comentário

“Falconetti ficava o tempo todo sentada, mas naquele filme parece que o Cinema se levantou e ficou de pé”.  Mário Carneiro sobre A Paixão de Joana D’Arc, de Carl T. Dreyer.

Conheça os Faróis de Mário Carneiro, homenageado hoje (segunda) na abertura da Mostra Faróis do Cinema – Documentário Brasileiro. Tudo no blog da mostra.

Os Faróis de Jorge Bodanzky

setembro 4th, 2010 § Deixe um comentário

“À primeira vista me pareceu escandalosamente simples. Mais tarde, com o filme trabalhando na minha cabeça, me dei conta de como é profundo e completo. Foi uma chacoalhada na minha alma. Deu vontade de filmar o quanto antes”. Jorge Bodanzky sobre Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo.

Leia mais sobre os Faróis de Jorge Bodanzky no blog da Mostra Faróis

Os Faróis de Octávio Bezerra

setembro 2nd, 2010 § Deixe um comentário

“Como jovem pintor, eu estava em Roma na época. Era amigo da figurinista Mimina Roveda, que por sua vez era amiga de Fellini. Ela me levou à filmagem. Lembro-me de Giuseppe Rotunno chegando ao bar e dizendo a Fellini: ‘Maestro, la luce è pronta’. E os dois trocavam de lugar”. Octávio Bezerra sobre Histórias Extraordinárias.

Dê uma conferida nos Faróis de Octávio Bezerra no blog da Mostra Faróis

Os Faróis de Sandra Werneck

agosto 28th, 2010 § Deixe um comentário

Pouco a Pouco (de Jean Rouch) é uma autocrítica à etnologia realizada por um autor que possui grande intimidade com o assunto. É um filme provocativo e lúdico, um jogo que altera nossas perspectivas, invertendo pontos de vista usuais”.

Leia os comentários de Sandra Werneck sobre seus filmes-faróis no blog da Mostra Faróis.  

Programação dos Faróis

agosto 27th, 2010 § Deixe um comentário

O blog da Mostra Faróis do Cinema – Documentário Brasileiro já colocou no ar a programação completa e as sinopses de todos os filmes. Confira lá.

Os Faróis de Maurice Capovilla

agosto 26th, 2010 § Deixe um comentário

“Coisa que não se faz com amigos é pedir para escolher cinco filmes em tantos aos quais a gente se ligou através dos tempos… É impossível, mas aí vão eles, porque estão profundamente ligados à minha vida. Foram peças fundamentais da minha formação de cineasta e cidadão”.

Confira os Faróis de Maurice Capovilla no blog da Mostra Faróis.

Os Faróis de Sylvio Back

agosto 24th, 2010 § Deixe um comentário

“Como nunca vi nem vejo diferença entre documentário e ficção (onde começa um e termina o outro? e vice-versa), nem entre arte e entretenimento (quando um é outro? e vice-versa), o importante é a linguagem e a pegada moral do filme. Não seu gênero, formato ou fruição”.

Conheça os Faróis de Sylvio Back no blog da Mostra Faróis

Os Faróis de Bebeto Abrantes

agosto 23rd, 2010 § Deixe um comentário

“O esmaecimento e a abstração das belas imagens mostram como a escassez e a ausência (de material de arquivo e do próprio personagem do doc) podem ser um poderoso aliado do documentarista”. Bebeto Abrantes sobre Ana Cristina César, de João Moreira Salles.

Conheça os Faróis de Bebeto Abrantes no blog da Mostra Faróis

Os Faróis de Eryk Rocha

agosto 21st, 2010 § Deixe um comentário

“Por acreditar num cinema épico e epidérmico. De fluxo poético, sanguíneo, cósmico, inventando novas relações espaciais-temporais entre imagem e música através da montagem”. Eryk Rocha sobre As Quatro Estações, de Artavazd Pelechian.

Conheça os Faróis de Eryk Rocha no blog da Mostra Faróis.   

Os Faróis de Eduardo Coutinho

agosto 19th, 2010 § Deixe um comentário

“Diretor de um só filme, provavelmente (que preste). Se julga dono do assunto, Holocausto, impõe regras. Deve ser um chato. Mas o filme é extraordinário”. Eduardo Coutinho sobre Shoah, de Claude Lanzmann.

Leia o que Coutinho tem a dizer sobre seus filmes-faróis no blog Faróis do Cinema.

Os Faróis de Silvio Da-Rin

agosto 17th, 2010 § Deixe um comentário

“Identificar cinco filmes-faróis não é tarefa fácil. Começo o retrospecto pelo filme que me despertou o sentimento de que o Brasil podia e devia ser levado à tela. Eu tinha 13 anos quando, no cinema Copacabana, assisti Gimba – Presidente dos Valentes, de 1963″.

Leia os Faróis de Silvio Da-Rin no blog Faróis do Cinema.

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