Pobres e rico

O REI DE ROMA

Pobres e ricos sempre fizeram as delícias das comédias italianas. O REI DE ROMA segue esse filão clássico com a história de um empreendedor imobiliário corrupto que, condenado, recebe como pena prestar serviços sociais num abrigo de pobretões. Não é difícil prever que Daniele Luchetti vai retirar a graça modesta do seu filme dos contrastes entre a vida de milionário e a situação dos indigentes, mas também de eventuais convergências entre os dois mundos.

O inescrupuloso Tempesta (Marco Giallini) tem um tolo trauma familiar na origem de sua ambição desmedida. Ele vai dar aulas de capitalismo a seus assistidos e ganhar em troca parceiros inestimáveis. A sátira ao jeitinho italiano é ingrediente garantido nesse gênero.

Dos grandes modelos da comédia italiana (Fellini, Risi, De Sica, Scola), Luchetti herdou somente a casca do humor, sem a substância e a sutileza que distinguiam aqueles mestres. O REI DE ROMA diverte ocasionalmente pela caricatura, algumas gags verbais típicas e, no fim das contas, uma inocência fantasiosa que move os personagens, inclusive os negativos. Um trio de prostitutas metidas a psicólogas protagoniza alguns dos melhores momentos.

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