A imagem que fala (27 – final)

Encerro hoje a série “A imagem que fala” com uma edição especial de sete fotos e a bênção de Xangô. A ideia foi coletar, entre artistas e escritores amigos, uma impressão fotográfica de sua experiência no isolamento social durante a pandemia Covid-19. Foram publicadas 137 fotos no total.

Chegaram muitas contribuições sensíveis e inteligentes, algumas divertidas, outras mais tristes ou sombrias, onde cada um colocou seu olhar especial e fez uma escolha amorosa. 

Agradeço a todos os que participaram. De todos sou um pouco devedor. Sou grato também aos frequentadores do blog, que deixaram aqui ou nas redes sociais o seu carinho para com a série. 

Relembro que o título foi inspirado no filme A Imagem que Falta, do cambojano Rithy Panh.

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Dira Paes

“O desenho tem sido uma terapia fantástica. Enquanto as mãos trabalham, a cabeça pode pensar à vontade, livre, não tão leve, mas completamente solta”. Rio de Janeiro, RJ


Caru Alves de Souza

“Meu mundo na quarentena se resume às janelas: a de meu computador, a de meu quarto-escritório e as janelas que abro com as histórias que estou escrevendo. São Paulo, 22 de junho de 2020”


Felipe Bragança

“Tempo de espera. Cinema-escrito. Imagens do futuro”. Lisboa, Portugal 


Daniela Broitman

“Dessa janela eu vi o tempo passar
Eu vi o sol se pôr
Eu vi a dor
Dessa janela, no seu quarto, eu vi minha mãe partir,
enquanto o mundo decidia como enfrentar a pandemia”. São Paulo, SP


Maurice Capovilla & Marília Alvim

“Construindo nossa cabana para o fim do mundo”. Rio de Janeiro, RJ


Antonio Carlos da Fontoura

“Ar puro, água pura e silêncio me ajudam a enfrentar a barbárie”. Bom Jardim, RJ


Henrique Dantas

“Kaô, Kaô Kabecile. Porque existe a justiça de Xangô”. Salvador, BA

9 comentários sobre “A imagem que fala (27 – final)

  1. Hoje presencio a série final.Hoje relembro e revivo cada sensação de emoção e alegria que senti desde o momento em que recebi teu convite por email para fazer parte dessa série única, pessoal, original , inventiva e que teve o Poder de humanizar um pouco a dor do confinamento. Estivemos muito bem acompanhados, acabamos nos encontrando e nos conhecendo pelas mãos mágicas do nosso Carlinhos. Obrigada por nos acolher, nos unir, por se solidarizar com nossas solidões ainda que alguns acompanhados, o que se passa no fundo pertence ao indivíduo, Pessoal, intransferível mas possível de ser compartilhado . Melhores dias virão é nome de filme, e é algo que espero, não tarde a acontecer. Que não precisemos compreender muito,, apenas viver. grande beijo em cada um e em especial a você e tua família.

  2. Querido Amigo Carlinhos, esse espaço é um bálsamo para o atual momento. Belas imagens de pessoas belas. Cultura só faz bem. Obrigado, meu amigo. Abr.

  3. Série que já entrou para a História e que nos faz pensar e sentir o que tem sido este complicado e difícil 2020. Para ver e rever!

  4. Querido Carlinhos!
    Deixa eu falar logo antes que o tempo me faça esquecer. Sua ideia colocada em prática na série “a imagem que fala” para mim foi de uma felicidade, propriedade, generosidade, cumplicidade, tudo que você pensar de bom cabe aí. Vi meus colegas, parceiros invisíveis por dentro, por fora, vi amigos antigos, vi desconhecidos e outros conhecidos de nome e tudo tinha um sentido superior de proteção, de amizade, carinho, sinceridade, identidade, todos no mesmo barco, cada um no seu pedaço, personas da mesma tribo vendo a si mesmos e se mostrando, fazendo a sua parte à deriva num mar desconhecido, rumo ao nada e você o vaz caminha dessa bizarra travessia. Que belo filme, acolhedor e curador! Sou muitíssimo grato! Com emoção, meus parabéns, meu amigo! Grande abraço!

    • André querido, suas palavras são capazes de justificar qualquer esforço nosso para fazer um trabalho bem feito. Não poderia esperar melhor recompensa, além de todo o carinho demonstrado por tanta gente a essa série. Um abraço apertado, ainda que à distância.

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