Quando se pensa na Croácia, fala-se logo na capital Zágreb e na deslumbrante Dúbrovnik. Mas o país tem um buquê de cidades menores que encantam os sentidos, às vezes lembrando regiões da Itália e do Mediterrâneo europeu. Zadar (pronuncia-se Zádar) e Trogir são duas delas.
Ambas ficam na bela região da Dalmácia e têm centros históricos altamente instagramáveis, como se diz agora.
Zadar dispõe de duas obras de arte pública únicas no mundo. Uma delas é o Órgão do Mar. As pequenas ondas batem numa estrutura de tubos da orla e produzem uma espécie de música experimental, randômica, mas com certa harmonia. A criação é do arquiteto Nikola Bašić, autor também da Saudação ao Sol, instalação no piso de uma praça que capta energia solar durante o dia e forma um tapete de luzes coloridas à noite.
Ruínas romanas estão dispersas por todo o centro histórico. E para os cinéfilos Zadar guarda um pequeno mito. Alfred Hitchcock certa vez visitou a cidade e declarou que ali se via o pôr do sol mais bonito do mundo.
Trogir, por sua vez, tem um charme irresistível com suas palmeiras à beira do Mar Adriático, o casario de arquitetura veneziana e a imponente e medievalíssima Fortaleza Kamerlengo. A cidade fica numa pequena ilha ligada ao continente, situação privilegiada que se revela melhor do alto do campanário da Catedral de São Lourenço.
Os olhares de quem visita Trogir são atraídos pelo portal superdecorado da catedral. Ali, entre centenas de pequenas imagens esculpidas, encontram-se Adão e Eva, as primeiras esculturas de nus da Croácia.
Tudo isso e um pouco mais está no meu vídeo abaixo. Curtam com a trilha musical roubada de Thomas Newman.





