Perdidos na cidade futurista

Tenho a impressão de que Brasília nunca foi representada com tanta veracidade emocional como em PEQUENAS CRIATURAS, uma crônica que evolui da insatisfação e da tristeza para o consolo, e vai desembocar no maravilhoso. Leiam também uma nota sobre O CONVITE.

Barretão: “O cinema aqui não é um negócio, é uma causa”

Em 28 de dezembro de 2007, às vésperas de completar 80 anos, Luiz Carlos Barreto sentou-se comigo numa mesa do café da Cinemateca do MAM. Foram pouco mais de três horas de entrevista. Barretão conversou sobre sua história de vida, sua carreira de fotógrafo, produtor, cineasta e articulador da política cinematográfica. O material ficou inédito até hoje, quando publico aqui o áudio integral da nossa conversa em três arquivos.   

Encaixotando a Cinememória

A transferência do acervo da Fundação Cinememória vai abrir muitos caminhos para a compreensão da história não canônica dos cinemas desenvolvidos em Brasília e mesmo dos interesses e da compreensão da vida e do pensamento de Vladimir Carvalho. Artigo de Sergio Moriconi.

Um frio aprendizado

UMA INFÂNCIA ALEMÃ conta a formação moral de um garoto que só apreende a realidade em fragmentos dolorosos. Um filme curioso, mas frio.

Labirinto psicanalítico

Por mais esfíngico que possa parecer a quem não decifrar todos os signos psicanalíticos, AS CORRENTES tem atrativos suficientes para imantar nossa atenção e interesse. É mais um exemplo do cinema sólido e intrigante que os argentinos são capazes de realizar.

Duas Espanhas em um novelão

Se retirássemos as cores, as falas e os falsos planos-sequência que dão fluência à ação, 8 DÉCADAS DE AMOR seria um dramalhão da época do cinema mudo, quando as plateias só queriam mesmo ver as coisas acontecerem, sem um olhar mais crítico para o óbvio e o improvável.

E.T. para supostos adultos

DIA D é um misto de filme de ação, ficção hipertecnológica, história de super-heróis e vidências espíritas. A meu ver, um dos caminhos mais tolos que Spielberg já trilhou.

Hermanos pernambucanos

O futebol, a arte popular e o Carnaval são os veículos de uma curiosa gaiatice identitária entre uma cidadezinha pernambucana e a capital argentina. É o que nos mostra o documentário BUENOSAIRES.

69 anos de solidão

Com um misto de singeleza, total transparência e apreensão pelo julgamento de eventuais futuros leitores, VIDA DE PAPEL nos mostra o que é uma existência vivida quase que somente na imaginação.

Mudar de vida

De alguma forma, as mulheres de DOLORES vivenciam temas candentes da atualidade brasileira, mas o filme também tem problemas.

Happy birthday, Saddam

O BOLO DO PRESIDENTE se filia a uma estirpe de dramas dickensianos modernos como “Pixote” e “Salaam Bombay”. Menos amargo que esses, mas ainda assim expressivo de infâncias submetidas a uma realidade tirânica.

Rossellini ano zero

Vendo o documentário ROBERTO ROSSELLINI – MAIS QUE UMA VIDA, eu me convenci de que Rossellini procurava um novo Neorrealismo enquanto filmava a realidade – não a magia – do país em Índia: Matri Bhumi.