Braulio e as possibilidades impossíveis

Num momento em que o cinema brasileiro viaja tanto pelas veredas da ficção científica, os roteiristas deviam visitar FANFIC e as incríveis possibilidades de ambientação, personagens e situações que Braulio Tavares descreve com tanta verve e uma irretocável qualidade literária.

Órfãos do rio

Meu motor estava em bom estado e podia render boas corridas em velocidade razoável. Mas o Diego Zon não queria velocidade. Queria que MARGEADO fosse um slow film.
Opinião de motocicleta numa crítica-ficção.

Meninas do Brasil

A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.

Lula para todo o mundo

O LULA de Oliver Stone e Rob Wilson continua inédito comercialmente no Brasil por questões ligadas a direitos de imagem. Enquanto não chega, um pseudo-Oliver Stone conta como é o filme, numa crítica-ficção.   

O passageiro da distopia

Mais um exercício de crítica-ficção. Na minha breve estada na cidade imaginária de FUTURO FUTURO, encontrei qualidades bem-vindas e falhas contumazes. Mas há um mérito inegável na incorporação da IA à dramaturgia, ainda que de maneira críptica e pouco orgânica.

Perdidos na cidade futurista

Tenho a impressão de que Brasília nunca foi representada com tanta veracidade emocional como em PEQUENAS CRIATURAS, uma crônica que evolui da insatisfação e da tristeza para o consolo, e vai desembocar no maravilhoso. Leiam também uma nota sobre O CONVITE.

Barretão: “O cinema aqui não é um negócio, é uma causa”

Em 28 de dezembro de 2007, às vésperas de completar 80 anos, Luiz Carlos Barreto sentou-se comigo numa mesa do café da Cinemateca do MAM. Foram pouco mais de três horas de entrevista. Barretão conversou sobre sua história de vida, sua carreira de fotógrafo, produtor, cineasta e articulador da política cinematográfica. O material ficou inédito até hoje, quando publico aqui o áudio integral da nossa conversa em três arquivos.   

Odisseia contemporânea

A Odisseia de Homero já teve diversas versões no cinema. Neste artigo, Márcia Mendonça comenta uma das mais livres e inusitadas: O OLHAR DE ULISSES, do grego Theo Angelopoulos.

Consciência exposta de uma geração

A atuação de Adèle Exarchopoulos e a combinação de amargura e tragicidade com o humor fazem de O ACIDENTE DO PIANO algo mais que uma curiosidade excêntrica. Seguem também duas notas curtas sobre A ODISSEIA e BACKROOMS – UM NÃO-LUGAR.

Encaixotando a Cinememória

A transferência do acervo da Fundação Cinememória vai abrir muitos caminhos para a compreensão da história não canônica dos cinemas desenvolvidos em Brasília e mesmo dos interesses e da compreensão da vida e do pensamento de Vladimir Carvalho. Artigo de Sergio Moriconi.

Um frio aprendizado

UMA INFÂNCIA ALEMÃ conta a formação moral de um garoto que só apreende a realidade em fragmentos dolorosos. Um filme curioso, mas frio.

Labirinto psicanalítico

Por mais esfíngico que possa parecer a quem não decifrar todos os signos psicanalíticos, AS CORRENTES tem atrativos suficientes para imantar nossa atenção e interesse. É mais um exemplo do cinema sólido e intrigante que os argentinos são capazes de realizar.

Duas Espanhas em um novelão

Se retirássemos as cores, as falas e os falsos planos-sequência que dão fluência à ação, 8 DÉCADAS DE AMOR seria um dramalhão da época do cinema mudo, quando as plateias só queriam mesmo ver as coisas acontecerem, sem um olhar mais crítico para o óbvio e o improvável.