Cavi Borges recomenda “Tatame”

Em texto especial para o meu blog, o cinéfilo, cineasta, agitador cultural e judoca Cavi Borges destaca “vários pontos interessantes” no belo filme Tatame, que entrou em cartaz ontem em várias cidades brasileiras. No Rio, vai estrear somente no final do mês.

Braçadas de rara ousadia

A CRONOLOGIA DA ÁGUA tem uma gramática muito especial para exprimir os ecos de memória, a onipresença da dor na vida de Lidia Yuknavitch e a vertigem a que ela submetia seu corpo pelo sexo, as drogas e a autossabotagem.

Os muitos medos de Nápoles

A Nápoles que vemos em POMPEIA: SOB AS NUVENS nada tem a ver com a imagem clássica da cidade ruidosa e popular. Em vez disso, temos o retrato sombrio e inquietante de um local assombrado pelo passado e temeroso quanto ao presente.

Fã clube de Elena Ferrante

No cerne das análises que vemos no documentário A FEBRE ELENA FERRANTE está a questão extraliterária da decisão de Elena Ferrante em se tornar escritora sem seguir o roteiro de uma carreira que a exporia ao circuito das celebridades. Resenha de Paulo Lima.

Na nuvem das suposições

Tudo é suposto em A MENSAGEIRA. Tudo é nebuloso, interrompido a meio caminho, dissimulado por uma montagem dispersiva, que mais “desconversa” do que “costura”.

Um presidente descobre a dúvida

Em A GRAÇA, Toni Servillo é a encarnação perfeita de um homem austero e frágil, impávido até a medula, dividido entre suas convicções e os apelos de uma sociedade que quer se mover no tempo.

Parque da Alegria

PARQUE LEZAMA é um simpático exercício teatral em torno da amizade, do valor da fabulação e dos sonhos que vamos deixando para trás. Pena que o filme dependa demais dos diálogos e dos atores, todos de qualidade, mas insuficientes para superar a marca de teleteatro.

Amélie, um bebê que se regenera

Nada contra os bons sentimentos, desde que seja com bons argumentos. A PEQUENA AMÉLIE, indicado ao Oscar de longa de animação, não cumpre o que promete com verve irônica nas primeiras cenas.

Papo reto nas escolas

Em HORA DO RECREIO, Lúcia Murat engendrou uma forma habilidosa de captar as inquietações de estudantes dos ensinos médio e fundamental diante de problemas que afligem a sociedade como um todo.