A semente e o mundo
Com uma metáfora atrevida sobre superação de limites e uma estética tropicalista, PAPAYA é um novo triunfo da animação brasileira.
Com uma metáfora atrevida sobre superação de limites e uma estética tropicalista, PAPAYA é um novo triunfo da animação brasileira.
Presenciando as filmagens, reparei que Isabel Coixet não abre mão das ideias simples, doces e eficazes. Vindo da Coreia, adorei conhecer esses recantos de Roma na luz cálida das tardes de outono. Quem fala aqui é um boneco de papelão na crítica-ficção de TRÊS VEZES ADEUS.
Em NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS destaca-se o empenho intelectual em encontrar uma voz de reivindicação dos direitos amazônicos. Além de um manifesto, temos aqui um exercício inteligente e estimulante de criação no campo do filme-ensaio.
O documentário SOROS, dirigido pelo filho de Bob Dylan, inventaria grande parte da batalha de ideias em torno do megainvestidor e filantrocapitalista George Soros. Mas não a batalha completa. Está no streaming e no canal Curta!
Até eu fui chamado para “estrear” como analista político em QUEM GOSTA DE POBRE É A ESQUERDA, junto a nomes como Jean Wyllys, Renata Souza e os professores André Marenco e Henrique Amorim. Um dossiê sobre um período que o Brasil não merecia ter vivido.
DROPS DE ANIS saiu em busca da opinão de muita gente sobre cinema brasileiro. Testemunhos que variam entre o entusiasmo e as reivindicações, entre o mero comentário leigo e as ideias mais elaboradas. Estreou no Festival de Brasília.
Duas forças opostas duelam em PRK-30 – O RÁDIO PELO AVESSO. De um lado, o resgate de um humor popular que fez história na mídia brasileira. De outro, a melancolia de uma memória em vias de se perder completamente.
É a própria Marília Pêra, e só ela, que se narra em VIVA MARÍLIA. E não precisava de mais do que isso.
Leiam a apresentação e vejam meu vídeo de Sharjah, a terceira maior cidade dos Emirados Árabes Unidos.
Um grupo de professores, alunos e técnicos da Universidade Federal Fluminense está fazendo um trabalho precioso em prol da memória audiovisual do estado do Rio de Janeiro. Eles formam a equipe do LUPA – Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF. Saiba mais neste artigo.
Ao contrário do que diz o título de NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, existe, sim. Que o digam Socorro, Jurailde e Bizza, cozinheiras solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Embora o filme chame a atenção para si um pouco mais do que o adequado, GONZAGUINHA – DA MAIOR LIBERDADE nos deixa bem perto do compositor e de sua história breve, mas cheia de calor.
Os filhos da contracultura são herdeiros ou sobreviventes do legado de seus pais? A discussão é levada no documentário NEM TUDO É PAZ E AMOR.
Se existe uma tese por trás da ciranda de afetos de O APEGO é que há sempre algo a se perder para se ganhar o principal.
O público precisa suspender o descrédito para apreciar A QUINTA PORTUGUESA, história de autoexílio e apropriação de identidades alheias.
NOSSO SEGREDO, vencedor do Festival de Gramado, é um filme ambicioso na forma como apresenta suas ideias. Mas é também pretensioso na maneira como as leva adiante.
Com base na minha experiência em abrigar todo tipo de sexo, garanto que MUITO PRAZER guarda certa ingenuidade. É um gostoso programa de fun sex.
Opinião do Motel Pérola a respeito do filme rodado em suas dependências. Uma crítica-ficção.
Em O PRESIDENTE IMPROVÁVEL, Fernando Henrique relembra sua trajetória e se coloca num passado inexorável. O documentário está no streaming e estreia no canal Curta!
MUNDURUKUYÜ, A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE é um simples ato de afirmação de uma cultura que teima em resistir ante a devastação da Amazônia.
Quatro cidades tunisianas combinam a arquitetura do Maghreb e o urbanismo árabe com o frescor do litoral. Leiam a apresentação e vejam meu vídeo de Sousse, Hammamet, Mahdia e Monastir.
Quase pude dançar com ela enquanto ela girava em torno de suas telas, distribuindo pinceladas intuitivas regidas pela música ou por algum impulso que lhe vinha do baixo ventre.
Uma crítica-ficção do documentário AMELIA TOLEDO: LEMBRAR DE NÃO ESQUECER.
Entre o ontem e o hoje, a memória e o comentário da luta pela anistia no exterior, ANISTIA’79 nos inspira para lidar com o momento difícil que vivemos atualmente. Um filme inestimável.
Os cinco curtas reunidos em RIO DE CLARICE tratam de dilemas da alma feminina e, de alguma forma, mostram mulheres que descobrem ou descobriram algo importante em suas vidas.
Frederico Machado lança a Revista Lume e é homenageado no Maranhão com a exibição do inédito TERRA DEVASTADA. Com um pé no western e outro no drama de uma família disfuncional, esse filme soma mais um tijolo ao cinema denso e introspectivo do autor.
O ativista Honestino Guimarães tem sua história contada com verve e criatividade em HONESTINO, misto de documentário e ficção de Aurelio Michiles.
Num momento em que o cinema brasileiro viaja tanto pelas veredas da ficção científica, os roteiristas deviam visitar FANFIC e as incríveis possibilidades de ambientação, personagens e situações que Braulio Tavares descreve com tanta verve e uma irretocável qualidade literária.
OS RUMINANTES rumina a história das adaptações frustradas do romance clássico de José J. Veiga. Estaria mais afeito a episódio de uma série sobre filmes irrealizados ou interrompidos.
A crítica-ficção liberta o crítico para criar além dos seus limites tradicionais.
Meu motor estava em bom estado e podia render boas corridas em velocidade razoável. Mas o Diego Zon não queria velocidade. Queria que MARGEADO fosse um slow film.
Opinião de motocicleta numa crítica-ficção.
Ignácio de Loyola Brandão não é dado a dós de peito ao falar de si mesmo. NÃO SEI VIVER SEM PALAVRAS, dirigido por seu filho, mantém-se fiel a isso, discreto e caloroso.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.
O LULA de Oliver Stone e Rob Wilson continua inédito comercialmente no Brasil por questões ligadas a direitos de imagem. Enquanto não chega, um pseudo-Oliver Stone conta como é o filme, numa crítica-ficção.
Mais um exercício de crítica-ficção. Na minha breve estada na cidade imaginária de FUTURO FUTURO, encontrei qualidades bem-vindas e falhas contumazes. Mas há um mérito inegável na incorporação da IA à dramaturgia, ainda que de maneira críptica e pouco orgânica.
Tenho a impressão de que Brasília nunca foi representada com tanta veracidade emocional como em PEQUENAS CRIATURAS, uma crônica que evolui da insatisfação e da tristeza para o consolo, e vai desembocar no maravilhoso. Leiam também uma nota sobre O CONVITE.
Em 28 de dezembro de 2007, às vésperas de completar 80 anos, Luiz Carlos Barreto sentou-se comigo numa mesa do café da Cinemateca do MAM. Foram pouco mais de três horas de entrevista. Barretão conversou sobre sua história de vida, sua carreira de fotógrafo, produtor, cineasta e articulador da política cinematográfica. O material ficou inédito até hoje, quando publico aqui o áudio integral da nossa conversa em três arquivos.