“Professores vencem guerras”
MR. NOBODY AGAINST PUTIN, indicado ao Oscar de documentário, é fruto da atitude corajosa do professor Pavel Talankin, que colocou a vida em risco para levar a militarização das escolas russas ao conhecimento do mundo.
MR. NOBODY AGAINST PUTIN, indicado ao Oscar de documentário, é fruto da atitude corajosa do professor Pavel Talankin, que colocou a vida em risco para levar a militarização das escolas russas ao conhecimento do mundo.
Creio que a indicação de CUTTING THROUGH ROCKS ao Oscar de documentário chegou mais por mérito do tema, a identidade de gênero, e do ambiente, um Irã profundo que parece à margem de toda geopolítica.
O amor e a poesia enfrentam a morte no documentário EMBAIXO DA LUZ DE NEON, um filme que dribla os clichês da pornografia da dor em busca de uma captação mais ampla dos sentimentos contrastantes que acompanham uma situação-limite. Indicado ao Oscar de longa documentário.
Poucos profissionais do cinema tiveram atuação tão ampla como Silvio Da-Rin. Documentarista talentoso e técnico de som esmerado, ele foi também um pensador sofisticado sobre a história e a teoria do documentário, além de um gestor habilidoso e leal à causa pública. Em cada uma dessas esferas, deixou um exemplo de talento e ética.
MILONGA tem algumas qualidades frequentes em dramas humanos uruguaios: flui de maneira simples e suave, com algum humor, mesmo quando os fatos e sentimentos assumem proporções graves.
A principal força e razão de ser de A VOZ DE HIND RAJAB está já no seu título. É o uso da voz real da menina de seis anos que pereceu sob tiros de soldados israelenses num posto de gasolina de Gaza.
O documentário GROENLÂNDIA, O ELDORADO DO GELO fornece um contexto ampliado de uma das principais questões geopolíticas da atualidade. No canal Curta! e streaming.
Em tempos de agentes secretos, é interessante assistir a um registro político precioso de 1975: o curta PARADA GERAL.
A intenção de A ÚNICA SAÍDA é clara: satirizar o espírito de competição no mundo corporativo, as mensagens motivacionais, etc. Mas tudo é feito com tamanhas obviedade e grosseria que só se justifica por um conceito de comicidade muito particular coreano.
Meu vídeo de Copenhagen. E o que isso tem a ver com Hans Christian Andersen, hippies e bicicletas.
É muito bom saber que Hollywood ainda pode realizar uma obra tão divertida, visceral e humana como MARTY SUPREME.
HOMEBOUND, representante da Índia no Oscar, é um melodrama realista sobre as aspirações mais básicas de dois amigos de infância. Na Netflix.
Embora seja bem intencionado em relação à mensagem de Manuel Puig, o novo O BEIJO DA MULHER ARANHA estaciona na cafonice ao combinar uma estereotipia latina com clichês da Broadway.
HAMNET quer dar conta de uma alquimia entre vida e morte, vida e teatro. No entanto, o trabalho de Chloé Zhao dessa vez é morno, apático em boa parte do tempo, sem pulsão cinematográfica nem emocional.
Apesar da energia colocada na encenação, da mirada esperta para as locações de Taipei e da espontaneidade das interpretações, A GAROTA CANHOTA me pareceu bastante banal como construção dramática.
Tendo como pano de fundo a resistência dos indígenas à invasão de suas terras por madeireiros, TRANSAMAZONIA é um drama de mistério sobre identidade e manipulação da fé. “Filme de gringo”, mas não ofensivo.
A cidade e As artes – meus dois vídeos de Estocolmo. A quem interessar, leia a apresentação e assista.
SEYMOUR HERSH: EM BUSCA DA VERDADE não é um documentário investigativo, mas faz um perfil competente do repórter e escritor que revelou muitos horrores da máquina de guerra e informação estadunidense.
O longo quase-monólogo de BLUE MOON só toca as cordas da emoção quando se estabelece um esboço de diálogo entre Ethan Hawke e Margaret Qualley.
A atuação de Rose Byrne em SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA tem sido muito festejada e premiada, não sem alguma razão. Mas o papel de uma mulher contra quem o mundo inteiro parece conspirar só ajuda a fazer a personagem irritante, oscilando sempre entre a raiva e o desespero.
JOVENS MÃES descortina um quadro de famílias desajustadas, em que uniões conflituosas, maternidade indesejada e o consequente desamparo dos filhos passam de geração para geração.
O que fiz de bom em matéria de cinema e os filmes que mais curti durante o ano.
RIEFENSTAHL vem jogar novas luzes sobre o que Leni pretendia que o futuro guardasse dela. A maior parte do que é exibido no documentário provém dos seus arquivos particulares. Filme candidato à minha lista de favoritos de 2025 não lançados no Brasil.
Notas sobre o brasileiro PROCURANDO MAYA DEREN e o iraniano CAUSE OF DEATH: UNKNOWN, candidatos à minha lista de filmes favoritos de 2025 ainda não lançados comercialmente.
Em HARD TRUTHS, o mundo parece se dividir entre os temperamentos opostos de duas irmãs. Mas aos poucos Mike Leigh torna mais complexo o que parecia ser uma simples dualidade. HARD TRUTHS, candidato à minha lista de filmes favoritos de 2025 ainda não lançados no Brasil
Além de atriz carismática, Julie Delpy se destaca na direção de comédias humanistas, em que a diversidade tem papel dominante. VIZINHOS BÁRBAROS é um divertido libelo pela tolerância e o acolhimento.
VALOR SENTIMENTAL é um bom exemplar de filme com a grife escandinava, mas não me pareceu digno do imenso prestígio que adquiriu na temporada de premiações.
A meus leitores e minhas leitoras
Dois minutos apenas podem mudar completamente a vida de uma família. O CASTIGO culmina com uma das mais duras e verdadeiras confissões de uma mãe.
LUMIÈRE! A AVENTURA CONTINUA reúne mais 120 “vistas” realizadas pelas equipes dos irmãos Lumière em diversas partes do planeta.
O deslumbramento continua.
Richard Linklater me pareceu adotar dois estilos diferentes na direção de NOUVELLE VAGUE. De certa forma, essa diferença emula a revolução que Acossado provocou no panorama do cinema mainstream: a passagem do filme de produtor para o filme de autor.
O 130º aniversário do cinema pode ser uma boa oportunidade para visitar e usufruir do meu site-livro FIM DE TURNO.
MUNCH: AMOR, FANTASMAS E VAMPIRAS não é propriamente uma biografia do pintor, mas um arrazoado sobre as relações e influências de Edvard Munch à luz da Escandinávia do seu tempo.
Do drama, SORRY, BABY vai deslizando para a comédia sem perder nenhum elemento, nem abdicar da gravidade do assunto. Eva Victor é uma revelação como diretora, roteirista e atriz.
MORRA, AMOR não é ruim de se ver, mas falta estofo dramático para além do retrato de uma mulher com transtorno mental.
Leiam e vejam meu vídeo de Oslo, a elegante capital da Noruega, ao som do jazz nórdico.