Festival do Rio: “Amor e Fé: Chica Xavier”
AMOR E FÉ: CHICA XAVIER conta a história de uma “rainha” de palco e terreiro. Somos levados a admirar e compartilhar o sentimento bonito de uma família que se expande pela arte e pela espiritualidade.
AMOR E FÉ: CHICA XAVIER conta a história de uma “rainha” de palco e terreiro. Somos levados a admirar e compartilhar o sentimento bonito de uma família que se expande pela arte e pela espiritualidade.
VIVO 76 explora uma estrutura cronológica, ainda que o faça na forma tipicamente fragmentária da memória, com Alceu Valença pontuando os momentos-chave que o conduziram à sua carreira singular. Resenha de Paulo Lima.
Ao fim da sessão de ROSEBUSH PRUNING, eu me sentia ao mesmo tempo atraído pela ousadia envolvida no projeto de Karim Aïnouz e decepcionado pela gratuidade de tudo o que via.
Apesar do título e das falas desbocadas dos personagens, O FILHO DA PUTA se deita em leito habitual e até mais bem comportado do que os de outras animações assinadas por Otto Guerra.
Mounir é um personagem quase inacreditável. Sua autonarrativa se aproxima da autoficção e se completa como uma incógnita. E é justamente aí, nesse lusco-fusco entre o claro e o oculto, que MOUNIR nos captura.
Usando alguns recursos espertos de encenação, MR. WONDERFUL é uma boa introdução ao universo de um estilista que sempre apostou na ousadia, literalmente dos pés à cabeça.
O teor de denúncia da perseguição estatal pesou a favor de CARTAS AMARELAS no Festival de Berlim, onde levou o Urso de Ouro e o prêmio das salas de arte. Mas nada suprime a impressão de que estamos vendo uma obra novelesca e de corte padronizado.
Os documentários ALDIR BLANC – RESPOSTA AO TEMPO e FUI OLHAR VOCÊ DORMIR se complementam e nos fornecem um retrato emocionante de um de nossos maiores poetas da canção. Resenha de Paulo Lima.
Para além de um simples registro, FLORA E AIRTO: O SOM REVOLUCIONÁRIO é o testemunho de um episódio histórico da música brasileira. Uma visita emocionante a dois mitos cujo vigor e cuja cumplicidade venceram o tempo.
ELEFANTES NA NÉVOA retrata com vigor e graça os rituais e costumes de uma comunidade queer do Nepal, contando com um elenco majoritariamente autêntico que traz suas vivências reais para a tela com muita energia.
Um homem gentil, descontraído e simples, apesar de ter uma firme consciência do seu valor como artista das imagens. Essas qualidades afloram luminosamente nas conversas que Beth Formaggini teve com ele em MÁRIO CARNEIRO: GRAVURA FEITA COM LUZ.
O título é já um recorte. CONY, RETRATO ÍNTIMO não é um filme sobre a brilhante carreira do jornalista Carlos Heitor Cony. Nem sobre sua atividade literária. Tudo isso passa pelas bordas nesse perfil de Cony enquanto marido, pai, apaixonado por viagens, pianista razoável e pintor de um dia no ano.
SOUMSOUM, A NOITE DAS ESTRELAS nos convida a entrar em outro ritmo de vida numa aldeia do Chade. Convida-nos também a percorrer as impressionantes formações rochosas do Deserto de Ennedi.
É curioso ver um filme em que Isabelle Huppert atua mas não é a protagonista. CONTOS PARALELOS se inspira em Kieslowski e Hitchcock, mas não faz jus à inspiração.
UMA MISSA PARA DOM ANGÉLICO traz à luz a história de um padre sereno e firme, simpático até a medula, e que carregou a chama da identificação de uma parte da igreja católica com as necessidades do povo.
LITERALMENTE NU prolonga demais seu argumento relativamente simples sobre libertação do jugo paterno e troca da mediação através da imagem pelo tato.
Não nego que vi uma certa pulsão viscontiana nos personagens centrais de LA GRADIVA, especialmente no destino trágico de um deles. Mas quase tudo se esvai em insinuações e descontinuidades.
A produção austríaca ROSE recua até o século XVII para falar de travestismo, ambição, conveniências privadas e intolerância comunitária.
NAZA é um marco histórico que revela a crueldade com que Israel vem tratando Gaza, uma terra onde, para eles, não há inocentes.
7 razões para elegermos Luís Inácio no primeiro turno.
VIRTUOSAS promete bem mais do que oferece. A possível crítica à junção de antifeminismo, religião e política acaba ficando vaga e diluída pela simples diversão macabra.
“Eu morri em 1893, mas Wagner de Assis invocou minha presença para ajudar na produção de AS IRMÃS FOX”.
Margaret Fox comenta o filme sobre ela e suas manas numa crítica-ficção.
Com uma metáfora atrevida sobre superação de limites e uma estética tropicalista, PAPAYA é um novo triunfo da animação brasileira.
Presenciando as filmagens, reparei que Isabel Coixet não abre mão das ideias simples, doces e eficazes. Vindo da Coreia, adorei conhecer esses recantos de Roma na luz cálida das tardes de outono. Quem fala aqui é um boneco de papelão na crítica-ficção de TRÊS VEZES ADEUS.
Em NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS destaca-se o empenho intelectual em encontrar uma voz de reivindicação dos direitos amazônicos. Além de um manifesto, temos aqui um exercício inteligente e estimulante de criação no campo do filme-ensaio.
O documentário SOROS, dirigido pelo filho de Bob Dylan, inventaria grande parte da batalha de ideias em torno do megainvestidor e filantrocapitalista George Soros. Mas não a batalha completa. Está no streaming e no canal Curta!
Até eu fui chamado para “estrear” como analista político em QUEM GOSTA DE POBRE É A ESQUERDA, junto a nomes como Jean Wyllys, Renata Souza e os professores André Marenco e Henrique Amorim. Um dossiê sobre um período que o Brasil não merecia ter vivido.
DROPS DE ANIS saiu em busca da opinão de muita gente sobre cinema brasileiro. Testemunhos que variam entre o entusiasmo e as reivindicações, entre o mero comentário leigo e as ideias mais elaboradas. Estreou no Festival de Brasília.
Duas forças opostas duelam em PRK-30 – O RÁDIO PELO AVESSO. De um lado, o resgate de um humor popular que fez história na mídia brasileira. De outro, a melancolia de uma memória em vias de se perder completamente.
É a própria Marília Pêra, e só ela, que se narra em VIVA MARÍLIA. E não precisava de mais do que isso.
Leiam a apresentação e vejam meu vídeo de Sharjah, a terceira maior cidade dos Emirados Árabes Unidos.
Um grupo de professores, alunos e técnicos da Universidade Federal Fluminense está fazendo um trabalho precioso em prol da memória audiovisual do estado do Rio de Janeiro. Eles formam a equipe do LUPA – Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF. Saiba mais neste artigo.
Ao contrário do que diz o título de NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, existe, sim. Que o digam Socorro, Jurailde e Bizza, cozinheiras solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Embora o filme chame a atenção para si um pouco mais do que o adequado, GONZAGUINHA – DA MAIOR LIBERDADE nos deixa bem perto do compositor e de sua história breve, mas cheia de calor.
Os filhos da contracultura são herdeiros ou sobreviventes do legado de seus pais? A discussão é levada no documentário NEM TUDO É PAZ E AMOR.