Cinco mulheres de Clarice

Os cinco curtas reunidos em RIO DE CLARICE tratam de dilemas da alma feminina e, de alguma forma, mostram mulheres que descobrem ou descobriram algo importante em suas vidas.

Uma mulher na terra dos homens

Frederico Machado lança a Revista Lume e é homenageado no Maranhão com a exibição do inédito TERRA DEVASTADA. Com um pé no western e outro no drama de uma família disfuncional, esse filme soma mais um tijolo ao cinema denso e introspectivo do autor.

Braulio e as possibilidades impossíveis

Num momento em que o cinema brasileiro viaja tanto pelas veredas da ficção científica, os roteiristas deviam visitar FANFIC e as incríveis possibilidades de ambientação, personagens e situações que Braulio Tavares descreve com tanta verve e uma irretocável qualidade literária.

Órfãos do rio

Meu motor estava em bom estado e podia render boas corridas em velocidade razoável. Mas o Diego Zon não queria velocidade. Queria que MARGEADO fosse um slow film.
Opinião de motocicleta numa crítica-ficção.

Vida de escritor

Ignácio de Loyola Brandão não é dado a dós de peito ao falar de si mesmo. NÃO SEI VIVER SEM PALAVRAS, dirigido por seu filho, mantém-se fiel a isso, discreto e caloroso.

Meninas do Brasil

A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.

Lula para todo o mundo

O LULA de Oliver Stone e Rob Wilson continua inédito comercialmente no Brasil por questões ligadas a direitos de imagem. Enquanto não chega, um pseudo-Oliver Stone conta como é o filme, numa crítica-ficção.   

O passageiro da distopia

Mais um exercício de crítica-ficção. Na minha breve estada na cidade imaginária de FUTURO FUTURO, encontrei qualidades bem-vindas e falhas contumazes. Mas há um mérito inegável na incorporação da IA à dramaturgia, ainda que de maneira críptica e pouco orgânica.

Perdidos na cidade futurista

Tenho a impressão de que Brasília nunca foi representada com tanta veracidade emocional como em PEQUENAS CRIATURAS, uma crônica que evolui da insatisfação e da tristeza para o consolo, e vai desembocar no maravilhoso. Leiam também uma nota sobre O CONVITE.

Barretão: “O cinema aqui não é um negócio, é uma causa”

Em 28 de dezembro de 2007, às vésperas de completar 80 anos, Luiz Carlos Barreto sentou-se comigo numa mesa do café da Cinemateca do MAM. Foram pouco mais de três horas de entrevista. Barretão conversou sobre sua história de vida, sua carreira de fotógrafo, produtor, cineasta e articulador da política cinematográfica. O material ficou inédito até hoje, quando publico aqui o áudio integral da nossa conversa em três arquivos.   

Odisseia contemporânea

A Odisseia de Homero já teve diversas versões no cinema. Neste artigo, Márcia Mendonça comenta uma das mais livres e inusitadas: O OLHAR DE ULISSES, do grego Theo Angelopoulos.

Consciência exposta de uma geração

A atuação de Adèle Exarchopoulos e a combinação de amargura e tragicidade com o humor fazem de O ACIDENTE DO PIANO algo mais que uma curiosidade excêntrica. Seguem também duas notas curtas sobre A ODISSEIA e BACKROOMS – UM NÃO-LUGAR.

Encaixotando a Cinememória

A transferência do acervo da Fundação Cinememória vai abrir muitos caminhos para a compreensão da história não canônica dos cinemas desenvolvidos em Brasília e mesmo dos interesses e da compreensão da vida e do pensamento de Vladimir Carvalho. Artigo de Sergio Moriconi.

Um frio aprendizado

UMA INFÂNCIA ALEMÃ conta a formação moral de um garoto que só apreende a realidade em fragmentos dolorosos. Um filme curioso, mas frio.