Estranhos no paraíso da família

Feito mais como um capricho de escrita despretensiosa de Jim Jarmusch, PAI MÃE IRMÃO IRMÃ vale principalmente pelo prazer de ver um punhado de atores maravilhosos pontuando minúcias de atuação que envolvem fala, gestos e posturas corporais.

A empregada e a jornalista

A MULHER QUE CHORA traz para o Brasil a lenda latino-americana da “Chorona”. A CONSPIRAÇÃO CONDOR é thriller político sobre as mortes suspeitas de JK, Jango e Lacerda. Leiam minhas notas sobre os dois filmes.

Cavi Borges recomenda “Tatame”

Em texto especial para o meu blog, o cinéfilo, cineasta, agitador cultural e judoca Cavi Borges destaca “vários pontos interessantes” no belo filme Tatame, que entrou em cartaz ontem em várias cidades brasileiras. No Rio, vai estrear somente no final do mês.

Braçadas de rara ousadia

A CRONOLOGIA DA ÁGUA tem uma gramática muito especial para exprimir os ecos de memória, a onipresença da dor na vida de Lidia Yuknavitch e a vertigem a que ela submetia seu corpo pelo sexo, as drogas e a autossabotagem.

Os muitos medos de Nápoles

A Nápoles que vemos em POMPEIA: SOB AS NUVENS nada tem a ver com a imagem clássica da cidade ruidosa e popular. Em vez disso, temos o retrato sombrio e inquietante de um local assombrado pelo passado e temeroso quanto ao presente.

Fã clube de Elena Ferrante

No cerne das análises que vemos no documentário A FEBRE ELENA FERRANTE está a questão extraliterária da decisão de Elena Ferrante em se tornar escritora sem seguir o roteiro de uma carreira que a exporia ao circuito das celebridades. Resenha de Paulo Lima.

Na nuvem das suposições

Tudo é suposto em A MENSAGEIRA. Tudo é nebuloso, interrompido a meio caminho, dissimulado por uma montagem dispersiva, que mais “desconversa” do que “costura”.

Um presidente descobre a dúvida

Em A GRAÇA, Toni Servillo é a encarnação perfeita de um homem austero e frágil, impávido até a medula, dividido entre suas convicções e os apelos de uma sociedade que quer se mover no tempo.