Horizontes de Mandela
Leiam a apresentação e vejam meu vídeo da viagem a Joanesburgo, Soweto e Pretória (África do Sul) em 2011.
Leiam a apresentação e vejam meu vídeo da viagem a Joanesburgo, Soweto e Pretória (África do Sul) em 2011.
Entre a invenção e o humor, os contos de Victor Giudice exorbitam em soluções narrativas pontuadas por imagens incomuns, em que forma e conteúdo contribuem para criar um efeito insólito friccionando pólos aparentemente antagônicos de familiaridade e estranheza. Resenha de Paulo Lima sobre CONTOS REUNIDOS – Vol. 1.
Um pouco do trabalho de uma locomotiva cinematográfica estará reunido na mostra Nobreza Popular – O Cinema de Beth Formaggini, de 23 a 30 de maio no Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro.
ARTACHO JURADO – SINFONIA DE UM ARQUITETO desenha o perfil de um esteta da construção de moradias. Um filme elegante tanto no que se diz como no que se mostra.
O Fanon de FANON parece mais um conceito do que um homem de carne e osso. Mesmo assim, o filme tem valor para quem quiser ser iniciado no pensamento do filósofo anticolonialista a partir de seu trabalho na psiquiatria.
SURDA é um drama realista sobre o desencontro entre os mundos dos deficientes auditivos e dos ouvintes. Um desencontro que se acentua após a maternidade.
ALMA NEGRA, DO QUILOMBO AO BAILE usa a música para fazer uma genealogia da consciência negra no Brasil, de Zumbi a Zezé Motta. Uma joia de documentário.
Três artistas de circo são inspiradoras e coautoras do belíssimo MAMBEMBE, objeto fílmico único, gestado a partir de um fracasso para desmentir o destino.
Em EU NÃO TE OUÇO, Caco Ciocler eleva um fait-divers da crônica política recente ao nível de um fascinante estudo de personagens. Com Marcio Vito numa performance dupla magistral.
ERA UMA VEZ MINHA MÃE é um filme que não tem vergonha de ser o que é: longo, cheio de clichês sobre as indefectíveis resiliência e superação, codificado ao extremo, superficial e feito para emocionar a família. Ainda bem que o melodrama vem recheado com ótimas pepitas de humor.
Para um filme sobre doença grave, NINO DE SEXTA A SEGUNDA é surpreendentemente cool e até divertido em alguns momentos.
Djin Sganzerla faz uma bela combinação do cinema de gênero com a denúncia social em ECLIPSE. Não são muitos os cineastas brasileiros que conseguem essa façanha.
MÃE E FILHO é um filme iraniano tecnicamente impecável, mas a falta de consistência psicológica dos personagens e o derramamento melodramático comprometem o resultado.
Embora mencione alguns percalços, ZICO, O SAMURAI DE QUINTINO é basicamente um elogio do craque. Amável, sem arroubos de bajulação.
O RISO E A FACA expõe a complexidade do neocolonialismo com um misto de ficção e realidade. Para quem se dispuser à maratona de três horas e meia, há uma viagem feérica ao coração de uma certa África.
Sem meias palavras, mesclando fantasmagoria com teatro político, A FÚRIA expressionista de Ruy Guerra e Luciana Mazzotti é como uma flecha disparada no pescoço dos fascistas.
Serão apenas mais três sábados. É muito pouco para um espetáculo tão arrebatador quanto COMUNICADO A UMA ACADEMIA, em cartaz no Espaço Intrépida Trupe, dentro da Fundição Progresso.
Embora fale de uma interrupção, O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA deixa patente a riqueza cultural e mítica do Carnaval pernambucano, com suas ressonâncias ancestrais e seu sincretismo entre o religioso e o profano.
Afora uma certa dimensão de malogro nas carreiras comerciais dos dois pregadores mirins, A VOZ DE DEUS apenas enfileira flagrantes dos personagens. É curioso, mas não mais do que isso.
Leiam o post e vejam meu vídeo da região de Mysore, na Índia, em 2012. Palácios, templos hinduístas, jardins, mercados e a doce simpatia dos indianos.
Eis um filme brasileiro original. PAPAGAIOS é uma espécie de conto moral sobre a fome de visibilidade no mundo contemporâneo.
Ambientado na crise dos “coletes amarelos” da França, CASO 137 dramatiza um episódio fictício, mas capaz de iluminar o corporativismo muito comum entre os ditos mantenedores da ordem.
François Ozon nos oferece uma adaptação radical de O ESTRANGEIRO no sentido de representar a indiferença existencial do personagem de Camus.
CARCEREIRAS procura sondar a humanidade de duas agentes penitenciárias num ecossistema opressivo.
MESTRE ZU tem bem a cara de filme caseiro, marcado pelo carinho e a admiração pelo grande jornalista. FERNANDO CONI CAMPOS: CADA UM VIVE COMO SONHA procura uma linguagem pouco convencional que evocasse o cinema livre do biografado.
Na Bahia, só falta mesmo Deus sair do altar para fazer gol. É quase isso o que esperam alguns torcedores abordados no documentário EM NOME DO JOGO.
É como uma eletrizante narrativa romanesca que assistimos ao documentário TÚMULO DE GELO. Resenha de Paulo Lima.
Ao divulgar o trabalho de uma equipe alagoana, PATRULHA MARIA DA PENHA deixa um documento da maior importância, especialmente diante do aumento de casos de feminicídio ultimamente no Brasil.
Proust e as mulas de Lezama Lima estrelam os novos filmes de Carlos Adriano que despontam no festival.
Em BENITA, Alan Berliner reordenou os fios da vida e da morte de Benita Raphan sem trair o misto de elegância e inconformismo contido na produção original da artista.
Em FORDLÂNDIA PANACEA, Susana de Sousa Dias sonda hoje os ecos de um projeto colonialista que fracassou e deixou uma história e muitas ruínas no Pará.
Baby Consuelo – é sua vida regida pela busca da espiritualidade e por uma intensa energia que conta o documentário APOPCALIPSE SEGUNDO BABY. Resenha de Paulo Lima.
Com grande eloquência e clareza expositiva, MISSÃO 115 aponta o atentado do Riocentro como um escândalo ainda não totalmente esclarecido. E um alerta para a escalada de aventureiros fascistas que hoje nos assombra quase tanto como naquela época.
Contra a noção preconceituosa de que o lugar é um fim de linha, RETIRO – A CASA DOS ARTISTAS, ainda que claudicante na construção, comprova que há muita vida e arte por ali.
Lançando mão de um modelo de documentário adotado pelo recém-falecido mestre Frederick Wiseman, SAGRADO capta fragmentos do cotidiano de pessoas envolvidas com os muitos aspectos da educação numa escola de Diadema (SP).