Piratas da TV
Eis um filme brasileiro original. PAPAGAIOS é uma espécie de conto moral sobre a fome de visibilidade no mundo contemporâneo.
Eis um filme brasileiro original. PAPAGAIOS é uma espécie de conto moral sobre a fome de visibilidade no mundo contemporâneo.
Ambientado na crise dos “coletes amarelos” da França, CASO 137 dramatiza um episódio fictício, mas capaz de iluminar o corporativismo muito comum entre os ditos mantenedores da ordem.
François Ozon nos oferece uma adaptação radical de O ESTRANGEIRO no sentido de representar a indiferença existencial do personagem de Camus.
CARCEREIRAS procura sondar a humanidade de duas agentes penitenciárias num ecossistema opressivo.
MESTRE ZU tem bem a cara de filme caseiro, marcado pelo carinho e a admiração pelo grande jornalista. FERNANDO CONI CAMPOS: CADA UM VIVE COMO SONHA procura uma linguagem pouco convencional que evocasse o cinema livre do biografado.
Na Bahia, só falta mesmo Deus sair do altar para fazer gol. É quase isso o que esperam alguns torcedores abordados no documentário EM NOME DO JOGO.
É como uma eletrizante narrativa romanesca que assistimos ao documentário TÚMULO DE GELO. Resenha de Paulo Lima.
Ao divulgar o trabalho de uma equipe alagoana, PATRULHA MARIA DA PENHA deixa um documento da maior importância, especialmente diante do aumento de casos de feminicídio ultimamente no Brasil.
Proust e as mulas de Lezama Lima estrelam os novos filmes de Carlos Adriano que despontam no festival.
Em BENITA, Alan Berliner reordenou os fios da vida e da morte de Benita Raphan sem trair o misto de elegância e inconformismo contido na produção original da artista.
Em FORDLÂNDIA PANACEA, Susana de Sousa Dias sonda hoje os ecos de um projeto colonialista que fracassou e deixou uma história e muitas ruínas no Pará.
Baby Consuelo – é sua vida regida pela busca da espiritualidade e por uma intensa energia que conta o documentário APOPCALIPSE SEGUNDO BABY. Resenha de Paulo Lima.
Com grande eloquência e clareza expositiva, MISSÃO 115 aponta o atentado do Riocentro como um escândalo ainda não totalmente esclarecido. E um alerta para a escalada de aventureiros fascistas que hoje nos assombra quase tanto como naquela época.
Contra a noção preconceituosa de que o lugar é um fim de linha, RETIRO – A CASA DOS ARTISTAS, ainda que claudicante na construção, comprova que há muita vida e arte por ali.
Lançando mão de um modelo de documentário adotado pelo recém-falecido mestre Frederick Wiseman, SAGRADO capta fragmentos do cotidiano de pessoas envolvidas com os muitos aspectos da educação numa escola de Diadema (SP).
VIVO 76 explora uma estrutura cronológica, ainda que o faça na forma tipicamente fragmentária da memória, com Alceu Valença pontuando os momentos-chave que o conduziram à sua carreira singular. Resenha de Paulo Lima.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.
Em UM FILME DE MEDO Sergio Oksman não parece interessado em chegar a conclusões, nem explorar as convenções do gênero terror. Conta com a simpática cumplicidade do filho para tentar retirar do malogro uma singela e melancólica diversão quase caseira.
MEU PAI E KADAFI contribui não só para estampar uma página sangrenta do regime de Muamar Kadafi, mas também lança uma luz sobre a intrincada correlação de forças no Oriente Médio. Resenha de Paulo Lima.
Feito mais como um capricho de escrita despretensiosa de Jim Jarmusch, PAI MÃE IRMÃO IRMÃ vale principalmente pelo prazer de ver um punhado de atores maravilhosos pontuando minúcias de atuação que envolvem fala, gestos e posturas corporais.
A MULHER QUE CHORA traz para o Brasil a lenda latino-americana da “Chorona”. A CONSPIRAÇÃO CONDOR é thriller político sobre as mortes suspeitas de JK, Jango e Lacerda. Leiam minhas notas sobre os dois filmes.
Policial impulsionado por dramas pessoais, CINCO TIPOS DE MEDO tem material de sobra para o público especular e eventualmente se emocionar.
Já está disponível o site-livro CHICO BUARQUE – ELE FAZ CINEMA. Textos e cenas das múltiplas relações entre o cinema e o Chico músico, escritor, teatrólogo, ator e pessoa.
Em texto especial para o meu blog, o cinéfilo, cineasta, agitador cultural e judoca Cavi Borges destaca “vários pontos interessantes” no belo filme Tatame, que entrou em cartaz ontem em várias cidades brasileiras. No Rio, vai estrear somente no final do mês.
A resenha de CINCO TIPOS DE MEDO será publicada novamente na semana que vem.
A CRONOLOGIA DA ÁGUA tem uma gramática muito especial para exprimir os ecos de memória, a onipresença da dor na vida de Lidia Yuknavitch e a vertigem a que ela submetia seu corpo pelo sexo, as drogas e a autossabotagem.
A Nápoles que vemos em POMPEIA: SOB AS NUVENS nada tem a ver com a imagem clássica da cidade ruidosa e popular. Em vez disso, temos o retrato sombrio e inquietante de um local assombrado pelo passado e temeroso quanto ao presente.
O OLHAR MISTERIOSO DO FLAMINGO oscila entre a brutalidade e a ternura com um retrato carinhoso e divertido de uma comunidade queer e o amadurecimento de uma menina nesse meio.
Como thriller de fuga, 13 DIAS, 13 NOITES é lancinante e persuasivo. É o drama de uma cidade, Cabul, em situação extrema nas mãos sanguinárias dos talibãs.
No cerne das análises que vemos no documentário A FEBRE ELENA FERRANTE está a questão extraliterária da decisão de Elena Ferrante em se tornar escritora sem seguir o roteiro de uma carreira que a exporia ao circuito das celebridades. Resenha de Paulo Lima.
Texto de Kleber Mendonça Filho, de 2013, sobre a presença do cinema de gênero em sua formação.
Tudo é suposto em A MENSAGEIRA. Tudo é nebuloso, interrompido a meio caminho, dissimulado por uma montagem dispersiva, que mais “desconversa” do que “costura”.
Em A GRAÇA, Toni Servillo é a encarnação perfeita de um homem austero e frágil, impávido até a medula, dividido entre suas convicções e os apelos de uma sociedade que quer se mover no tempo.
Contando a incrível história de um prédio, PELE DE VIDRO mescla admiravelmente uma história pessoal com uma reflexão sobre a história recente do país e a crise de moradia nas metrópoles brasileiras.
A Croácia tem um buquê de cidades menores que encantam os sentidos, às vezes lembrando regiões da Itália e do Mediterrâneo europeu. Zadar e Trogir são duas delas. Leiam mais e vejam meu vídeo.