Festival do Rio: “Elefantes na Névoa”
ELEFANTES NA NÉVOA retrata com vigor e graça os rituais e costumes de uma comunidade queer do Nepal, contando com um elenco majoritariamente autêntico que traz suas vivências reais para a tela com muita energia.
ELEFANTES NA NÉVOA retrata com vigor e graça os rituais e costumes de uma comunidade queer do Nepal, contando com um elenco majoritariamente autêntico que traz suas vivências reais para a tela com muita energia.
Um homem gentil, descontraído e simples, apesar de ter uma firme consciência do seu valor como artista das imagens. Essas qualidades afloram luminosamente nas conversas que Beth Formaggini teve com ele em MÁRIO CARNEIRO: GRAVURA FEITA COM LUZ.
O título é já um recorte. CONY, RETRATO ÍNTIMO não é um filme sobre a brilhante carreira do jornalista Carlos Heitor Cony. Nem sobre sua atividade literária. Tudo isso passa pelas bordas nesse perfil de Cony enquanto marido, pai, apaixonado por viagens, pianista razoável e pintor de um dia no ano.
SOUMSOUM, A NOITE DAS ESTRELAS nos convida a entrar em outro ritmo de vida numa aldeia do Chade. Convida-nos também a percorrer as impressionantes formações rochosas do Deserto de Ennedi.
É curioso ver um filme em que Isabelle Huppert atua mas não é a protagonista. CONTOS PARALELOS se inspira em Kieslowski e Hitchcock, mas não faz jus à inspiração.
UMA MISSA PARA DOM ANGÉLICO traz à luz a história de um padre sereno e firme, simpático até a medula, e que carregou a chama da identificação de uma parte da igreja católica com as necessidades do povo.
LITERALMENTE NU prolonga demais seu argumento relativamente simples sobre libertação do jugo paterno e troca da mediação através da imagem pelo tato.
Não nego que vi uma certa pulsão viscontiana nos personagens centrais de LA GRADIVA, especialmente no destino trágico de um deles. Mas quase tudo se esvai em insinuações e descontinuidades.
A produção austríaca ROSE recua até o século XVII para falar de travestismo, ambição, conveniências privadas e intolerância comunitária.
NAZA é um marco histórico que revela a crueldade com que Israel vem tratando Gaza, uma terra onde, para eles, não há inocentes.
7 razões para elegermos Luís Inácio no primeiro turno.
VIRTUOSAS promete bem mais do que oferece. A possível crítica à junção de antifeminismo, religião e política acaba ficando vaga e diluída pela simples diversão macabra.
“Eu morri em 1893, mas Wagner de Assis invocou minha presença para ajudar na produção de AS IRMÃS FOX”.
Margaret Fox comenta o filme sobre ela e suas manas numa crítica-ficção.
Com uma metáfora atrevida sobre superação de limites e uma estética tropicalista, PAPAYA é um novo triunfo da animação brasileira.
Presenciando as filmagens, reparei que Isabel Coixet não abre mão das ideias simples, doces e eficazes. Vindo da Coreia, adorei conhecer esses recantos de Roma na luz cálida das tardes de outono. Quem fala aqui é um boneco de papelão na crítica-ficção de TRÊS VEZES ADEUS.
Em NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS destaca-se o empenho intelectual em encontrar uma voz de reivindicação dos direitos amazônicos. Além de um manifesto, temos aqui um exercício inteligente e estimulante de criação no campo do filme-ensaio.
O documentário SOROS, dirigido pelo filho de Bob Dylan, inventaria grande parte da batalha de ideias em torno do megainvestidor e filantrocapitalista George Soros. Mas não a batalha completa. Está no streaming e no canal Curta!
Até eu fui chamado para “estrear” como analista político em QUEM GOSTA DE POBRE É A ESQUERDA, junto a nomes como Jean Wyllys, Renata Souza e os professores André Marenco e Henrique Amorim. Um dossiê sobre um período que o Brasil não merecia ter vivido.
DROPS DE ANIS saiu em busca da opinão de muita gente sobre cinema brasileiro. Testemunhos que variam entre o entusiasmo e as reivindicações, entre o mero comentário leigo e as ideias mais elaboradas. Estreou no Festival de Brasília.
Duas forças opostas duelam em PRK-30 – O RÁDIO PELO AVESSO. De um lado, o resgate de um humor popular que fez história na mídia brasileira. De outro, a melancolia de uma memória em vias de se perder completamente.
É a própria Marília Pêra, e só ela, que se narra em VIVA MARÍLIA. E não precisava de mais do que isso.
Leiam a apresentação e vejam meu vídeo de Sharjah, a terceira maior cidade dos Emirados Árabes Unidos.
Um grupo de professores, alunos e técnicos da Universidade Federal Fluminense está fazendo um trabalho precioso em prol da memória audiovisual do estado do Rio de Janeiro. Eles formam a equipe do LUPA – Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da UFF. Saiba mais neste artigo.
Ao contrário do que diz o título de NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, existe, sim. Que o digam Socorro, Jurailde e Bizza, cozinheiras solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Embora o filme chame a atenção para si um pouco mais do que o adequado, GONZAGUINHA – DA MAIOR LIBERDADE nos deixa bem perto do compositor e de sua história breve, mas cheia de calor.
Os filhos da contracultura são herdeiros ou sobreviventes do legado de seus pais? A discussão é levada no documentário NEM TUDO É PAZ E AMOR.
Se existe uma tese por trás da ciranda de afetos de O APEGO é que há sempre algo a se perder para se ganhar o principal.
O público precisa suspender o descrédito para apreciar A QUINTA PORTUGUESA, história de autoexílio e apropriação de identidades alheias.
NOSSO SEGREDO, vencedor do Festival de Gramado, é um filme ambicioso na forma como apresenta suas ideias. Mas é também pretensioso na maneira como as leva adiante.
Com base na minha experiência em abrigar todo tipo de sexo, garanto que MUITO PRAZER guarda certa ingenuidade. É um gostoso programa de fun sex.
Opinião do Motel Pérola a respeito do filme rodado em suas dependências. Uma crítica-ficção.
Em O PRESIDENTE IMPROVÁVEL, Fernando Henrique relembra sua trajetória e se coloca num passado inexorável. O documentário está no streaming e estreia no canal Curta!
MUNDURUKUYÜ, A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE é um simples ato de afirmação de uma cultura que teima em resistir ante a devastação da Amazônia.
Quatro cidades tunisianas combinam a arquitetura do Maghreb e o urbanismo árabe com o frescor do litoral. Leiam a apresentação e vejam meu vídeo de Sousse, Hammamet, Mahdia e Monastir.
Quase pude dançar com ela enquanto ela girava em torno de suas telas, distribuindo pinceladas intuitivas regidas pela música ou por algum impulso que lhe vinha do baixo ventre.
Uma crítica-ficção do documentário AMELIA TOLEDO: LEMBRAR DE NÃO ESQUECER.
Entre o ontem e o hoje, a memória e o comentário da luta pela anistia no exterior, ANISTIA’79 nos inspira para lidar com o momento difícil que vivemos atualmente. Um filme inestimável.