Um hipopótamo incomoda muita gente
NOSSO SEGREDO, vencedor do Festival de Gramado, é um filme ambicioso na forma como apresenta suas ideias. Mas é também pretensioso na maneira como as leva adiante.
NOSSO SEGREDO, vencedor do Festival de Gramado, é um filme ambicioso na forma como apresenta suas ideias. Mas é também pretensioso na maneira como as leva adiante.
Com base na minha experiência em abrigar todo tipo de sexo, garanto que MUITO PRAZER guarda certa ingenuidade. É um gostoso programa de fun sex.
Opinião do Motel Pérola a respeito do filme rodado em suas dependências. Uma crítica-ficção.
Em O PRESIDENTE IMPROVÁVEL, Fernando Henrique relembra sua trajetória e se coloca num passado inexorável. O documentário está no streaming e estreia no canal Curta!
MUNDURUKUYÜ, A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE é um simples ato de afirmação de uma cultura que teima em resistir ante a devastação da Amazônia.
Quatro cidades tunisianas combinam a arquitetura do Maghreb e o urbanismo árabe com o frescor do litoral. Leiam a apresentação e vejam meu vídeo de Sousse, Hammamet, Mahdia e Monastir.
Quase pude dançar com ela enquanto ela girava em torno de suas telas, distribuindo pinceladas intuitivas regidas pela música ou por algum impulso que lhe vinha do baixo ventre.
Uma crítica-ficção do documentário AMELIA TOLEDO: LEMBRAR DE NÃO ESQUECER.
Entre o ontem e o hoje, a memória e o comentário da luta pela anistia no exterior, ANISTIA’79 nos inspira para lidar com o momento difícil que vivemos atualmente. Um filme inestimável.
Os cinco curtas reunidos em RIO DE CLARICE tratam de dilemas da alma feminina e, de alguma forma, mostram mulheres que descobrem ou descobriram algo importante em suas vidas.
Frederico Machado lança a Revista Lume e é homenageado no Maranhão com a exibição do inédito TERRA DEVASTADA. Com um pé no western e outro no drama de uma família disfuncional, esse filme soma mais um tijolo ao cinema denso e introspectivo do autor.
O ativista Honestino Guimarães tem sua história contada com verve e criatividade em HONESTINO, misto de documentário e ficção de Aurelio Michiles.
Num momento em que o cinema brasileiro viaja tanto pelas veredas da ficção científica, os roteiristas deviam visitar FANFIC e as incríveis possibilidades de ambientação, personagens e situações que Braulio Tavares descreve com tanta verve e uma irretocável qualidade literária.
OS RUMINANTES rumina a história das adaptações frustradas do romance clássico de José J. Veiga. Estaria mais afeito a episódio de uma série sobre filmes irrealizados ou interrompidos.
A crítica-ficção liberta o crítico para criar além dos seus limites tradicionais.
Meu motor estava em bom estado e podia render boas corridas em velocidade razoável. Mas o Diego Zon não queria velocidade. Queria que MARGEADO fosse um slow film.
Opinião de motocicleta numa crítica-ficção.
Ignácio de Loyola Brandão não é dado a dós de peito ao falar de si mesmo. NÃO SEI VIVER SEM PALAVRAS, dirigido por seu filho, mantém-se fiel a isso, discreto e caloroso.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.
O LULA de Oliver Stone e Rob Wilson continua inédito comercialmente no Brasil por questões ligadas a direitos de imagem. Enquanto não chega, um pseudo-Oliver Stone conta como é o filme, numa crítica-ficção.
Mais um exercício de crítica-ficção. Na minha breve estada na cidade imaginária de FUTURO FUTURO, encontrei qualidades bem-vindas e falhas contumazes. Mas há um mérito inegável na incorporação da IA à dramaturgia, ainda que de maneira críptica e pouco orgânica.
Tenho a impressão de que Brasília nunca foi representada com tanta veracidade emocional como em PEQUENAS CRIATURAS, uma crônica que evolui da insatisfação e da tristeza para o consolo, e vai desembocar no maravilhoso. Leiam também uma nota sobre O CONVITE.
Em 28 de dezembro de 2007, às vésperas de completar 80 anos, Luiz Carlos Barreto sentou-se comigo numa mesa do café da Cinemateca do MAM. Foram pouco mais de três horas de entrevista. Barretão conversou sobre sua história de vida, sua carreira de fotógrafo, produtor, cineasta e articulador da política cinematográfica. O material ficou inédito até hoje, quando publico aqui o áudio integral da nossa conversa em três arquivos.
A Odisseia de Homero já teve diversas versões no cinema. Neste artigo, Márcia Mendonça comenta uma das mais livres e inusitadas: O OLHAR DE ULISSES, do grego Theo Angelopoulos.
A atuação de Adèle Exarchopoulos e a combinação de amargura e tragicidade com o humor fazem de O ACIDENTE DO PIANO algo mais que uma curiosidade excêntrica. Seguem também duas notas curtas sobre A ODISSEIA e BACKROOMS – UM NÃO-LUGAR.
Apesar das encenações com tratamento visual de gosto duvidoso, como é bom ouvir Alaíde Costa contar e cantar sua história em A NOITE DE ALAÍDE.
A transferência do acervo da Fundação Cinememória vai abrir muitos caminhos para a compreensão da história não canônica dos cinemas desenvolvidos em Brasília e mesmo dos interesses e da compreensão da vida e do pensamento de Vladimir Carvalho. Artigo de Sergio Moriconi.
PAU D’ARCO é um bravo trabalho de cinejornalismo que expõe os riscos da luta pela terra no Pará em tempos de governo fascista.
Um pouco aquém do que seria um documentário razoavelmente elaborado, ainda assim TOQUINHO: ENCONTROS E UM VIOLÃO tem seu interesse para quem aprecia a boa MPB.
Joel Zito Araújo conta a história dos Cadernos Negros num documentário eminentemente celebratório da sua 45ª edição.
Inspirado em um massacre real no Curdistão turco, SALVAÇÃO faz um exame entomológico da gênese de um genocídio étnico.
NÓS ACREDITAMOS EM VOCÊS é um condensado de reações mudas e testemunhos frementes capazes de nos sintonizarem perfeitamente com uma audiência de contenda familiar.
Agnieszka Holland surpreende em FRANZ por não ter feito um filme com o clichê de kafkiano, mas sim com o fairplay de uma atleta cinematográfica.
ANATOMIA DO CAOS é um registro dos embates no plenário e nos corredores do Senado entre bolsonaristas e políticos menos indecentes sobre a omissão e a hipocrisia do governo Bolsonaro perante a catástrofe da Covid-19.
Na Festa do Cinema Italiano, filme-ensaio sobre os Irmãos Segreto tem problemas de informação e excesso de romantização, mas é um deleite para os sentidos e para os amantes das imagens do passado.
UMA INFÂNCIA ALEMÃ conta a formação moral de um garoto que só apreende a realidade em fragmentos dolorosos. Um filme curioso, mas frio.
Presente inesperado vindo do Líbano, UM TRISTE E BELO MUNDO é uma bonita dramédia romântica que aposta mais na esperança que na dor.
Neste sábado e domingo rolam as últimas sessões de FLORA E AIRTO: O SOM REVOLUCIONÁRIO e QUANDO A GENTE VIRA UM – MESTRE AMBRÓSIO no Festival In-Edit (SP). Leia minhas impressões sobre os dois filmes.