Um super-herói no divã

Nem tudo acerta no alvo em OVERMAN, mas a ideia de um super-herói criado por Laerte, sujeito aos infortúnios do mundo real e identificado com ideais de esquerda tem lá o seu apelo cômico. E não falta qualidade técnica.

A(s) voz(es) de Coutinho

Um resumo da minha palestra sobre “A voz de Eduardo Coutinho em seus filmes”, feita no Seminário Sonoridades, na Fundação Casa de Rui Barbosa. Na verdade, três vozes: a assertiva, a incitativa e a aflita. Com trechos de filmes.

Ousadia e/ou obviedade?

Ao fim da sessão de ROSEBUSH PRUNING, eu me sentia ao mesmo tempo atraído pela ousadia envolvida no projeto de Karim Aïnouz e decepcionado pela gratuidade de tudo o que via.

Festival do Rio: “London”

LONDON ganhou o Leão queer no Festival de Veneza com um libelo contra o confinamento e a rotulação de uma pessoa com deficiência, inclusive em relação ao seu diagnóstico.

Festival do Rio: “Talismã”

Conta a favor de TALISMÃ a boa química entre os três nomes principais do elenco. Isso favorece o tema da relação mãe-filha, marcada ora por gestos de solidariedade e ajuda recíproca, ora por momentos de conflito.

Festival do Rio: “Cartas Amarelas”

O teor de denúncia da perseguição estatal pesou a favor de CARTAS AMARELAS no Festival de Berlim, onde levou o Urso de Ouro e o prêmio das salas de arte. Mas nada suprime a impressão de que estamos vendo uma obra novelesca e de corte padronizado.

Festival do Rio: “Cony, Retrato Íntimo”

O título é já um recorte. CONY, RETRATO ÍNTIMO não é um filme sobre a brilhante carreira do jornalista Carlos Heitor Cony. Nem sobre sua atividade literária. Tudo isso passa pelas bordas nesse perfil de Cony enquanto marido, pai, apaixonado por viagens, pianista razoável e pintor de um dia no ano.

Festival do Rio: “La Gradiva”

Não nego que vi uma certa pulsão viscontiana nos personagens centrais de LA GRADIVA, especialmente no destino trágico de um deles. Mas quase tudo se esvai em insinuações e descontinuidades.