Rossellini ano zero
Vendo o documentário ROBERTO ROSSELLINI – MAIS QUE UMA VIDA, eu me convenci de que Rossellini procurava um novo Neorrealismo enquanto filmava a realidade – não a magia – do país em Índia: Matri Bhumi.
Vendo o documentário ROBERTO ROSSELLINI – MAIS QUE UMA VIDA, eu me convenci de que Rossellini procurava um novo Neorrealismo enquanto filmava a realidade – não a magia – do país em Índia: Matri Bhumi.
Almodóvar está consciente de que, à exceção de “Mães Paralelas”, não acerta no alvo há pelo menos dez anos. A tentativa de transformar essa consciência em NATAL AMARGO redunda em pura autocomplacência.
Minha paixão por pontes produziu esse filme-colagem sobre o nascimento, vida e morte das pontes no cinema.
É interessante ver um filme como CHOPIN – UMA SONATA EM PARIS, que, embora ambientado em sua maior parte na capital francesa, onde Chopin nadou de braçadas, resgata suas origens com uma produção inteiramente polonesa.
Os novos filmes de Vincent Carelli e Lucrecia Martel integram a vasta programação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, que acontece em São Paulo. Leia sobre eles.
Notas sobre os filmes DIAMANTES e ERUPCJA
Leiam a apresentação e vejam meu vídeo da viagem a Joanesburgo, Soweto e Pretória (África do Sul) em 2011.
Entre a invenção e o humor, os contos de Victor Giudice exorbitam em soluções narrativas pontuadas por imagens incomuns, em que forma e conteúdo contribuem para criar um efeito insólito friccionando pólos aparentemente antagônicos de familiaridade e estranheza. Resenha de Paulo Lima sobre CONTOS REUNIDOS – Vol. 1.
Um pouco do trabalho de uma locomotiva cinematográfica estará reunido na mostra Nobreza Popular – O Cinema de Beth Formaggini, de 23 a 30 de maio no Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro.
ARTACHO JURADO – SINFONIA DE UM ARQUITETO desenha o perfil de um esteta da construção de moradias. Um filme elegante tanto no que se diz como no que se mostra.
O Fanon de FANON parece mais um conceito do que um homem de carne e osso. Mesmo assim, o filme tem valor para quem quiser ser iniciado no pensamento do filósofo anticolonialista a partir de seu trabalho na psiquiatria.
SURDA é um drama realista sobre o desencontro entre os mundos dos deficientes auditivos e dos ouvintes. Um desencontro que se acentua após a maternidade.
ALMA NEGRA, DO QUILOMBO AO BAILE usa a música para fazer uma genealogia da consciência negra no Brasil, de Zumbi a Zezé Motta. Uma joia de documentário.
Três artistas de circo são inspiradoras e coautoras do belíssimo MAMBEMBE, objeto fílmico único, gestado a partir de um fracasso para desmentir o destino.
Em EU NÃO TE OUÇO, Caco Ciocler eleva um fait-divers da crônica política recente ao nível de um fascinante estudo de personagens. Com Marcio Vito numa performance dupla magistral.
ERA UMA VEZ MINHA MÃE é um filme que não tem vergonha de ser o que é: longo, cheio de clichês sobre as indefectíveis resiliência e superação, codificado ao extremo, superficial e feito para emocionar a família. Ainda bem que o melodrama vem recheado com ótimas pepitas de humor.
Para um filme sobre doença grave, NINO DE SEXTA A SEGUNDA é surpreendentemente cool e até divertido em alguns momentos.
Djin Sganzerla faz uma bela combinação do cinema de gênero com a denúncia social em ECLIPSE. Não são muitos os cineastas brasileiros que conseguem essa façanha.
MÃE E FILHO é um filme iraniano tecnicamente impecável, mas a falta de consistência psicológica dos personagens e o derramamento melodramático comprometem o resultado.
Embora mencione alguns percalços, ZICO, O SAMURAI DE QUINTINO é basicamente um elogio do craque. Amável, sem arroubos de bajulação.
O RISO E A FACA expõe a complexidade do neocolonialismo com um misto de ficção e realidade. Para quem se dispuser à maratona de três horas e meia, há uma viagem feérica ao coração de uma certa África.
Sem meias palavras, mesclando fantasmagoria com teatro político, A FÚRIA expressionista de Ruy Guerra e Luciana Mazzotti é como uma flecha disparada no pescoço dos fascistas.
Serão apenas mais três sábados. É muito pouco para um espetáculo tão arrebatador quanto COMUNICADO A UMA ACADEMIA, em cartaz no Espaço Intrépida Trupe, dentro da Fundição Progresso.
Embora fale de uma interrupção, O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA deixa patente a riqueza cultural e mítica do Carnaval pernambucano, com suas ressonâncias ancestrais e seu sincretismo entre o religioso e o profano.
Afora uma certa dimensão de malogro nas carreiras comerciais dos dois pregadores mirins, A VOZ DE DEUS apenas enfileira flagrantes dos personagens. É curioso, mas não mais do que isso.
Leiam o post e vejam meu vídeo da região de Mysore, na Índia, em 2012. Palácios, templos hinduístas, jardins, mercados e a doce simpatia dos indianos.
Eis um filme brasileiro original. PAPAGAIOS é uma espécie de conto moral sobre a fome de visibilidade no mundo contemporâneo.
Ambientado na crise dos “coletes amarelos” da França, CASO 137 dramatiza um episódio fictício, mas capaz de iluminar o corporativismo muito comum entre os ditos mantenedores da ordem.
François Ozon nos oferece uma adaptação radical de O ESTRANGEIRO no sentido de representar a indiferença existencial do personagem de Camus.
CARCEREIRAS procura sondar a humanidade de duas agentes penitenciárias num ecossistema opressivo.
MESTRE ZU tem bem a cara de filme caseiro, marcado pelo carinho e a admiração pelo grande jornalista. FERNANDO CONI CAMPOS: CADA UM VIVE COMO SONHA procura uma linguagem pouco convencional que evocasse o cinema livre do biografado.
Na Bahia, só falta mesmo Deus sair do altar para fazer gol. É quase isso o que esperam alguns torcedores abordados no documentário EM NOME DO JOGO.
É como uma eletrizante narrativa romanesca que assistimos ao documentário TÚMULO DE GELO. Resenha de Paulo Lima.
Ao divulgar o trabalho de uma equipe alagoana, PATRULHA MARIA DA PENHA deixa um documento da maior importância, especialmente diante do aumento de casos de feminicídio ultimamente no Brasil.
Proust e as mulas de Lezama Lima estrelam os novos filmes de Carlos Adriano que despontam no festival.