Seis personagens em busca de algumas mentiras
“171” nos dá o prazer de navegar nas ondas ardilosas e divertidas de seis pseudo-profissionais da mentira. Para seu diretor, é um passo além na exploração do falso no documentário.
“171” nos dá o prazer de navegar nas ondas ardilosas e divertidas de seis pseudo-profissionais da mentira. Para seu diretor, é um passo além na exploração do falso no documentário.
Mais que o enredo em si, o que me conquistou em NAYOLA foi mesmo a qualidade da animação enquanto arte visual.
O documentário RAZÕES AFRICANAS usa performances e didatismo para falar da herança africana na música das Américas.
MAPUTO NAKUZANDZA recorre ao formato das antigas sinfonias de cidades para revelar (e fantasiar) um dia na vida da capital de Moçambique. Um misto de documentário, ficção e experimentação.
O veredeiro que dá título ao documentário SANTINO é mais um personagem ao mesmo tempo simplório e extraordinário que atrai o interesse de Cao Guimarães.
O DIA DA POSSE faz uma singela afirmação de saúde na esfera privada em meio à crise sanitária e política por que passava o Brasil no seu plano público em 2020.
A série ENCONTROS COM O CINEMA AFRICANO, de Joel Zito Araújo, quer reduzir um imenso déficit no nosso conhecimento. A partir de hoje (2/11) na TV Brasil.
O Brasil empobrece um bocado sem o olhar de Vladimir Carvalho. O “cabra” nos deixa, mas seus filmes e sua memória já têm sobrevivência garantida entre nós.
Na Mostra de SP, o resgate de AUTO DE VITÓRIA, curta híbrido que Geraldo Sarno considerava mais importante do que “Viramundo”.
De Maria Prestes a Marielle Franco, passando por Olga Benário e Dilma Rousseff, o documentário MARIAS propõe uma linhagem de bravas mulheres que representam o melhor da consciência política brasileira.
A produção senegalesa BANEL & ADAMA trata da oposição clássica entre as liberdades do amor romântico e as convenções de uma sociedade baseada nas crenças e na tradição.
Para tratar de assunto árido à percepção leiga, Ana Costa Ribeiro optou por poetizar o campo da Ciência. TERMODIELÉTRICO é um documentário eivado de intenções poéticas e calcado na história de sua família.
Uma bela imersão no imaginário yanomami e um alerta sobre o apocalipse – eis A QUEDA DO CÉU, que passa no Festival do Rio.
ASSEXYBILIDADE é um manifesto contra o capacitismo, o preconceito segundo o qual as pessoas com deficiência seriam incapacitadas para a vida – e para o sexo.
Apesar de uma montagem problemática, TERRA DE CIGANOS faz um painel colorido e sugestivo desse povo que se intitula “reis do nada” e ao mesmo tempo “perfume da Terra”. Dia 26/9 nos cinemas.
É Tudo Verdade: ANTONIO CANDIDO – ANOTAÇÕES FINAIS mostra o retrato de um homem profundamente lúcido em sua cerimônia do adeus. Resenha de Paulo Lima.
O documentário FAYE – ENTRE LUZES E SOMBRAS pode não ir tão fundo quanto o inferno pessoal de Faye sugeriria, mas é um exposé bem considerável.
Confiram meu vídeo-ensaio sobre cenários de catástrofes reais em filmes de ficção. Boa viagem ao fim do mundo!
EU NÃO SOU TUDO O QUE EU QUERO SER ilumina a trajetória de uma fotógrafa tcheca transgressora recorrendo apenas a suas fotos, voz e diários.
As memórias dos bailes soul ecoam entretenimento e sentido político em BLACK RIO! BLACK POWER!
OTHELO, O GRANDE: Por meio de cenas icônicas do ator em palcos e telas, tomamos conhecimento dos vários Otelos que conviviam em seu corpo miúdo.
FERNANDA YOUNG – FOGE-ME AO CONTROLE produz um caleidoscópio que sugere perfeitamente a forma de Fernanda pensar e se expressar. Uma trip arrebatadora.
FAVELA DO PAPA reconta um capítulo importante da história do Rio de Janeiro no século XX : o movimento de resistência dos moradores da então chamada Favela do Vidigal contra a ordem de remoção emitida em 1977.
Da programação do 13º Filmambiente, comento os documentários AMAZÔNIA, A NOVA MINAMATA e NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS.
O CONTATO insinua um certo existencialismo indígena. Uma abordagem engenhosa de heranças culturais sendo ameaçadas e resistindo à saga dos contatos de todo tipo.
Comento o que já vi da grande mostra socioambiental que começa hoje (1/8) em São Paulo.
De grande empenho documental, LO QUE QUEDA EN EL CAMINO nos dá uma exposição crua da saga de uma família imigrante, mas não nos faz compreender muito bem o fenômeno mais geral.
FAUSTO FAWCETT NA CABEÇA faz uma imersão certeira no jeito de ser e de pensar do bardo de Copacabana.
VOTOS tem acesso a espaços restritos e à palavra de pessoas que optaram pela vida monástica. Mas evitou a esfera mais delicada.
A MÚSICA NATUREZA DE LÉA FREIRE é um misto de filme-concerto e documentário biográfico, retrato encantador de uma gigante da música instrumental brasileira. Leia também minhas notas sobre o francês DIVERTIMENTO.
No documentário FAKIR, Helena Ignez percorre duas décadas de faquirismo no Brasil, destacando astros e estrelas da arte do “jejum e tortura”.
O drama da aceitação entre pais e filhos ganha uma versão extrema em A FILHA DO PESCADOR. Leiam também uma nota sobre CARTA A UN VIEJO MASTER.