Um super-herói no divã

Nem tudo acerta no alvo em OVERMAN, mas a ideia de um super-herói criado por Laerte, sujeito aos infortúnios do mundo real e identificado com ideais de esquerda tem lá o seu apelo cômico. E não falta qualidade técnica.

Festival do Rio: “London”

LONDON ganhou o Leão queer no Festival de Veneza com um libelo contra o confinamento e a rotulação de uma pessoa com deficiência, inclusive em relação ao seu diagnóstico.

Festival do Rio: “Talismã”

Conta a favor de TALISMÃ a boa química entre os três nomes principais do elenco. Isso favorece o tema da relação mãe-filha, marcada ora por gestos de solidariedade e ajuda recíproca, ora por momentos de conflito.

Festival do Rio: “Cartas Amarelas”

O teor de denúncia da perseguição estatal pesou a favor de CARTAS AMARELAS no Festival de Berlim, onde levou o Urso de Ouro e o prêmio das salas de arte. Mas nada suprime a impressão de que estamos vendo uma obra novelesca e de corte padronizado.

Festival do Rio: “Cony, Retrato Íntimo”

O título é já um recorte. CONY, RETRATO ÍNTIMO não é um filme sobre a brilhante carreira do jornalista Carlos Heitor Cony. Nem sobre sua atividade literária. Tudo isso passa pelas bordas nesse perfil de Cony enquanto marido, pai, apaixonado por viagens, pianista razoável e pintor de um dia no ano.

Festival do Rio: “La Gradiva”

Não nego que vi uma certa pulsão viscontiana nos personagens centrais de LA GRADIVA, especialmente no destino trágico de um deles. Mas quase tudo se esvai em insinuações e descontinuidades.

Mulheres, Bíblia e sangue

VIRTUOSAS promete bem mais do que oferece. A possível crítica à junção de antifeminismo, religião e política acaba ficando vaga e diluída pela simples diversão macabra.