Solidariedade de prato cheio
Ao contrário do que diz o título de NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, existe, sim. Que o digam Socorro, Jurailde e Bizza, cozinheiras solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Ao contrário do que diz o título de NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, existe, sim. Que o digam Socorro, Jurailde e Bizza, cozinheiras solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Embora o filme chame a atenção para si um pouco mais do que o adequado, GONZAGUINHA – DA MAIOR LIBERDADE nos deixa bem perto do compositor e de sua história breve, mas cheia de calor.
Os filhos da contracultura são herdeiros ou sobreviventes do legado de seus pais? A discussão é levada no documentário NEM TUDO É PAZ E AMOR.
Em O PRESIDENTE IMPROVÁVEL, Fernando Henrique relembra sua trajetória e se coloca num passado inexorável. O documentário está no streaming e estreia no canal Curta!
MUNDURUKUYÜ, A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE é um simples ato de afirmação de uma cultura que teima em resistir ante a devastação da Amazônia.
Quase pude dançar com ela enquanto ela girava em torno de suas telas, distribuindo pinceladas intuitivas regidas pela música ou por algum impulso que lhe vinha do baixo ventre.
Uma crítica-ficção do documentário AMELIA TOLEDO: LEMBRAR DE NÃO ESQUECER.
Entre o ontem e o hoje, a memória e o comentário da luta pela anistia no exterior, ANISTIA’79 nos inspira para lidar com o momento difícil que vivemos atualmente. Um filme inestimável.
O ativista Honestino Guimarães tem sua história contada com verve e criatividade em HONESTINO, misto de documentário e ficção de Aurelio Michiles.
OS RUMINANTES rumina a história das adaptações frustradas do romance clássico de José J. Veiga. Estaria mais afeito a episódio de uma série sobre filmes irrealizados ou interrompidos.
Ignácio de Loyola Brandão não é dado a dós de peito ao falar de si mesmo. NÃO SEI VIVER SEM PALAVRAS, dirigido por seu filho, mantém-se fiel a isso, discreto e caloroso.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.
O LULA de Oliver Stone e Rob Wilson continua inédito comercialmente no Brasil por questões ligadas a direitos de imagem. Enquanto não chega, um pseudo-Oliver Stone conta como é o filme, numa crítica-ficção.
Apesar das encenações com tratamento visual de gosto duvidoso, como é bom ouvir Alaíde Costa contar e cantar sua história em A NOITE DE ALAÍDE.
PAU D’ARCO é um bravo trabalho de cinejornalismo que expõe os riscos da luta pela terra no Pará em tempos de governo fascista.
Um pouco aquém do que seria um documentário razoavelmente elaborado, ainda assim TOQUINHO: ENCONTROS E UM VIOLÃO tem seu interesse para quem aprecia a boa MPB.
Joel Zito Araújo conta a história dos Cadernos Negros num documentário eminentemente celebratório da sua 45ª edição.
ANATOMIA DO CAOS é um registro dos embates no plenário e nos corredores do Senado entre bolsonaristas e políticos menos indecentes sobre a omissão e a hipocrisia do governo Bolsonaro perante a catástrofe da Covid-19.
Na Festa do Cinema Italiano, filme-ensaio sobre os Irmãos Segreto tem problemas de informação e excesso de romantização, mas é um deleite para os sentidos e para os amantes das imagens do passado.
Neste sábado e domingo rolam as últimas sessões de FLORA E AIRTO: O SOM REVOLUCIONÁRIO e QUANDO A GENTE VIRA UM – MESTRE AMBRÓSIO no Festival In-Edit (SP). Leia minhas impressões sobre os dois filmes.
Tesouros do cinema iraniano, os tempos modernos de Chaplin e uma curiosidade do cinema gaúcho.
O futebol, a arte popular e o Carnaval são os veículos de uma curiosa gaiatice identitária entre uma cidadezinha pernambucana e a capital argentina. É o que nos mostra o documentário BUENOSAIRES.
Vendo o documentário ROBERTO ROSSELLINI – MAIS QUE UMA VIDA, eu me convenci de que Rossellini procurava um novo Neorrealismo enquanto filmava a realidade – não a magia – do país em Índia: Matri Bhumi.
Os novos filmes de Vincent Carelli e Lucrecia Martel integram a vasta programação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, que acontece em São Paulo. Leia sobre eles.
Um pouco do trabalho de uma locomotiva cinematográfica estará reunido na mostra Nobreza Popular – O Cinema de Beth Formaggini, de 23 a 30 de maio no Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro.
ARTACHO JURADO – SINFONIA DE UM ARQUITETO desenha o perfil de um esteta da construção de moradias. Um filme elegante tanto no que se diz como no que se mostra.
ALMA NEGRA, DO QUILOMBO AO BAILE usa a música para fazer uma genealogia da consciência negra no Brasil, de Zumbi a Zezé Motta. Uma joia de documentário.
Embora mencione alguns percalços, ZICO, O SAMURAI DE QUINTINO é basicamente um elogio do craque. Amável, sem arroubos de bajulação.
Embora fale de uma interrupção, O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA deixa patente a riqueza cultural e mítica do Carnaval pernambucano, com suas ressonâncias ancestrais e seu sincretismo entre o religioso e o profano.
Afora uma certa dimensão de malogro nas carreiras comerciais dos dois pregadores mirins, A VOZ DE DEUS apenas enfileira flagrantes dos personagens. É curioso, mas não mais do que isso.
CARCEREIRAS procura sondar a humanidade de duas agentes penitenciárias num ecossistema opressivo.