Quando o genocídio virou pizza
ANATOMIA DO CAOS é um registro dos embates no plenário e nos corredores do Senado entre bolsonaristas e políticos menos indecentes sobre a omissão e a hipocrisia do governo Bolsonaro perante a catástrofe da Covid-19.
ANATOMIA DO CAOS é um registro dos embates no plenário e nos corredores do Senado entre bolsonaristas e políticos menos indecentes sobre a omissão e a hipocrisia do governo Bolsonaro perante a catástrofe da Covid-19.
Na Festa do Cinema Italiano, filme-ensaio sobre os Irmãos Segreto tem problemas de informação e excesso de romantização, mas é um deleite para os sentidos e para os amantes das imagens do passado.
Neste sábado e domingo rolam as últimas sessões de FLORA E AIRTO: O SOM REVOLUCIONÁRIO e QUANDO A GENTE VIRA UM – MESTRE AMBRÓSIO no Festival In-Edit (SP). Leia minhas impressões sobre os dois filmes.
Tesouros do cinema iraniano, os tempos modernos de Chaplin e uma curiosidade do cinema gaúcho.
O futebol, a arte popular e o Carnaval são os veículos de uma curiosa gaiatice identitária entre uma cidadezinha pernambucana e a capital argentina. É o que nos mostra o documentário BUENOSAIRES.
Vendo o documentário ROBERTO ROSSELLINI – MAIS QUE UMA VIDA, eu me convenci de que Rossellini procurava um novo Neorrealismo enquanto filmava a realidade – não a magia – do país em Índia: Matri Bhumi.
Os novos filmes de Vincent Carelli e Lucrecia Martel integram a vasta programação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, que acontece em São Paulo. Leia sobre eles.
Um pouco do trabalho de uma locomotiva cinematográfica estará reunido na mostra Nobreza Popular – O Cinema de Beth Formaggini, de 23 a 30 de maio no Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro.
ARTACHO JURADO – SINFONIA DE UM ARQUITETO desenha o perfil de um esteta da construção de moradias. Um filme elegante tanto no que se diz como no que se mostra.
ALMA NEGRA, DO QUILOMBO AO BAILE usa a música para fazer uma genealogia da consciência negra no Brasil, de Zumbi a Zezé Motta. Uma joia de documentário.
Embora mencione alguns percalços, ZICO, O SAMURAI DE QUINTINO é basicamente um elogio do craque. Amável, sem arroubos de bajulação.
Embora fale de uma interrupção, O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA RUA deixa patente a riqueza cultural e mítica do Carnaval pernambucano, com suas ressonâncias ancestrais e seu sincretismo entre o religioso e o profano.
Afora uma certa dimensão de malogro nas carreiras comerciais dos dois pregadores mirins, A VOZ DE DEUS apenas enfileira flagrantes dos personagens. É curioso, mas não mais do que isso.
CARCEREIRAS procura sondar a humanidade de duas agentes penitenciárias num ecossistema opressivo.
MESTRE ZU tem bem a cara de filme caseiro, marcado pelo carinho e a admiração pelo grande jornalista. FERNANDO CONI CAMPOS: CADA UM VIVE COMO SONHA procura uma linguagem pouco convencional que evocasse o cinema livre do biografado.
Na Bahia, só falta mesmo Deus sair do altar para fazer gol. É quase isso o que esperam alguns torcedores abordados no documentário EM NOME DO JOGO.
Ao divulgar o trabalho de uma equipe alagoana, PATRULHA MARIA DA PENHA deixa um documento da maior importância, especialmente diante do aumento de casos de feminicídio ultimamente no Brasil.
Proust e as mulas de Lezama Lima estrelam os novos filmes de Carlos Adriano que despontam no festival.
Em BENITA, Alan Berliner reordenou os fios da vida e da morte de Benita Raphan sem trair o misto de elegância e inconformismo contido na produção original da artista.
Em FORDLÂNDIA PANACEA, Susana de Sousa Dias sonda hoje os ecos de um projeto colonialista que fracassou e deixou uma história e muitas ruínas no Pará.
Baby Consuelo – é sua vida regida pela busca da espiritualidade e por uma intensa energia que conta o documentário APOPCALIPSE SEGUNDO BABY. Resenha de Paulo Lima.
Com grande eloquência e clareza expositiva, MISSÃO 115 aponta o atentado do Riocentro como um escândalo ainda não totalmente esclarecido. E um alerta para a escalada de aventureiros fascistas que hoje nos assombra quase tanto como naquela época.
Contra a noção preconceituosa de que o lugar é um fim de linha, RETIRO – A CASA DOS ARTISTAS, ainda que claudicante na construção, comprova que há muita vida e arte por ali.
Lançando mão de um modelo de documentário adotado pelo recém-falecido mestre Frederick Wiseman, SAGRADO capta fragmentos do cotidiano de pessoas envolvidas com os muitos aspectos da educação numa escola de Diadema (SP).
VIVO 76 explora uma estrutura cronológica, ainda que o faça na forma tipicamente fragmentária da memória, com Alceu Valença pontuando os momentos-chave que o conduziram à sua carreira singular. Resenha de Paulo Lima.
A FABULOSA MÁQUINA DO TEMPO é uma criação coletiva de Eliza Capai com suas cativantes personagens. Eis uma forma de injetar frescor e legitimidade de voz aos documentários sobre infância e juventude.
Em UM FILME DE MEDO Sergio Oksman não parece interessado em chegar a conclusões, nem explorar as convenções do gênero terror. Conta com a simpática cumplicidade do filho para tentar retirar do malogro uma singela e melancólica diversão quase caseira.
MEU PAI E KADAFI contribui não só para estampar uma página sangrenta do regime de Muamar Kadafi, mas também lança uma luz sobre a intrincada correlação de forças no Oriente Médio. Resenha de Paulo Lima.
A Nápoles que vemos em POMPEIA: SOB AS NUVENS nada tem a ver com a imagem clássica da cidade ruidosa e popular. Em vez disso, temos o retrato sombrio e inquietante de um local assombrado pelo passado e temeroso quanto ao presente.
No cerne das análises que vemos no documentário A FEBRE ELENA FERRANTE está a questão extraliterária da decisão de Elena Ferrante em se tornar escritora sem seguir o roteiro de uma carreira que a exporia ao circuito das celebridades. Resenha de Paulo Lima.