A Groenlândia no tabuleiro da “gelopolítica”
O documentário GROENLÂNDIA, O ELDORADO DO GELO fornece um contexto ampliado de uma das principais questões geopolíticas da atualidade. No canal Curta! e streaming.
O documentário GROENLÂNDIA, O ELDORADO DO GELO fornece um contexto ampliado de uma das principais questões geopolíticas da atualidade. No canal Curta! e streaming.
Em tempos de agentes secretos, é interessante assistir a um registro político precioso de 1975: o curta PARADA GERAL.
A intenção de A ÚNICA SAÍDA é clara: satirizar o espírito de competição no mundo corporativo, as mensagens motivacionais, etc. Mas tudo é feito com tamanhas obviedade e grosseria que só se justifica por um conceito de comicidade muito particular coreano.
É muito bom saber que Hollywood ainda pode realizar uma obra tão divertida, visceral e humana como MARTY SUPREME.
HOMEBOUND, representante da Índia no Oscar, é um melodrama realista sobre as aspirações mais básicas de dois amigos de infância. Na Netflix.
Embora seja bem intencionado em relação à mensagem de Manuel Puig, o novo O BEIJO DA MULHER ARANHA estaciona na cafonice ao combinar uma estereotipia latina com clichês da Broadway.
HAMNET quer dar conta de uma alquimia entre vida e morte, vida e teatro. No entanto, o trabalho de Chloé Zhao dessa vez é morno, apático em boa parte do tempo, sem pulsão cinematográfica nem emocional.
Apesar da energia colocada na encenação, da mirada esperta para as locações de Taipei e da espontaneidade das interpretações, A GAROTA CANHOTA me pareceu bastante banal como construção dramática.
Tendo como pano de fundo a resistência dos indígenas à invasão de suas terras por madeireiros, TRANSAMAZONIA é um drama de mistério sobre identidade e manipulação da fé. “Filme de gringo”, mas não ofensivo.
SEYMOUR HERSH: EM BUSCA DA VERDADE não é um documentário investigativo, mas faz um perfil competente do repórter e escritor que revelou muitos horrores da máquina de guerra e informação estadunidense.
O longo quase-monólogo de BLUE MOON só toca as cordas da emoção quando se estabelece um esboço de diálogo entre Ethan Hawke e Margaret Qualley.
A atuação de Rose Byrne em SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA tem sido muito festejada e premiada, não sem alguma razão. Mas o papel de uma mulher contra quem o mundo inteiro parece conspirar só ajuda a fazer a personagem irritante, oscilando sempre entre a raiva e o desespero.
JOVENS MÃES descortina um quadro de famílias desajustadas, em que uniões conflituosas, maternidade indesejada e o consequente desamparo dos filhos passam de geração para geração.
O que fiz de bom em matéria de cinema e os filmes que mais curti durante o ano.
RIEFENSTAHL vem jogar novas luzes sobre o que Leni pretendia que o futuro guardasse dela. A maior parte do que é exibido no documentário provém dos seus arquivos particulares. Filme candidato à minha lista de favoritos de 2025 não lançados no Brasil.
Notas sobre o brasileiro PROCURANDO MAYA DEREN e o iraniano CAUSE OF DEATH: UNKNOWN, candidatos à minha lista de filmes favoritos de 2025 ainda não lançados comercialmente.
Em HARD TRUTHS, o mundo parece se dividir entre os temperamentos opostos de duas irmãs. Mas aos poucos Mike Leigh torna mais complexo o que parecia ser uma simples dualidade. HARD TRUTHS, candidato à minha lista de filmes favoritos de 2025 ainda não lançados no Brasil
Além de atriz carismática, Julie Delpy se destaca na direção de comédias humanistas, em que a diversidade tem papel dominante. VIZINHOS BÁRBAROS é um divertido libelo pela tolerância e o acolhimento.
VALOR SENTIMENTAL é um bom exemplar de filme com a grife escandinava, mas não me pareceu digno do imenso prestígio que adquiriu na temporada de premiações.
Dois minutos apenas podem mudar completamente a vida de uma família. O CASTIGO culmina com uma das mais duras e verdadeiras confissões de uma mãe.
LUMIÈRE! A AVENTURA CONTINUA reúne mais 120 “vistas” realizadas pelas equipes dos irmãos Lumière em diversas partes do planeta.
O deslumbramento continua.
Richard Linklater me pareceu adotar dois estilos diferentes na direção de NOUVELLE VAGUE. De certa forma, essa diferença emula a revolução que Acossado provocou no panorama do cinema mainstream: a passagem do filme de produtor para o filme de autor.
O 130º aniversário do cinema pode ser uma boa oportunidade para visitar e usufruir do meu site-livro FIM DE TURNO.
MUNCH: AMOR, FANTASMAS E VAMPIRAS não é propriamente uma biografia do pintor, mas um arrazoado sobre as relações e influências de Edvard Munch à luz da Escandinávia do seu tempo.
Do drama, SORRY, BABY vai deslizando para a comédia sem perder nenhum elemento, nem abdicar da gravidade do assunto. Eva Victor é uma revelação como diretora, roteirista e atriz.
MORRA, AMOR não é ruim de se ver, mas falta estofo dramático para além do retrato de uma mulher com transtorno mental.
A história do pianista Moisés Mattos é dessas exemplares de uma ascensão quase improvável. Ele mesmo nos conta no documentário 3 ATOS DE MOISÉS.
Embora reconheça em FOI APENAS UM ACIDENTE um libelo poderoso contra a ditadura iraniana, não vejo ali uma coerência que sustente as curvas dramáticas do filme.
Em BUGONIA, Yorgos Lanthimos joga para o alto as expectativas realistas em troca do desconcerto e de uma extravagância quase pueril.
Por trás da aparência de um filme sobre crianças, A NATUREZA DAS COISAS INVISÍVEIS procura falar de coisas tão graves quanto a morte, o acesso ao sobrenatural e a identidade de gênero.
APOLO foi concebido como uma carta ao bebê em gestação. Uma carta de amor e esclarecimento que parece se dirigir a toda uma sociedade que precisa assimilar outras formas de composição familiar que coloquem a felicidade acima das convenções.