Mostra de SP: Passagens

Com curiosidade intelectual, mas não exageradamente acadêmica, Lúcia Nagib e Samuel Paiva se debruçaram sobre filmes de ponta da produção pernambucana e da paulista das décadas de 1990 a 2010 em busca de traços de intermidialidade.

Mostra de SP: Papicha

PAPICHA é às vezes ingênuo e sentimental, mas o carisma das atrizes, o ritmo ágil e o impacto de algumas cenas contam a favor desse libelo feminista, que também é um elogio da sororidade perante a tirania.

Greta não ri

Tal como seu personagem, GRETA oscila entre o atrevimento da exposição corporal e a prostração de um punhado de almas sem rumo.

Onde Coringa (des)encontra Bacurau

O filme de Kleber e Juliano mostra a força da união dos fracos, que se tornam heróis de si mesmos. O blockbuster de Todd Phillips dispara um turbilhão anárquico para gestar um supervilão.

O poder das minas

Sensível e feminista, LUNA garante seu lugar entre os melhores filmes recentes sobre as errâncias das meninas e, ainda assim, o seu poder de afirmação.

O bom caseiro

Rara produção da República Dominicana a chegar por aqui (em parceria com Porto Rico e Brasil), O HOMEM QUE CUIDA é um pequeno estudo sobre comportamentos de classe.

Antropofagia de classe

O CLUBE DOS CANIBAIS aposta na radicalização da alegoria, tanto no que diz respeito às relações sociais intra e interclasses, quanto na imposição de uma estética do contraste entre luxo e sangue.

Henry James em Sorocaba

Há uma certa ousadia nessa adaptação da novela A FERA NA SELVA, de Henry James, para uma pequena cidade brasileira: a de arriscar-se a parecer anacrônico.

Feliz Ano Novo

DOMINGO poderia ser uma fascinante metonímia de uma burguesia decadente às voltas com sua inércia e seus pequenos vícios. Se não chega a tanto, é talvez pela estrutura quebradiça adotada.

Quem procura, acha

Ninguém sabe exatamente o que vai encontrar enquanto procura por um ente querido. Os personagens de ONDE QUER QUE VOCÊ ESTEJA demonstram isso de maneira engraçada e comovente.

Lisboa psicodélica

CAMINHOS MAGNÉTYCOS: A intenção de oferecer uma parábola política sobre a onda fascista que se instalou nesse nosso “Novo Mundo”, se é que existia, se esvai no excesso de invencionices e na ausência de substância.