Uma escritora vai ao bordel

Mais que propor um estudo sobre a disponibilização do corpo e o bordel como laboratório literário, A CASA DOS PRAZERES oferece muita nudez e um tanto de sexo quase explícito. Ou seja, mais o material bruto que a obra pronta.

Minha mãe é uma peça

PÉROLA é um filme tecnicamente bem resolvido e de comunicação fácil, mas tem seu humor prejudicado por uma encenação exacerbada e ruidosa demais.

Um momento luminoso de teatro

Na peça GLAUCE, Débora Duboc impõe-se na cena do início ao fim com sua incrível capacidade de evocar emoções e transitar em fração de segundo de um estado de espírito para outro.

Elis & Tom: um resgate emocionante

Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, chega enfim aos cinemas.

Os bons garotos do funk

A onda de simpatia que cercava Claudinho e Buchecha deve certamente se estender para NOSSO SONHO, filme que aceita jogar o jogo de um cinema popular com dignidade e competência. 

Sangue para o ditador

Pinochet é um vampiro às voltas com a ganância da família e a “ingratidão” do Chile em O CONDE. A fábula gótica de Pablo Larraín é inquietante, embora também um pouco óbvia e caricata. Na Netflix.

Uma casa no cinema iraniano

Ontem (12/9) o Irã comemorou o Dia Nacional do Cinema em reconhecimento ao impacto causado pelos filmes do país após a Revolução Islâmica. Para marcar a data, publico minhas impressões sobre SILENT HOUSE, filme exibido no festival É Tudo Verdade deste ano.

Amizade nas alturas

As mulheres têm um lugar quase apenas decorativo em AS OITO MONTANHAS, pois não há espaço para elas em tal elogio do afeto e do ethos masculino.

Cineduc: Ensinando a produzir sentido

Neste sábado, 2 de setembro, a incansável Marialva Monteiro lança seu livro Cineduc – História e Memória, que aborda mais de 50 anos de vivências nessa instituição que ela ajudou a criar e tornar imprescindível. Eu tive a honra e o prazer de assinar o prefácio.

O ouro do rap

A forte trajetória do rapper e mega-empresário Giwar Hajabi aparece em RHEINGOLD comprometida por um roteiro descosido e cheio de lugares comuns.

Jornada de nada

DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS é uma embromação da má consciência europeia em relação aos imigrantes. Um filme obscuro e vazio, com um roteiro que não se sustenta em pé.