Às ruas!

Vamos pra rua, gente! Vamos fazer nossa revolução! Vamos fechar ruas e estradas para fazer nossa voz ser ouvida cada vez mais alto. Vamos abrir nosso coração e o caminho para os saqueadores e depredadores. Não temos nada com isso. Eles são eles. Nós somos nós, pacíficos em nossas roupas brancas, queimando nossas virtudes no calor das fogueiras das boas intenções.

Vamos pra rua! Vamos acabar com a política e instaurar nossa república da pureza. Cansamos! Que importa se estamos abrindo um vácuo perigoso? O que interessa é que somos jovens e vaidosos em nossos desejos. Se não somos tão jovens, vamos nos sentir como tal no meio da garotada. Façamos nosso maiozinho de 68 – e daí se a coisa vai ficando cada vez mais parecida com março de 64? Os protestos se generalizam como uma máquina autoalimentada, a convulsão prolifera. Já temos uma proposta de impeachment da presidenta. O que mais podemos desejar?

Vamos seguir em frente, horizontalmente. Vamos mostrar que ser autoritários e desfocados não é privilégio dos políticos e dos velhos reacionários. Vamos pra rua como num game, passando de etapa para etapa, sem saber aonde vamos chegar. Chegar, afinal, não nos representa. Queremos marchar e mudar o país. Desculpem qualquer transtorno. Mudar pra pior também pode ser uma mudança. Nós não somos responsáveis pelo que vier a acontecer. Estamos só fazendo nossa parte.

Vamos pra rua, gente!    

2 comentários sobre “Às ruas!

  1. Aguda percepciòn  la tuya sobre la realidad que hay detràs de las manifestaciones. Pero ellas no surgen de la nada sino (en mi opiniòn) de una acciòn externa oculta, ultrafinanciada y tenaz, librada desde el norte. No vemos su acciòn. Vemos sòlo sus resultados, despuès de años de trabajo acumulado. Las manifestaciones contra Chàvez, o màs bien contra el chavismno, despuès de las elecciones, dejan once muertos, todos chavistas. No creo que hayan sido buscadas por Capriles. Hubo manos del norte que le pagaron a lumpens del bajo fondo para que acompañaran las manifestaciones, tiraran a matar y huyeran. Lo primero son las protestas “espontàneas”. Despuès se queman etapas.Pero las protestas NO se generalizan, pese a las apariencias, como  una “màquina autoalimentada” sino como una màquina alimentada secreta, prememditada y alevosamente, desde afuera del paìs, desde la patria de unos “neocons” que tienen toda la plata y todo el apoyo del mundo durante todo el tiempo para comprar gente aquì y allà, para hacerlos que impulsen “a las masas” en los tiempos de Internet hacia cosas divertidas como ese “impeachment” a Dilma (que repite el de Paraguay) y que a EEUU seguramente no le importa, porque no tiene nada que ver con èl… !Es cosa del pueblo brasilero en las calles!    

    • Querido Raul, agradeço suas palavras de solidariedade. Não creio que haja “la mano del Norte” nesse caso atual, mas sim interesses de uma classe média que nunca aceitou os governos do PT e agora toma carona na agenda dos protestos. O risco de retrocesso é real, na medida em que se ataca a esquerda capaz de alcançar o poder e se abre caminho para um centro-direita ansioso por voltar a ele.

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