CINCO TIPOS DE MEDO
Como um jovem e pacato violinista pode vir a ser um chefe de cela entre bandidos perigosos? É com muita ação e não sem algum humor que Cinco Tipos de Medo produz essa metamorfose. O thriller de Bruno Bini envolve um triângulo amoroso arriscadíssimo, alguns personagens movidos pela perda ou pela vingança e mais alguns fragmentos de histórias habilmente dispostos num roteiro não linear.
O filme requer atenção e a contribuição do espectador para remontar a cronologia dos episódios transcorridos na Baixada Cuiabana. A estrutura da montagem adia nossa compreensão e nos arrasta por algumas pistas falsas. Talvez nem todos os nexos e detalhes da ação fiquem muito claros ao final da jornada, mas há material de sobra para o público especular e eventualmente se emocionar.
Na época da Covid, o romance entre o violinista (João Vitor Silva) e uma enfermeira (a belíssima Bella Campos) presa em relacionamento abusivo com um traficante (o ator e rapper Xamã) vai precipitar uma série de ações e conexões entre os cinco personagens centrais, cada um supostamente representante de um tipo de medo. Todos agem instigados por pulsões pessoais, o que garante um bom teor dramático para além da simples ação.
A produção matogrossense não apela ao regionalismo, o que conta bastante a seu favor. Uma equipe de primeira sustenta a qualidade técnica, enquanto a precisão dos diálogos e a direção impecável do elenco (preparadora Maria Laura Nogueira) completa o bom serviço. O elenco inclui, ainda, Bárbara Colen como uma policial, Rui Ricardo Dias como um advogado e Zécarlos Machado numa ponta comovente.
>> Cinco Tipos de Medo estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 9/4.




