Coração de estudante

Este texto foi publicado originalmente no jornal Tribuna da Imprensa há exatos 35 anos, em 30 de março de 1984, quando alguns golpistas empedernidos lustravam as botas para comemorar os 20 anos da “Redentora” no dia seguinte. JANGO entrava em cartaz no dia 31. Era a irrupção da verdade contra a narrativa da ditadura.

Mal-vindos ao talibã tropical

Essa derrota não é minha, não é do PT, nem tampouco da esquerda e da centro-esquerda. É uma derrota do brasil como nação perante as outras nações e perante seus próprios sonhos.

Pela democracia

Manifesto-convocação, do qual fui um dos signatários, para o grande ato em defesa da democracia na próxima terça-feira, 23/10, a partir das 17h, nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro. 

O voto mais decisivo

O país está mergulhado numa onda de ignorância, manipulações e ressentimento que não pode nos levar a bom termo. Precisamos, portanto, prestigiar o campo democrático e progressista o quanto antes, sob pena de ser tarde demais.

Alinhando Lula Livre

Publicado originalmente na coluna de Marcelo Laffitte no jornal eletrônico Brasil 247, esse texto reúne um comentário meu e um do próprio autor, o cineasta Laffitte, sobre seu curtíssimo em vídeo “Alinhando Lula Livre” A crítica, por Carlos Alberto Mattos Esse pequeno vídeo [abaixo] de menos de três minutos integra diversos valores simbólicos presentes nas…

O golpe no cinema

O PROCESSO chega às telas depois de premiações e pré-estreias ruidosas. Além dele, nove documentários já mostraram ou estão prestes a revelar outros ângulos do golpe de 2016.

Manifesto “A democracia corrompida”

Este Manifesto surgiu da preocupação de diretores, atores, técnicos e críticos de cinema com os graves riscos que a Democracia Brasileira está enfrentando frente à judicialização da política, o desrespeito à Constituição de 1988 e o crescimento de movimentos e manifestações autoritárias, violentas e intolerantes.

Cinema de ocupação

ERA O HOTEL CAMBRIDGE é uma experiência rara no cinema brasileiro contemporâneo. Avança várias casas em relação a longas documentais já em si reveladores sobre o funcionamento das ocupações de moradia em São Paulo, como “À Margem do Concreto”, de Evaldo Mocarzel, e “Dia de Festa”, de Toni Venturi. Em seu melhor filme até hoje,…

O cinema redescobre a política na terra de “Aquarius”

AQUARIUS está sendo lançado na Espanha (como “Doña Clara”) e a revista Caimán Cuadernos de Cine publicou em sua edição de março um dossiê sobre o cinema brasileiro a partir da perspectiva do filme de Kleber Mendonça Filho. Como a revista não está disponível online, publico aqui a versão original do artigo que escrevi especialmente…

Bem-vindos ao Brasil-Cunha!

Não quero nem aceito ser parte desse Brasil-Cunha horrendo, nem mesmo como parte vitimada. E a única forma de que disponho para isso é ser o menos brasileiro possível. Renunciar a toda a noção de pertencimento nacional e me declarar uma espécie de apátrida espiritual.

Clara contra as escuridões

Se “O Som ao Redor”, centrado principalmente na relação entre o “coronel” urbano e o chefe da segurança, era um filme predominantemente masculino e, de certa forma, uma obra coral de múltiplas interveniências, “Aquarius” é um filme de eixo feminino bem definido, uma vez que todas as relações se estabelecem com Clara (Sonia Braga), e só através dela o filme se constrói.