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Sávio Leite, diretor da Mumia – Mostra Udigrudi Internacional de Animação, já em sua 12ª edição em Minas Gerais, é o organizador da coletânea Animação Maldita Brasileira (editora Favela É Isso Aí, BH). O volume reúne uma série de ensaios sobre a animação feita no país à margem dos circuitos mainstream. Traz ainda entrevistas com diversos animadores, como Allan Sieber, Marcelo Marão, Otto Guerra e César Cabral. Como complemento, uma seção de fotos dos muitos filmes abordados.

Sávio já havia lançado o livro Subversivos, sobre o desenvolvimento do cinema de animação em Minas. Agora abriu o esquadro para abarcar a produção brasileira mais subterrânea e experimental. Na nossa pequeníssima bibliografia sobre o assunto, esse livro representa uma contribuição gigante.


Fotofilmes Brasileiros, de Érico Elias, lançado pela Kinoforum no contexto do Festival Internacional de Curtas de SP, aborda um segmento bem particular do cinema brasileiro – os filmes feitos exclusiva ou majoritariamente com fotos fixas. O autor explica logo de saída que pretende analisar “a ambiguidade existente no seio de um tipo de produção que foi transportada da fotografia para o cinema, mas que mantém aspectos do fotográfico, já que não emula o movimento contínuo à maneira da imagem cinematográfica convencional.”

Fotofilmes são geralmente de curta duração, e entre os mais conhecidos brasileiros estão Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho, e Juvenilia, de Paulo Sacramento. Mas a filmografia estudada pelo autor compreende 26 títulos  incluindo curtas de Marcelo Tassara nos anos 1960, 70 e 80, e outros bem recentes, como Boa Morte, de Débora de Oliveira, e A Festa e os Cães, de Leonardo Mouramateus, ambos exibidos no recente festival paulista.


O argentino Carlos Abbate assinou o som de filmes decisivos nas carreiras de Eliseo Subiela, Luis Puenzo, Marcelo Piñeyro e Juan José Campanella, entre outros. No livro Como Fazer o Som de um Filme (em tradução para o português editada pela Libraria de Buenos Aires), ele aplica sua experiência de professor da área para esmiuçar os pormenores do métier.

O livro se situa entre a introdução conceitual e o guia prático sobre as diversas etapas do trabalho de sonorização do filme. Da pré-produção à feitura do material de comercialização, cada fase é tratada com razoável atenção à técnica e abundantes ilustrações gráficas. O posicionamento da equipe de som em relação aos demais setores da produção também é seguidamente analisada.


Sylvio Back, dublê de cineasta e poeta, lançou na Bienal do Livro o seu novo Kinopoems. Ainda não li, mas, segundo o material de divulgação, trata-se de poemas-roteiro sobre Cruz e Souza, Paulo Leminski e o pintor Miguel Bakun. Poemas e fotogramas se conjugam nas páginas do livro numa colagem articulada pelo designer Fernando Pimenta.

Em entrevista à revista da editora UFSC, Back assim define o novo rebento: “É palavra se movendo, como na tela do cinema; verso se convertendo em imagens, para desafiar e conflagrar o nosso imaginário. Kinopoems: um livro para ser lido como filme!”


Já veterano estudioso das estruturas do roteiro, Roman Bruni está lançando uma edição em PDF do seu livro Roteiro de Roteiro 3.8. O manual prático traz orientações para a criação de roteiros de filmes, séries de TV e animações. No release do lançamento, Bruni já deixa claro o que pretende, conforme esses tópicos: “‘uma pagina = um minuto’ / A fórmula de Hollywood / O método de fichas / A dinâmica emocional / A estratégia narrativa visual / Como harmonizar o kit do seu roteiro.”

Os interessados podem baixar 10 páginas gratuitamente antes de se decidir pela compra do e-book. O link é este.