Chico Buarque – Ele Faz Cinema

Nos últimos 17 meses me dediquei apaixonadamente a essa pesquisa: levantar todas as relações entre a obra de Chico Buarque e o cinema. O resultado estou publicando hoje. CHICO BUARQUE – ELE FAZ CINEMA é o meu quarto site-livro, depois de Paisagens do FimCinema contra o Golpe e Fim de Turno.

Acesse aqui.

Como digo na introdução do site-livro, Chico já foi estudado, analisado, dissecado por todos os ângulos de sua música e por muitas facetas de seus livros e peças teatrais. Tem sido constantemente festejado por suas posições políticas progressistas e a integridade de seu caráter. No entanto, de suas contribuições para o cinema e das intercessões entre sua obra e a arte cinematográfica, tudo o que temos são abordagens dispersas, em geral superficiais. São reportagens jornalísticas, entrevistas de televisão, pequenos ensaios, etc, que, independentemente da qualidade, são incapazes de fornecer uma visão mais abrangente da fértil relação de Chico com o cinema.

Longe de mim comparar a importância do audiovisual com os demais segmentos da criação buarqueana. Quero apenas evidenciar que os filmes não são nada desprezíveis quando se pensa nesse conjunto de invenções e observações sobre a vida brasileira que constitui o planeta Chico Buarque.

O que logo salta aos olhos é a presença da música de Chico nas bandas sonoras de filmes brasileiros e estrangeiros. Numa conta sempre sujeita a omissões, localizei 60 títulos, entre filmes de ficção e documentários, longas e curtas-metragens, com canções de Chico em suas trilhas musicais. A primeira foi há exatos 60 anos antes da publicação deste site-livro, quando ele compôs a trilha para o filme O Anjo Assassino (1966). Essa conta inclui também sete filmes inspirados ou motivados diretamente por músicas de sua autoria. Sem contar as vezes em que personagens apenas cantarolam ou mesmo assoviam suas canções casualmente, como parte diegética das cenas.

Numa estrutura de espelhamentos sempre que possível, busquei também as diversas acepções em que o cinema, seus elementos e sua mítica comparecem nas letras de Chico, com especial predileção pelas atrizes.

Dos romances e novela do autor, cinco adaptações já foram feitas para as telas e ganham aqui uma breve análise de como chegaram até lá. Da mesma forma, vasculhei seus livros à procura das referências explícitas ao cinema, bem como da incidência de procedimentos análogos à linguagem cinematográfica nos textos.

Também as seis transposições de seus trabalhos teatrais para o cinema foram objeto de um capítulo, que põe em destaque a junção do Chico dramaturgo com o Chico músico.

Chico ator em “Ed Mort”

Talvez a parte mais pitoresca desse estudo seja a que se refere às performances de Chico como ator de cinema, até agora em número de sete, afora uma atuação como narrador em off. A falta de vocação do moço para a arte dramática tem sido agenciada com graça e nonchalance por cineastas de distintas tendências.

Por fim, volto a atenção para os documentários mais importantes sobre Chico e sua arte, que cobrem as diversas fases de sua carreira. E ainda, como contraponto a essa “vida de Chico no cinema”, levanto alguns aspectos do cinema na sua vida pessoal, compreendendo a cinefilia e suas relações com o meio cinematográfico.

CHICO BUARQUE – ELE FAZ CINEMA explora as possibilidades do que chamo site-livro: o uso de textos, fotos e imagens em movimento. A navegabilidade do site permite o uso de hiperlinks internos e externos, além de viabilizar uma constante atualização do trabalho mediante acréscimos e eventuais ajustes.

Outras vantagens sobre o livro impresso são a portabilidade do material através de celulares, tablets, notebooks e desktops, bem como a possibilidade de tradução automática para outros idiomas com as ferramentas da rede.

Criados em ambiente doméstico e sem qualquer aporte financeiro externo, meus sites-livro estão disponíveis gratuitamente na internet e não têm qualquer vinculação comercial.

Acesse CHICO BUARQUE – ELE FAZ CINEMA.

5 comentários sobre “Chico Buarque – Ele Faz Cinema

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