Rachel

Doc investigação. São dramáticas e cheias de idealismo as imagens de jovens ativistas estrangeiros tentando impedir com seus corpos que os pesados buldozzers israelenses derrubem casas palestinas em operações na Faixa de Gaza. A americana Rachel Corrie era um deles. Tinha 23 anos em março de 2003, quando um buldozzer provocou sua morte. Se o ato foi direto ou indireto, intencional ou involuntário é apenas uma questão falsamente importante (um macguffin, diria Hitchcock) no filme de Simone Bitton, ela própria uma ex-soldada israelense. O que se descortina na tela é um quadro mais amplo: as razões de jovens como Rachel para se arriscarem no International Solidarity Movement; a importância que esses “internationals” adquirem para as famílias palestinas que tentam proteger; os mecanismos legais que evitam a incriminação dos soldados envolvidos. A diretora usa com sobriedade documentos impressos e audiovisuais, assim como o diário e e-mails de Rachel. Por isso destoa o depoimento de um soldado não identificado com a intenção de caracterizar sadismo e irresponsabilidade por parte dos israelenses. Não precisava. O filme é mais complexo do que isso. ♦♦♦

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s