Cine Uruguai – Novos Horizontes
Mostra de cinema uruguaio traz ficções e documentários ao Rio de Janeiro com entrada franca. Eu vou participar de um dos debates.
Mostra de cinema uruguaio traz ficções e documentários ao Rio de Janeiro com entrada franca. Eu vou participar de um dos debates.
Um resumo da minha palestra sobre “A voz de Eduardo Coutinho em seus filmes”, feita no Seminário Sonoridades, na Fundação Casa de Rui Barbosa. Na verdade, três vozes: a assertiva, a incitativa e a aflita. Com trechos de filmes.
Como amante de pontes, assisti com algum prazer a OITO PONTES. Mas reconheço que não é filme para todas as plateias.
O CINEMA POSSÍVEL reúne materiais dispersos sobre a trajetória multifária de Cavi Borges, ele mesmo que dirige com Christian Caselli HELENA! CINEMA!, vibrante curta-louvor a Helena Ignez.
AMOR E FÉ: CHICA XAVIER conta a história de uma “rainha” de palco e terreiro. Somos levados a admirar e compartilhar o sentimento bonito de uma família que se expande pela arte e pela espiritualidade.
VIVO 76 explora uma estrutura cronológica, ainda que o faça na forma tipicamente fragmentária da memória, com Alceu Valença pontuando os momentos-chave que o conduziram à sua carreira singular. Resenha de Paulo Lima.
Mounir é um personagem quase inacreditável. Sua autonarrativa se aproxima da autoficção e se completa como uma incógnita. E é justamente aí, nesse lusco-fusco entre o claro e o oculto, que MOUNIR nos captura.
Usando alguns recursos espertos de encenação, MR. WONDERFUL é uma boa introdução ao universo de um estilista que sempre apostou na ousadia, literalmente dos pés à cabeça.
Os documentários ALDIR BLANC – RESPOSTA AO TEMPO e FUI OLHAR VOCÊ DORMIR se complementam e nos fornecem um retrato emocionante de um de nossos maiores poetas da canção. Resenha de Paulo Lima.
Para além de um simples registro, FLORA E AIRTO: O SOM REVOLUCIONÁRIO é o testemunho de um episódio histórico da música brasileira. Uma visita emocionante a dois mitos cujo vigor e cuja cumplicidade venceram o tempo.
Um homem gentil, descontraído e simples, apesar de ter uma firme consciência do seu valor como artista das imagens. Essas qualidades afloram luminosamente nas conversas que Beth Formaggini teve com ele em MÁRIO CARNEIRO: GRAVURA FEITA COM LUZ.
O título é já um recorte. CONY, RETRATO ÍNTIMO não é um filme sobre a brilhante carreira do jornalista Carlos Heitor Cony. Nem sobre sua atividade literária. Tudo isso passa pelas bordas nesse perfil de Cony enquanto marido, pai, apaixonado por viagens, pianista razoável e pintor de um dia no ano.
UMA MISSA PARA DOM ANGÉLICO traz à luz a história de um padre sereno e firme, simpático até a medula, e que carregou a chama da identificação de uma parte da igreja católica com as necessidades do povo.
NAZA é um marco histórico que revela a crueldade com que Israel vem tratando Gaza, uma terra onde, para eles, não há inocentes.
Em NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS destaca-se o empenho intelectual em encontrar uma voz de reivindicação dos direitos amazônicos. Além de um manifesto, temos aqui um exercício inteligente e estimulante de criação no campo do filme-ensaio.
O documentário SOROS, dirigido pelo filho de Bob Dylan, inventaria grande parte da batalha de ideias em torno do megainvestidor e filantrocapitalista George Soros. Mas não a batalha completa. Está no streaming e no canal Curta!
Até eu fui chamado para “estrear” como analista político em QUEM GOSTA DE POBRE É A ESQUERDA, junto a nomes como Jean Wyllys, Renata Souza e os professores André Marenco e Henrique Amorim. Um dossiê sobre um período que o Brasil não merecia ter vivido.
DROPS DE ANIS saiu em busca da opinão de muita gente sobre cinema brasileiro. Testemunhos que variam entre o entusiasmo e as reivindicações, entre o mero comentário leigo e as ideias mais elaboradas. Estreou no Festival de Brasília.
Duas forças opostas duelam em PRK-30 – O RÁDIO PELO AVESSO. De um lado, o resgate de um humor popular que fez história na mídia brasileira. De outro, a melancolia de uma memória em vias de se perder completamente.
É a própria Marília Pêra, e só ela, que se narra em VIVA MARÍLIA. E não precisava de mais do que isso.
Ao contrário do que diz o título de NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS, existe, sim. Que o digam Socorro, Jurailde e Bizza, cozinheiras solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Embora o filme chame a atenção para si um pouco mais do que o adequado, GONZAGUINHA – DA MAIOR LIBERDADE nos deixa bem perto do compositor e de sua história breve, mas cheia de calor.
Os filhos da contracultura são herdeiros ou sobreviventes do legado de seus pais? A discussão é levada no documentário NEM TUDO É PAZ E AMOR.
Em O PRESIDENTE IMPROVÁVEL, Fernando Henrique relembra sua trajetória e se coloca num passado inexorável. O documentário está no streaming e estreia no canal Curta!
MUNDURUKUYÜ, A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE é um simples ato de afirmação de uma cultura que teima em resistir ante a devastação da Amazônia.
Quase pude dançar com ela enquanto ela girava em torno de suas telas, distribuindo pinceladas intuitivas regidas pela música ou por algum impulso que lhe vinha do baixo ventre.
Uma crítica-ficção do documentário AMELIA TOLEDO: LEMBRAR DE NÃO ESQUECER.
Entre o ontem e o hoje, a memória e o comentário da luta pela anistia no exterior, ANISTIA’79 nos inspira para lidar com o momento difícil que vivemos atualmente. Um filme inestimável.
O ativista Honestino Guimarães tem sua história contada com verve e criatividade em HONESTINO, misto de documentário e ficção de Aurelio Michiles.
OS RUMINANTES rumina a história das adaptações frustradas do romance clássico de José J. Veiga. Estaria mais afeito a episódio de uma série sobre filmes irrealizados ou interrompidos.
Ignácio de Loyola Brandão não é dado a dós de peito ao falar de si mesmo. NÃO SEI VIVER SEM PALAVRAS, dirigido por seu filho, mantém-se fiel a isso, discreto e caloroso.