Festival do Re

Recuperar, Reutilizar, Ressignificar – eis o tripé sobre o qual trabalham os filmes com imagens de arquivo. Eles são a estrela do Recine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, que terá sua sessão de abertura hoje (segunda) às 19h30 e vai até sexta-feira no Arquivo Nacional – RJ. Para entrar na competição do Recine, um filme precisa ser composto por no mínimo 30% de cenas garimpadas em acervos audiovisuais, sejam eles públicos ou privados. Com isso, desde 2002 o evento vem procurando estimular a preservação e a reintrodução desses acervos sob diferentes dinâmicas e recriações.

A cada edição, o Recine traz uma mostra temática – a deste ano é Movimentos da Música Popular Brasileira – e uma seção competitiva, além de uma série de debates em torno do tema em foco. Veja a programação completa no site do festival. Todos os anos, o Arquivo Nacional promove também uma oficina prévia para iniciantes, que realizam curtas de 5 minutos incorporando materiais de arquivo. Em 2010, fui eu o orientador da oficina. Dela resultaram 11 curtas, que participam da competição oficial. São eles (sinopses fornecidas pelos diretores):   

Divina, de Ethel Oliveira
Poesia audiovisual para uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, Elizeth Cardoso.
Dia 26, às 16h30, no Auditório

Eldorado: a esperança e o desespero, de Paula Moreira
A lenda de Eldorado atraiu muitos aventureiros para a América do Sul à época da colonização das Américas. No filme, ela serve como um paralelo para retratar a tentativa de se conseguir uma vida melhor no país por meio da migração para florestas ainda pouco exploradas pelo homem.
Dia 28, às 16h30, no Auditório

Ensaio sobre a figueira, de Vitor Damasceno
O corte de uma árvore em um condomínio na cidade do Rio de Janeiro é o estopim para uma breve reflexão.
Dia 28, às 16h30, no Auditório

Felicidade fragmento, de Tiago Machado
O que é felicidade para você? As pessoas conseguem alcançar a felicidade? Fragmentos e depoimentos sobre a eterna procura do homem.
Dia 27, 16h30, no Auditório

Um José, de Denise Munhoz
O filme apresenta imagens da destruição da setecentista Igreja de São Pedro, para a construção da av. Presidente Vargas. José, personagem genérico, é gradativamente identificado como o padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), considerado o primeiro compositor das Américas no seu tempo. Tanto José como a Igreja de São Pedro, local onde foi sepultado, estão hoje no esquecimento.
Dia 26, às 16h30, no Auditório

Mãos e registros, de Bernardo de Paola
Um breve ensaio sobre a manipulação de imagens e sons.
Dia 27, 16h30, no Auditório

Maria Maria, de Renato Vallone
Ensaio sobre infância e memória a partir de uma investigação poética de arquivos pessoais e não pessoais. Um convite à investigação sincera, intimista e alegórica de uma vaidade em nome da invenção individual sobre o tempo e o afeto. É também um recado universal para um futuro particular.
Dia 26, às 16h30, no Auditório

Nem tudo é passageiro, de Anthony Ravoni
Uma viagem de bonde pelas memórias e a história do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.
Dia 26, às 16h30, no Auditório

Onde está o ditador?, de Sílvia Rachel
Trata-se de uma pequena brincadeira sobre os muitos tipos de ditadores do nosso pequeno planeta Terra.
Dia 27, 16h30, no Auditório

Trabalho e pão, de Fábio Gama
O que se conhece sobre a Favela da Maré? A partir de projeções de fotografia e filmes dentro da réplica de palafita no Museu da Maré, é mostrada a vida que pulsa cheia de amor, alegria, trabalho e solidariedade na Favela da Maré.
Dia 28, às 16h30, no Auditório

Vila Aliança – Memórias em cinco minutos, de Jeferson Alves
A favela Vila Aliança entra na máquina do tempo para narrar o surgimento do primeiro conjunto habitacional da América Latina, trazendo suas raízes, a solidariedade e a contribuição dos moradores para o avanço da comunidade.
Dia 28, às 16h30, no Auditório

Um comentário sobre “Festival do Re

  1. Pessoal eu participei como ouvinte da oficina do Recine e estava muito a fim de assistir a Mostra, mas infelizmente – por forças maiores – só poderei ir no encerramento de amanhã. Boa sorte para todos e até lá….Um forte abraço.

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