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Nesta segunda-feira embarco com Rosane para o único continente em que ainda não tínhamos colocado os pés. A Oceania é essa coisa distante até pela sonoridade do nome, uma espécie de admirável mundo novo mais conhecido por seus cangurus, esplendores naturais, festas LGBT e estudantes de inglês em intercâmbio. Por serem países que só no século 19 saíram do estado originário, a Austrália e a Nova Zelândia apresentam um caráter todo especial.

O que esperamos encontrar por lá além das paisagens deslumbrantes? Certamente, uma sociedade do bem-estar altamente desenvolvida e uma cultura nova convivendo com vestígios das nações aborígene e maori. A proximidade com a Polinésia e as demais ilhas do Pacífico, assim como a troca frequente com países asiáticos, conferem à região uma interessante diversidade cultural e – oba! – gastronômica. Durante a preparação da viagem, lemos um bocado e vimos ou revimos filmes capazes de nos colocar em sintonia com o sentimento dos lugares: O País de Charlie, Um Anjo em Minha Mesa, Once We Were Warriors, Picnic na Montanha Misteriosa e naturalmente Priscilla, a Rainha do Deserto, entre outros.

Pense em longe – e a Austrália estará um pouco mais além. O trajeto inicial entre o Rio e Sydney (foto do topo) deverá ser extenuante: 28 horas entre voos, escalas e conexões via São Paulo, Santiago e Auckland. Ao chegar, o fuso horário nos jogará para 13 horas adiante. Se nosso corpo sobreviver a essa primeira prova digna do Frodo de O Senhor dos Anéis, vamos cumprir o roteiro previsto através de Sydney e Melbourne, na Austrália; Queenstown, Te Anau, os fiordes de Milford Sound (foto abaixo), Wellington, a estação geotermal vulcânica de Rotorua e Auckland, na Nova Zelândia.

Voltamos no dia 15 de março. Até lá, como de praxe, pretendo postar fotos e comentários da viagem no Facebook. E o blog não ficará parado. Agendei para publicação, em seis partes, uma a cada três dias, um longo texto que vinha preparando nos últimos meses a respeito de filmes-ensaio brasileiros. Acompanhem. O assunto interessa principalmente a quem curte e estuda documentários, mas também os filmes de ficção com veia ensaística.

E para me despedir já na língua maori, “e noho rā”.