Como uma carta extraviada

Há oito anos lancei meu tardio primeiro livro, Walter Lima Jr. – Viver Cinema (Casa da Palavra), uma combinação de biografia e análise da obra do cineasta. Não posso dizer que tenha sido mal recebido, como provam as opiniões de vários críticos, jornalistas e cineastas que o leram. Mas o tempo passa, o livro – mal distribuído – cai no limbo de um certo esquecimento e a gente se envolve com outros livros, outros trabalhos.

Por isso é bom quando um novo feedback desponta inesperadamente, como carta de um bom amigo que tivesse ficado extraviada por um longo tempo. Foi o que aconteceu hoje, quando me deparei com o comentário postado por André Setaro aqui no blog.

Setaro, dono de um blog muito lido, é um gigante da crítica de cinema na Bahia, homem culto, discreto e franco nas opiniões. Seus elogios ao meu livro me deixaram, mais que envaidecido, encabulado. Vão muito além do que certamente mereço. Mesmo assim, não poderia deixar de compartilhá-los com vocês:

“Sobre ser uma análise perfuratriz da rica filmografia de Walter Lima Junior, que é sem dúvida um dos mais sinceros e criativos cineastas brasileiros, “Walter Lima Jr. – Viver Cinema” (Casa da Palavra, 2002) tem o rigor de um grande biógrafo e um estilista da palavra. É engenhosa a maneira como trata o retrato do realizador, como faz emergir a memória de Lima desde a sua infância em Niteroi (riquíssima de detalhes e um documento de uma época precioso).

Além do mais, o livro nos oferece o prazer da leitura, que se pode considerar coisa rara nos dias atuais quase ágrafos (apesar da profusão dos blogs e dos escritos internéticos). Li “Walter Lima Jr. – Viver Cinema” somente no ano passado e o considero a melhor biografia já escrita sobre um cineasta brasileiro.

Obra de referência não somente sobre o criador de ‘A ostra e o vento” como também um estudo analítico sobre o nascimento de um cineasta no Brasil.
André Setaro”

Um comentário sobre “Como uma carta extraviada

  1. Não li o livro na íntegra, dei uma lida apenas em alguns trechos, mas acredito que o André deve ter razão, e você deve merecer os elogios sim! Quando vencer minha resistência às lembranças que tenho de trabalhar com o Walter, lerei para constatar.
    bjs

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