Tags

Cineteatro São Luiz, Fortaleza 

Para quem acompanha mais de perto, nenhuma edição anterior do Cine Ceará se compara com a 25ª, que começa hoje (quinta). Estarei em Fortaleza cobrindo o festival a partir de domingo, mas já começo a apontar os destaques. Veja o site oficial.

No quesito prestígio, a programação apresenta filmes de Lisandro Alonso (o festejado Jauja, coprodução com participação brasileira), Pedro Costa (Cavalo Dinheiro), Jorge Furtado (o inédito Real Beleza) e Pablo Larraín (O Clube). Entre as curiosidades irresistíveis estão a fantasia pós-apocalíptica Crumbs, do espanhol Miguel Llansó, rodada na Etiópia, e o novo longa dirigido por Ivo Lopes Araújo, Medo do Escuro.

Há duas competições no festival, uma de longas iberoamericanos e uma de curtas brasileiros. Em paralelo, a Mostra do Novo Cinema Espanhol traz curtas e longas de novos realizadores, além de sessões especiais com cópias restauradas dos clássicos Simão do Deserto, de Luis Buñuel, e O Espírito da Colmeia, de Victor Erice. Já a Mostra Olhar do Ceará exibe curtas novos do estado.

Além dos debates sobre os filmes das mostras competitivas, haverá uma masterclass reunindo Lisandro Alonso e Marcelo Gomes em torno do tema “A Paisagem como Preceito Narrativo”, e um encontro com Leonardo Simões, diretor de fotografia dos últimos filmes de Pedro Costa. E ainda homenagens a Cacá Diegues e Leandra Leal.

O Cine Ceará se origina de um mostra criada em 1991 por Eusélio Oliveira, cineasta e grande incentivador do cinema no estado. Seu filho, Wolney Oliveira, herdou o bastão e mantém o festival vivo desde então. Batizado como Cine Ceará em 1995 e expandido para iberoamericano em 2006, o evento retorna este ano ao venerando e recém-reformado Cineteatro São Luiz, no centro de Fortaleza, onde aconteceu de 1995 a 2010. As sessões e debates se estendem também ao Centro Dragão do Mar, o Porto Iracema das Artes e o Hotel Mareiro.