No Recife, pela Janela

Apesar do tom de filme-catástrofe na arte do evento (à esquerda), “o” Recife desde ontem amanheceu sorrindo com a 10ª edição do festival Janela Internacional de Cinema. Idealizado e dirigido por Kleber Mendonça Filho, o Janela se abre para uma paisagem cinematográfica estimulante, resultado de uma curadoria propositiva sobre o presente e o passado do cinema. “O Janela se pauta na ideia de diversidade em muitos níveis, por formas de olhar o mundo, formas de entender o que é cinema e manusear suas ferramentas, diferentes durações, épocas e origens também nos mais diversos sentidos da palavra”, tenta resumir Kleber no texto de apresentação do festival.

O Cinema do Museu, durante muitos anos programado pelo autor de Aquarius, e o célebre e bonito Cinema São Luiz estão acolhendo 120 filmes de 50 países, divididos em várias mostras. Clique aqui para ver a programação completa.

A mostra competitiva de longas-metragens reúne títulos brasileiros e estrangeiros, em sua maioria inéditos no Brasil. A convite de Kleber, vou integrar o júri dessa competição, junto com as cineastas Gabriela Amaral Almeida (O Animal Cordial, exibido hors concours) e Nele Wohlatz (O Futuro Perfeito). Há também competições separadas de curtas nacionais e internacionais.

Nas diversas mostras paralelas estão filmes de grande repercussão no momento, como o italiano Me Chame pelo seu Nome, de Luca Guadagnino, Gabriel e a Montanha, de Fellipe Barbosa, 120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo, Zama, de Lucrécia Martel, e A Trama, de Laurent Cantet. Lucrécia e Laurent estão presentes para debater seus filmes e ministrar masterclasses.

Cena do filme “Cinzas e Brasas”, da mostra L.A. Rebellion

Uma mostra de clássicos inclui cópias novas ou restauradas (em DCP ou 35mm) de filmes de Steven Spielberg, Agnès Varda, Chantal Akerman, Elem Klimov, James Cameron e Ousmane Sembène. Na seção “L.A. Rebellion: Um Novo Cinema Negro” estão 16 filmes do  grupo de realizadoras e realizadores egressos da Escola de Cinema da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) nos anos 1970 e 1980.

Durante meus 10 dias em Recife pretendo publicar notas no Facebook sobre o pouco que conseguir ver além das minhas obrigações de jurado. No dia 10, sexta-feira, às 18h, vou lançar meu livro Cinema de Fato: Anotações sobre Documentário no saguão do São Luiz. Os amigos locais ou visitantes estão convidadíssimos.

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