No vácuo da grande explosão
OCTOPUS é um slow doc sobre gente de Beirute num momento de assombro e entorpecimento.
OCTOPUS é um slow doc sobre gente de Beirute num momento de assombro e entorpecimento.
O Olhar de Cinema está exibindo online, só até quinta-feira, BABI YAR. CONTEXTO, mais uma obra-prima colhida nos arquivos pelo ucraniano Sergei Loznitsa.
Os ingleses da I Guerra revividos com cores e som em ELES NÃO ENVELHECERÃO e as tensões iniciais da Guerra da Ucrânia em KLONDIKE.
Em O CONTADOR DE CARTAS, Paul Schrader tenta a difícil tarefa de retratar um torturador sem demonizá-lo nem humanizá-lo.
Duas mulheres criadoras. Dois países em deriva de extrema-direita. Uma correspondência audiovisual movida pela inquietação e grávida de transformações. Assim é VAI E VEM, que abriu o festival Olhar de Cinema.
HISTÓRIAS E RIMAS esbanja vivacidade em painel da cena rapper mostrada pelos próprios criadores em seus respectivos territórios.
Destaco aqui filmes que, por razões diversas, não entraram na mostra Viva a Democracia, em cartaz na Itaú Cultural Play.
À medida que os motores da eleição de outubro começam a esquentar de verdade, a plataforma Itaú Cultural Play está iniciando hoje (27/5) a mostra Viva a Democracia.
DEPOIS DO VENDAVAL usa filmagens raras, feitas por dentro dos três movimentos que puseram um fim na ditadura de 1964.
LOLA E O MAR traz uma interessante variação do tema da relação entre jovem trans e seus pais. Com uma boa revelação na atriz Mya Bollaers.
Inspiradíssimo, CURRAL devassa a compra de votos, a falácia dos políticos “novos” e a formação dos currais eleitorais no Nordeste.
Sem repetir o êxito de “O Quarto do Filho”, seu melhor melodrama, Nanni Moretti limita-se a administrar bem uma pororoca de desgraças burguesas em TRE PIANI.
A libertação dos campos de concentração ao fim da II Guerra não trouxe libertação para os homossexuais. GREAT FREEDOM conta uma história exemplar.
A fantasia de um garoto texano em fins dos anos 1960 é contada com humor irônico e animação naturalista em APOLLO 10 E MEIO: AVENTURA NA ERA ESPACIAL.
Em NO CAMINHO DA CURA, o excesso de roteirização transforma o que seria um psicodrama num duvidoso processo de reabilitação.
MIRADOR adota uma linguagem econômica e elegantemente elíptica, na qual transparece o senso de observação humana e do melhor cinema independente contemporâneo.
HIROSHIMA, de 1953, faz uma impressionante evocação da tragédia através do trauma em crianças e famílias, além de criticar o militarismo do império japonês.
Meu vídeo da viagem à Anatólia (Turquia): Kuşadasi, à beira do Mar Egeu, Pamukkale e Hierápolis.
Entre a comédia e o drama, LIMBO retrata o desenraizamento de um grupo de refugiados numa remota ilha escocesa.
Um homem preso num prédio misterioso. No dinamarquês O PENÚLTIMO, a angústia existencial ganha uma forma expressionista e kafkiana.
São muitos os fatores que fornecem a LICORICE PIZZA um charme irresistível. Um charme que, a meu ver, compensa sua relativa trivialidade de fundo.
Como exemplar puro de filme de gênero, A PRINCESA DA YAKUZA poderia ser excitante se tivesse alguma consistência dramática por trás da carnificina competente.
DORMIR ASSIM COMO SONHAR foi rodado no Japão em 1987, mas evoca duas fases anteriores da história do cinema. É um filme noir silencioso apresentado como comédia.
Exposição do Cineduc convida à imersão e à interação com os primórdios da imagem em movimento.
No livro EU QUE AMAVA TANTO O CINEMA, Marcelo França Mendes dá o seu relato pessoal, doce-amargo e bem-humorado da aventura do Circuito Estação.
Através do destino de uma família, WHITE BUILDING desenha um quadro melancólico das transformações sociais por que passa o Camboja em busca de ideais de desenvolvimento.
Resgate arqueológico do cinema iraniano pré-aiatolás, Chess of the Wind sugere um Lúcio Cardoso persa. Alegoria da decadência do Irã de Reza Pahlevi.
Um elenco de garotas incrivelmente espontâneas em cena e uma diretora de fina sensibilidade são os grandes trunfos de HISTÓRIAS DE MENINAS, produção espanhola vencedora de seis Prêmios Goya.
Minhas lembranças e meu vídeo da visita a Melbourne (Austrália), uma metrópole vistosa, simpática, elegante e – o melhor de tudo – com uma espécie de portfólio da arquitetura contemporânea.
Mostra no MAM Rio homenageia a memória de Julio Cesar de Miranda.