Festival do Rio: “O Dia da Posse”
O DIA DA POSSE faz uma singela afirmação de saúde na esfera privada em meio à crise sanitária e política por que passa o Brasil no seu plano público.
O DIA DA POSSE faz uma singela afirmação de saúde na esfera privada em meio à crise sanitária e política por que passa o Brasil no seu plano público.
A VIAGEM DE PEDRO não quer ser uma lição de história, mas uma hipótese crítica a respeito de um homem vacilando entre o poder político e a derrocada humana.
Paul Verhoeven faz nunxploitation, mas não se pode negar que BENEDETTA toca habilmente em várias feridas da história europeia.
O documentário SEGREDOS DO PUTUMAYO desvela horrores da violência colonial e leva ao ápice a obra amazônica de Aurelio Michiles.
CASA VAZIA fala de sobrevivência no pampa gaúcho e aposta num exercício de estilo à beira do slow film.
Pela caricatura, através de um véu de sarcasmo, o romeno MÁ SORTE NO SEXO OU PORNÔ ACIDENTAL realça o caráter de uma sociedade, esta sim, pornográfica.
Juntos no festival, dois filmes de Hong Sang-soo mostram até onde o diretor coreano pode chegar em termos de perspicácia (A MULHER QUE FUGIU) e inconsequência (ENCONTROS).
NOVE DIAS é uma espécie de Big Brother metafísico em que almas são selecionadas para ganhar vida na Terra. Tudo de maneira muito prosaica, mas também muito sugestiva.
Ruminação digital em torno da história de uma família disfuncional, CORA investe no defeito da imagem e do som como efeito de real.
À falta de elementos que humanizem os personagens de A SUSPEITA, a tendência é que os acompanhemos como a peças de um jogo de xadrez um tanto frio e mecânico.
UMA BAÍA é um retrato imersivo e multifacetado da Baía de Guanabara através de retalhos de vidas que se desenrolam às suas margens.
Meu palpite é que Apichatpong Weerasethakul fez MEMÓRIA para nos forçar a prestar atenção no som do seu cinema.
BELFAST, de Kenneth Branagh, é crônica familiar narrada com a verve de um grande ator na direção.
O PAI DA RITA vai de Chico Buarque ao Bixiga com uma divertida história de disputa de paternidade.
O LIVRO DOS PRAZERES: A difícil transposição de Clarice Lispector para o cinema
O já clássico TERRA ESTRANGEIRA tem exibição especial da versão recém-restaurada em 4K.
Festival do Rio: Talvez tenha faltado titânio no meu cérebro para apreciar melhor a coleção de bizarrices que compõem TITANE.
VENICE BEACH, CA. ouve as fabulações dos sem-teto que habitam uma praia de Los Angeles.
RIO DOCE é discreto e aparentemente inconcluso na superfície, mas deixa um retrogosto acentuado depois que termina. Muitas famílias brasileiras podem se ver ali representadas.
Mesmo sem ir a cinemas, inicio aqui uma cobertura de filmes do Festival do Rio, a começar por MADRES PARALELAS, de Almodóvar.
PROCURA-SE METEORANGO KID VIVO OU MORTO contextualiza e presta tributo a um clássico do cinema de invenção brasileiro. Vejam online no Festival de Brasília.
Filmar a Amazônia é criar representações duradouras de matas, cidades, tribos e culturas que cobrem 61% do território brasileiro. É penetrar na grande reserva de vida de que o país não pode se descuidar. Meu prefácio do livro organizado por Gustavo Soranz.
Meu vídeo da visita aos antigos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau
ATAQUE DOS CÃES, o bem composto western psicológico de Jane Campion, discute uma ideia complexa de masculinidade, mas atira em mais direções do que consegue atingir.
O documentário MEETING THE BEATLES IN INDIA é uma das grandes atrações do Festival Cinema e Transcendência, que começa hoje online e gratuito.
Tudo é espetáculo em ANNETTE. A ousadia de Leos Carax só se compara a seu pendor para o kitsch e o despautério.
Mostra rara apresenta online o cinema inventivo e politizado de Med Hondo.
OS OSSOS DA SAUDADE procura capturar algo que, na verdade, é inefável. Mas o faz com uma beleza rara entre Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde.
CABEÇA DE NÊGO tem alma insurgente num “corpo” frágil que sofre para sustentar um discurso marcado pelo didatismo.
SOBRE A ETERNIDADE é mais um filme em que o sueco Roy Andersson resfria as angústias humanas, transformando-as em perplexidade ou em suavíssima comicidade.