Causa mortis
Um suspense emocional se instala desde as primeiras cenas de SEM DATA, SEM ASSINATURA, produzido com a ajuda de características virtuosas dos bons filmes iranianos.
Um suspense emocional se instala desde as primeiras cenas de SEM DATA, SEM ASSINATURA, produzido com a ajuda de características virtuosas dos bons filmes iranianos.
Em INFERNINHO, a estética de papel crepom combina bem com a proposta de uma fábula romântica e ao mesmo tempo patética.
TEMPORADA é um poema de amor de André Novais Oliveira a seu lugar e sua gente.
A percepção feminina, no caso de A SOMBRA DO PAI, não resulta num filme emblematicamente “feminino”. Gabriela Amaral Almeida faz um cinema ríspido, seco e desenfeitado, para o bem e para o mal.
Em SALTO NO VAZIO, o périplo da dupla de diretores dá origem a um ensaio romântico e até mesmo épico sobre o sentido das viagens e as distâncias do amor.
Muito ainda se deve falar de OS SONÂMBULOS, um retrato potente e desesperançado destes tempos sombrios e seus destroços. Texto de Paulo Lima.
Festival de Brasília: Paulo Lima escreve sobre OS JOVENS BAUMANN, proposta de calculada ousadia filmada em VHS.
Ilhas baianas e reflexividade cinematográfica aproximam projetos tão díspares quanto o documentário O OUTRO LADO DA MEMÓRIA e a ficção ILHA, exibidos no Festival de Brasília.
UMA QUESTÃO PESSOAL é um bonito exemplo de um cinema dedicado aos dilemas do humano em tempos de conflito e dissolução comunitária.
Sensível e feminista, LUNA garante seu lugar entre os melhores filmes recentes sobre as errâncias das meninas e, ainda assim, o seu poder de afirmação.
A moradia foi tema do documentário PARQUE OESTE e da ficção NEW LIFE S.A., ambos do Centro-Oeste, no Festival de Brasília.
LOS SILÊNCIOS esgueira-se enigmaticamente nas bordas entre fato e ficção e encontra uma distinta personalidade.
DOMINGO poderia ser uma fascinante metonímia de uma burguesia decadente às voltas com sua inércia e seus pequenos vícios. Se não chega a tanto, é talvez pela estrutura quebradiça adotada.
Sobre as estreias brasileiras CAMOCIM e O BANQUETE
DESLEMBRO combina com maestria exposição e introspecção, o prosaico com o profundamente dolorido, a disponibilidade inocente de Joana com a gravidade de um momento histórico.
Anne Fontaine é uma cineasta sensível a temas como afirmação individual e interação solidária, mas a irregularidade de sua carreira inclui pontos fracos como esse MARVIN.
O não verbal potencializa o visual, que é onde TAKARA prefere esculpir sua singela observação de um empreendimento infantil.
YONLU e FERRUGEM tematizam a face perversa da grande rede
Bem de acordo com a personagem retratada, NICO, 1988 é rude, visceral, desorientado, cheio de elipses bruscas.
AS HERDEIRAS é um filme de câmara, quase sempre fechado num pequeno mundo poucas vezes mostrado no cinema.
Como Godard e Luiz Rosemberg Filho, em SIGILO ETERNO Noilton Nunes quer simplesmente falar sobre os temas que afligem sua consciência, para isso usando os personagens e diversas citações como porta-vozes do seu próprio discurso.
O que BENZINHO nos oferece é um filme feito evidentemente com amor e cuidado, desses que não dá pra fazer às pressas.
CAFÉ COM CANELA tem sabor baiano e simpatia universal
COMO É CRUEL VIVER ASSIM: comédia que destoa da vulgaridade e improvisação dominantes no cinema brasileiro corrente e se destaca pela concepção e realização inteligentes.
UNICÓRNIO faz “transpropriação” de Hilda Hilst para o cinema. Ninguém filma como Eduardo Nunes no Brasil
Por mais esmerado que seja na realização, O GRANDE CIRCO MÍSTICO falha, porém, em criar uma liga entre seus muitos fragmentos.
Joaquim Phoenix é o grande atrativo de VOCÊ NUNCA ESTEVE REALMENTE AQUI, thriller narrado em estilhaços.
Em TESNOTA, tudo o mais vira pano de fundo para o desenho da personalidade angustiada e efervescente de Ilana, vivida com rara intensidade pela atriz novata Darya Zhovnar.
Em O ANIMAL CORDIAL, a violência, o sangue e o sexo perdem o valor de realidade e assumem a feição de um ritual dos corpos, algo que flutua entre a cerimônia indígena e o delírio psicótico.
As soluções para cada módulo de CAFÉ passam por clichês de tomada de consciência e regeneração capazes de levar um diabético à emergência hospitalar.