Babel indígena

O CONTATO insinua um certo existencialismo indígena. Uma abordagem engenhosa de heranças culturais sendo ameaçadas e resistindo à saga dos contatos de todo tipo.

Fantasmas do passado

DE PAI PARA FILHO quer ser um “feel good movie” para espantar os fantasmas do passado ou, quem sabe, buscar a ajuda deles. Faltou, contudo, o grão de inspiração que resgataria o filme do seu esquema trivial.

Um velho carvalho chamado Ken Loach

O ÚLTIMO PUB pode vir a ser o derradeiro filme de Ken Loach. Será o possível testamento de um cineasta que, como o pub de TJ Ballantyne, teima em plantar-se como um bastião contra os discursos de intolerância.

Um tiro no estômago

O MAL NÃO EXISTE é um drama sócio-ambiental presunçoso que abusou da minha capacidade de absorver o arbitrário sob a capa do “tema muito importante”.

Uma traça no país das letras

TECA E TUTI – UMA NOITE NA BIBLIOTECA é animação infantil que aposta no humor delicado e no elogio dos livros e da educação, coisa rara em tempos de (in)cultura virtual.

A música delas

A MÚSICA NATUREZA DE LÉA FREIRE é um misto de filme-concerto e documentário biográfico, retrato encantador de uma gigante da música instrumental brasileira. Leia também minhas notas sobre o francês DIVERTIMENTO.

Transvessias

Uma Istambul transgênero aparece dignamente em CAMINHOS CRUZADOS, bonito filme humanista sobre busca e bons sentimentos.

Violência em nome da razão

A instrumentalização dos hospitais psiquiátricos para isolar pessoas indesejadas socialmente recebe mais uma boa abordagem cinematográfica em NINGUÉM SAI VIVO DAQUI.

Memória persistente de um massacre

Toda a concepção de A FLOR DO BURITI foi compartilhada com os krahô. Isso garante um tom sereno e uma estrutura fragmentada, pouco afeita à narratividade branca. Mas não afasta a impressão de um certo déja vu em relação ao que discutem tantos outros filmes recentes sobre a problemática indígena.

Orlando não está só

Como construir uma vida orlandesca, pergunta-se o diretor de ORLANDO, MINHA BIOGRAFIA POLÍTICA. Sua opção é buscar uma narrativa coletiva que contemple as inúmeras “estações” da mudança de gênero.

Mulheres à deriva

SALAMANDRA trata do olhar a um só tempo deslumbrado e fetichizante dos europeus em relação ao chamado Terceiro Mundo.
Em AQUELA SENSAÇÃO QUE O TEMPO DE FAZER ALGO PASSOU, uma sucessão de cenas bem curtas, de humor lacônico, descreve a vidinha sem graça de uma garota nova-íorquina.