Mãe não há só uma

Com ENTRE-LAÇOS, a diretora Naoko Ogigami introduz uma grande novidade no subgênero japonês “haha mono”, de filmes sobre as relações entre mães e filhos. Uma das cinco mães em cena é transgênero.

Mulheres à beira de tudo

PARA TER ONDE IR é um filme profundamente feminino em suas derivas e aberturas para o inesperado. O destino, mais que um objetivo, é um abraço poético na cumplicidade feminina quando o mundo masculino parece tão estranho quanto um disco voador numa praia do Pará.

O filme-greve de Godard

Em UM FILME COMO OS OUTROS (1968), longa sem créditos, sem estrelas e sem qualquer identificação de autoria, Godard fez greve de cinema sem deixar de fazer um filme. Tudo aqui é interrupção e desconstrução.

Um cinema que desconfiava da revolução

Das alegorias de Nelson Pereira dos Santos à anarquia de “O Bandido da Luz Vermelha” e aos impasses de “Memórias do Subdesenvolvimento”, os cinemas brasileiro e cubano viviam 1968 como um ponto de interrogação.

As maluquices de Ismael

A partir de certo ponto, a estranha intensidade de OS FANTASMAS DE ISMAEL se perde numa avalanche de maneirismos e exageros cênicos. A invenção, quando descontrolada, vira simples esquisitice.

Gêneros à japonesa

Dois consagrados cineastas japoneses estão com filmes em cartaz no Brasil. Ambos são “fitas de gênero” (como se dizia antigamente), mas em que se insinuam questões filosóficas e metáforas ao gosto oriental. O melhor deles é O TERCEIRO ASSASSINATO, de Hirokazu Kore-eda, drama criminal tortuoso sobre um assassino que não parece disposto a colaborar com…

Corpos subversivos

Não é sem um certo custo que chegamos, enfim, a compreender que aqueles jovens de A CIDADE DO FUTURO estão tentando fabricar com o próprio corpo um novo projeto de futuro para sua cidade.

Cidade trágica

A riqueza de recursos expressivos e a justeza dos tons de voz da atriz Grace Passô são o principal sustentáculo de PRAÇA PARIS.

Fantasmagoria colonial

Nas duas vezes em que vi ZAMA, precisei me manter em luta constante contra o tédio e para extrair esse fio de história como quem tenta compreender o relato de uma pessoa disléxica.

Um Boyhood entre duas guerras

A força da camaraderie se impõe sobre a tristeza do momento, fazendo A MELHOR ESCOLHA oscilar entre o drama do luto e a comédia de contrastes entre personalidades diferentes.