Caçadas humanas

DESERTO e TERRA SELVAGEM. Dois cenários inóspitos: o deserto da Califórnia e os campos nevados do Wyoming no inverno. Dois caçadores, um do Mal, outro do Bem. Duas visões maniqueístas da questão social: a violência contra os imigrantes clandestinos e contra a mulher indígena. Dois filmes que trabalham a herança do western com resultados decepcionantes.…

A segunda vida de Gabriel

GABRIEL E A MONTANHA, detentor do Prêmio de Revelação na Semana da Crítica de Cannes, transpira entusiasmo, sem nunca assemelhar-se a uma obra de luto. A aventura cinematográfica ali contida é de uma envergadura rara no cinema brasileiro.

12 Cates e 50 manifestos

Um manifesto é um texto que grita. Mas MANIFESTO impressiona mais pela execução cênica e pelo humor obtido de certos contrastes do que pelo uso dos manifestos propriamente.

Pelé para americano ver

Baseado em maniqueísmos e conversões conciliadoras, veiculando imagem export e antiquada de um Brasil requebrante, PELÉ: O NASCIMENTO DE UMA LENDA é pura hagiografia de encomenda.

Os calcanhares sujos de Godard

O que mais chama atenção em O FORMIDÁVEL não é Godard como objeto de um filme de ficção, mas como personagem de uma comédia satírica, um espetáculo industrial todo ao contrário do que ele sempre almejou.

A igreja do diabo

Machado de Assis volta ao cinema com olhar contemporâneo em A COMÉDIA DIVINA, onde Deus é uma mulher negra e o capeta usa ternos bem cortados.

Churchill em visão estreita

Em matéria de decisões difíceis durante a II Guerra, CHURCHILL é o exato oposto de “Dunkirk”. Mas, em vários sentidos, o Primeiro Ministro britânico merecia tratamento melhor.

Festival do Rio: Aspirantes

ASPIRANTES é tanto um filme sobre futebol quanto “2001 – Uma Odisseia no Espaço” é sobre naves espaciais. No primeiro longa de Ives Rosenfeld, o campo e a bola servem apenas como arena onde os dramas do protagonista explodem fisicamente.

Festival do Rio: Unicórnio

UNICÓRNIO tece sem pressa um conto de fadas psicanalítico, em que o Mal não vem de fora, mas dos venenos que se guarda por dentro. Depois do admirável Sudoeste, Eduardo Nunes volta a auscultar a alma feminina e explorar os desvãos do tempo cinematográfico.