A menina que grita

Versão extrema da “criança cheia de vontades”, a protagonista de TRANSTORNO EXPLOSIVO coloca em xeque os limites da empatia dos outros personagens e de nós, espectadores.

O céu pode esperar por Pessoa

Em O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS, Chico Diaz não perdeu a oportunidade de oferecer uma de suas performances ricas em sutilezas e compreensão profunda do papel. No caso, um homem, em certa medida, inexistente.

Pena de vida, pena de morte

Frieza, honra, culpa e sacrifício. Cada um desses elementos carimba uma das quatro histórias contadas magistralmente por Mohammad Rasoulof em NÃO HÁ MAL ALGUM.

Era outra vez na Anatólia

Ao mesmo tempo que conjuga harmonicamente os temas da exploração paterna e das relações de classe, O CONTO DAS TRÊS IRMÃS oferece um espetáculo visual de grande beleza.

Abduzidos pela realidade

Estreando na Netflix, ONTEM HAVIA COISAS ESTRANHAS NO CÉU examina o cotidiano de uma família da Mooca, SP, nos limites entre o documentário e a encenação hipernaturalista, com uma pitada de ficção científica.

Ronda noturna num Rio soturno

BREVE MIRAGEM DE SOL ratifica o lugar de Eryk Rocha como criador de uma linguagem toda própria, que absorve como esponja o ruído do mundo e o integra a uma ficção rarefeita, poética, sutilmente comovente.

Alice no país sem maravilhas

A simples existência de ALICE JÚNIOR, um filme brasileiro sobre adolescente trans, já é um belo atrevimento nos dias que correm. Afora a graça e a legitimidade de Anne Celestino Mota no papel-título.