Casal do fim do mundo

Há quem aprecie e leve a sério os psicodramas exacerbados e alucinatórios de Darren Aronofsky. Não jogo nesse time. MÃE! é mais um desses casos em que a mão pesada do diretor desaba sobre o tema a ponto de esmagá-lo.

Thriller de guarda-pó

Uma mulher quase sozinha contra “o sistema”. 150 MILIGRAMAS é o tipo de história que já chega pronta ao cinema – e, portanto, não oferece muito além dos valores de humanismo e verossimilhança.

Equilíbrio e vertigem

PENDULAR propõe uma observação/discussão dos limites possíveis entre cotidiano e ação artística. Vida em comum e preservação da individualidade. Peso e leveza. Equilíbrio e vertigem. Contiguidade e interseção.

Deserto filosófico

DESERTO, estreia na direção do ator Guilherme Weber, ecoa a tradição das alegorias políticas. O alvo não é mais o Brasil, como nos anos 1970, mas a condição humana e a injustiça social enquanto dados universais.

Menu amargo

Embora prejudicado por um tratamento cinematográfico equivocado, O JANTAR preserva a força do texto original sobre graves questões contemporâneas e destila ironia na ambientação chique.

Do pornô ao pastor, o palhaço o que é?

As concessões ao espetáculo acabam ofuscando qualquer viés crítico à máquina devoradora da cultura de massa. Com isso, BINGO perdeu a chance de ser o grande filme brasileiro sobre a televisão e a embriaguez do sucesso.

Uma Lady Macbeth social

Se uma abordagem feminista, insinuada no início, sai prejudicada pela natureza das ações de Katherine, o foco se concentra no desprezo, na diferença abissal e no entendimento impossível entre patrões e empregados.