Um ex-morto vai à forra nos fascistas
Sem meias palavras, mesclando fantasmagoria com teatro político, A FÚRIA expressionista de Ruy Guerra e Luciana Mazzotti é como uma flecha disparada no pescoço dos fascistas.
Sem meias palavras, mesclando fantasmagoria com teatro político, A FÚRIA expressionista de Ruy Guerra e Luciana Mazzotti é como uma flecha disparada no pescoço dos fascistas.
Feito mais como um capricho de escrita despretensiosa de Jim Jarmusch, PAI MÃE IRMÃO IRMÃ vale principalmente pelo prazer de ver um punhado de atores maravilhosos pontuando minúcias de atuação que envolvem fala, gestos e posturas corporais.
Texto de Kleber Mendonça Filho, de 2013, sobre a presença do cinema de gênero em sua formação.
O díptico MAL VIVER e VIVER MAL forma um testamento magistral do cineasta português João Canijo, um primor de construção dramatúrgica e direção de elenco. No streaming.
Em texto de 2001, João Moreira Salles aprecia a obra de Frederick Wiseman e aponta sua diferença fundamental em relação à tradição do documentário.
“Você materializou, em forma de imagens e edição, o que todo mundo fala na teoria”, disse Jordana Berg sobre o meu vídeo COUTINHO CONVERSA. Saiba mais e assista.
Poucos profissionais do cinema tiveram atuação tão ampla como Silvio Da-Rin. Documentarista talentoso e técnico de som esmerado, ele foi também um pensador sofisticado sobre a história e a teoria do documentário, além de um gestor habilidoso e leal à causa pública. Em cada uma dessas esferas, deixou um exemplo de talento e ética.
LUMIÈRE! A AVENTURA CONTINUA reúne mais 120 “vistas” realizadas pelas equipes dos irmãos Lumière em diversas partes do planeta.
O deslumbramento continua.
Embora reconheça em FOI APENAS UM ACIDENTE um libelo poderoso contra a ditadura iraniana, não vejo ali uma coerência que sustente as curvas dramáticas do filme.
Notas de Paulo Lima sobre os filmes LOCAÇÕES NA PALESTINA, de Pasolini, e ROBERTO ROSSELLINI, MAIS QUE UMA VIDA, no Festival de Cinema Italiano.
A exuberância de Kleber Mendonça Filho no trato com o cinema se sobressai nas pequenas tramas paralelas, nos episódios laterais que contribuem para o painel urbano de O AGENTE SECRETO.
A Ocupação Eduardo Coutinho chega ao IMS de Poços de Caldas (MG).
Já está em pré-venda o primeiro volume dos Contos Reunidos do imenso escritor Victor Giudice. Leiam a orelha que escrevi para o livro.
Costa-Gavras se debruça sobre a morte com a ajuda de Régis Debray em UMA BELA VIDA. Não é assunto agradável, mas necessário e, afinal, incontornável.
Usando cenas filmadas em diferentes épocas, LEVADOS PELAS MARÉS faz um retrato impressionista da mulher chinesa e das transições do próprio país, como de praxe em Jia Zhang-ke.
Na mistura de apuro estético e jocosidade chanchadeira de MÁRIO DE ANDRADE, O TURISTA APRENDIZ, Murilo Salles nos oferece um de seus trabalhos mais instigantes – e um dos mais encharcados de música.
O tenso e transgressor A SEMENTE DO FRUTO SAGRADO já está nos cinemas. É provavelmente o filme mais corajoso e um dos melhores já feitos durante o regime teocrático iraniano.
Estruturando a narrativa de CERRAR LOS OJOS principalmente em 11 longos diálogos, Victor Erice propõe aqui uma meditação sobre o que somos para além dos nossos nomes, e até mesmo de nossos rostos.
Usando cenas filmadas em diferentes épocas, LEVADOS PELAS MARÉS faz um retrato impressionista da mulher chinesa e das transições do próprio país, como de praxe em Jia Zhang-ke.
Na mistura de apuro estético e jocosidade chanchadeira de MÁRIO DE ANDRADE, O TURISTA APRENDIZ, Murilo Salles nos oferece um de seus trabalhos mais instigantes – e um dos mais encharcados de música.
O tenso e transgressor A SEMENTE DO FIGO SAGRADO é provavelmente o filme mais corajoso e um dos melhores já feitos durante o regime teocrático iraniano.
Fernanda Torres está extraordinária, sem dúvida, em AINDA ESTOU AQUI, mas sua atuação se beneficia de tudo o que está ao redor: a excelência na condução de todo o elenco, a vivência da casa e sua tocante despedida, o sentimento de época tão bem evocado nas imagens e nos sons.
O QUARTO AO LADO tem closes magníficos das atrizes, mas patina um bocado, ora em flashbacks esquemáticos, ora nas ruminações repetitivas de Martha em sua desistência de sobreviver.
O Brasil empobrece um bocado sem o olhar de Vladimir Carvalho. O “cabra” nos deixa, mas seus filmes e sua memória já têm sobrevivência garantida entre nós.
Na Mostra de SP, o resgate de AUTO DE VITÓRIA, curta híbrido que Geraldo Sarno considerava mais importante do que “Viramundo”.
Em GOLPE DE SORTE EM PARIS, Woody Allen abusa um pouco do conceito de golpe de sorte com um misto de thriller de adultério e suspense policial. Divertimento sem muita pretensão, mas agradável.
O ÚLTIMO PUB pode vir a ser o derradeiro filme de Ken Loach. Será o possível testamento de um cineasta que, como o pub de TJ Ballantyne, teima em plantar-se como um bastião contra os discursos de intolerância.
Um Jude Law gigantesco e uma Alicia Vikander opaca ilustram o balanço entre eficiência e convencionalismo de FIREBRAND, primeira ficção de Karim Aïnouz em língua estrangeira.
TESTAMENTO põe em cena a impaciência de Denys Arcand com um mundo em crise de gentileza e obsessão pela representatividade.
Cineasta multigêneros, Polanski exercita a comédia rasgada em THE PALACE da forma mais rasteira que se poderia esperar de um autor como ele. O filme não tem previsão de estreia no Brasil.