Dois olhares sobre a imigração

A disseminação dos discursos de ódio e a ascensão da extrema-direita no Brasil são o pano de fundo para PORTO PRÍNCIPE, modesta parábola sobre aceitação e auto-estima.
O ANEL DE EVA arrisca-se ao anacronismo sob o pretexto de que “o passado não dá sossego”. Nasce uma heroína que faz tudo com as próprias mãos.

Um rapto perfeito e um apocalipse frustrante

Com um caso psicanalítico intrigante, RAPTO transpira maturidade e senso de progressão dramática no longa de estreia da francesa Iris Kaltenbäck. Já a veterana Liliana Cavani, autora de filmes poderosos e controversos, liga seu nome a um drama insosso e diletante como A ORDEM DO TEMPO.

Pintando em cima do já pintado

A MUSA DE BONNARD não foge ao figurino das cinebiografias lineares, em que os episódios se sucedem de modo um tanto burocrático. Um traço marcante é a sensualidade que exala de muitas cenas.

Comédia absurda sobre a opressão

O confronto dos cidadãos comuns com as figuras de autoridade ganha tonalidades kafkianas, quase surrealistas, no ácido e divertido CRÔNICAS DO IRÃ. Leiam também uma nota curta sobre JARDIM DOS DESEJOS, de Paul Schrader.

Histórias de pais e filhos

A FILHA DO PALHAÇO é um melodrama peculiar sobre a ausência do pai. Em A METADE DE NÓS, é a ausência do filho suicida que determina uma fratura entre os pais.

Acidente de caça

Woody Allen abusa um pouco do conceito de golpe de sorte nesse misto de thriller de adultério e suspense policial. Divertimento sem muita pretensão, mas agradável.

Adeus, Toni

Acordei hoje sob o abalo da notícia da morte do meu amigo Toni Venturi. Ali estava alguém com quem eu contava para compartilhar o amor pelo cinema e pelas boas causas.

A segunda hora da estrela

Em 1986, quando foi lançado A HORA DA ESTRELA, eu era crítico da revista IstoÉ e ainda me assinava Carlos Alberto de Mattos. Na ocasião, escrevi esse artigo sobre o filme, que está sendo relançado em cópia restaurada esta semana. Não mudaria uma vírgula.