Resisto ergo sum ou o retorno do cinema político
Em ensaio sobre CORINGA, João de Oliveira aproxima o filme de Victor Hugo, Rubem Fonseca e Georges Sorel.
Em ensaio sobre CORINGA, João de Oliveira aproxima o filme de Victor Hugo, Rubem Fonseca e Georges Sorel.
O drama peruano RETABLO e o documentário brasileiro CINE SÃO PAULO relatam personagens que amam e herdam a atividade de seus pais.
A confusão entre ideologia e práticas de um casal branco de esquerda no filme LUTA DE CLASSES.
MEU AMIGO FELA sacode os cinemas com o afrobeat, a contestação e as contradições do músico nigeriano.
O documentário Mama Colonel mostra a forma como uma policial enfrenta a violência contra mulheres e crianças do Congo.
Brilhante em todos os aspectos, infernal na montagem e empolgante na trilha musical, PARASITA é uma parábola sobre a selvageria humana e a preponderância do acaso sobre os planejamentos.
QUANDO A TERRA TREME, média-metragem de Walter Salles, combina documento e ficção no cenário ainda devastado pelo desastre de 2015.
Estou convidando os amigos para o lançamento carioca do meu livro Sete Faces de Eduardo Coutinho nesta terça-feira, a partir das 19h, na Blooks Livraria do Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo.
A ODISSEIA DOS TONTOS se vale dos talentos e valores a que estamos acostumados no cinema de entretenimento inteligente feito na Argentina.
PAPICHA é às vezes ingênuo e sentimental, mas o carisma das atrizes, o ritmo ágil e o impacto de algumas cenas contam a favor desse libelo feminista, que também é um elogio da sororidade perante a tirania.
A CIDADE DOS PIRATAS junta a irreverência iconoclasta de Otto Guerra com a acidez política de Laerte numa enxurrada de inteligência e humor.
Um filme sobre a ideia de mudança, dinâmico e cativante do começo ao fim. Fumaça branca para Fernando Meirelles.
Como seu personagem central, Nadav Lapid também quer ser francês, fazer cinema francês.
Uma ficção no limite do experimento psico-científico e um documentário no limite da ficção
OS PRÍNCIPES foi o penúltimo opus do cinema “enragé” de Luiz Rosemberg Filho, um jorro de virulência dirigido ao espectador e a si mesmo.
A democracia tem sido posta à prova em várias partes do mundo nos últimos anos. O novo documentário de Belisario Franca faz um esforço para tentar compreender o que se passa.
Com curiosidade intelectual, mas não exageradamente acadêmica, Lúcia Nagib e Samuel Paiva se debruçaram sobre filmes de ponta da produção pernambucana e da paulista das décadas de 1990 a 2010 em busca de traços de intermidialidade.
PAPICHA é às vezes ingênuo e sentimental, mas o carisma das atrizes, o ritmo ágil e o impacto de algumas cenas contam a favor desse libelo feminista, que também é um elogio da sororidade perante a tirania.
A dor lescência
O cheiro dos pobres
MEU NOME É DANIEL: Não faltam humor, lucidez e simpatia nesse autorretrato. Com a vantagem de não fazer do filme mais uma ode à superação.
MORTO NÃO FALA poderia ter sido extraído de um conto de Edgar Allan Poe.
Tal como seu personagem, GRETA oscila entre o atrevimento da exposição corporal e a prostração de um punhado de almas sem rumo.
Longe de idealizar a classe operária, EM GUERRA expõe suas fragilidades e, no desfecho surpreendente, a volatilidade da ideia do herói.
O filme de Kleber e Juliano mostra a força da união dos fracos, que se tornam heróis de si mesmos. O blockbuster de Todd Phillips dispara um turbilhão anárquico para gestar um supervilão.
O Naturalismo Integral em FRANS KRAJCBERG: MANIFESTO e o pioneirismo de Ziraldo em A TURMA DO PERERÊ.
Sensível e feminista, LUNA garante seu lugar entre os melhores filmes recentes sobre as errâncias das meninas e, ainda assim, o seu poder de afirmação.
Rara produção da República Dominicana a chegar por aqui (em parceria com Porto Rico e Brasil), O HOMEM QUE CUIDA é um pequeno estudo sobre comportamentos de classe.
O CLUBE DOS CANIBAIS aposta na radicalização da alegoria, tanto no que diz respeito às relações sociais intra e interclasses, quanto na imposição de uma estética do contraste entre luxo e sangue.
Há uma certa ousadia nessa adaptação da novela A FERA NA SELVA, de Henry James, para uma pequena cidade brasileira: a de arriscar-se a parecer anacrônico.