Onde Coringa (des)encontra Bacurau
O filme de Kleber e Juliano mostra a força da união dos fracos, que se tornam heróis de si mesmos. O blockbuster de Todd Phillips dispara um turbilhão anárquico para gestar um supervilão.
O filme de Kleber e Juliano mostra a força da união dos fracos, que se tornam heróis de si mesmos. O blockbuster de Todd Phillips dispara um turbilhão anárquico para gestar um supervilão.
O Naturalismo Integral em FRANS KRAJCBERG: MANIFESTO e o pioneirismo de Ziraldo em A TURMA DO PERERÊ.
Sensível e feminista, LUNA garante seu lugar entre os melhores filmes recentes sobre as errâncias das meninas e, ainda assim, o seu poder de afirmação.
Rara produção da República Dominicana a chegar por aqui (em parceria com Porto Rico e Brasil), O HOMEM QUE CUIDA é um pequeno estudo sobre comportamentos de classe.
O CLUBE DOS CANIBAIS aposta na radicalização da alegoria, tanto no que diz respeito às relações sociais intra e interclasses, quanto na imposição de uma estética do contraste entre luxo e sangue.
Há uma certa ousadia nessa adaptação da novela A FERA NA SELVA, de Henry James, para uma pequena cidade brasileira: a de arriscar-se a parecer anacrônico.
DOMINGO poderia ser uma fascinante metonímia de uma burguesia decadente às voltas com sua inércia e seus pequenos vícios. Se não chega a tanto, é talvez pela estrutura quebradiça adotada.
Ninguém sabe exatamente o que vai encontrar enquanto procura por um ente querido. Os personagens de ONDE QUER QUE VOCÊ ESTEJA demonstram isso de maneira engraçada e comovente.
Notas sobre a Ocupação Eduardo Coutinho e meu livro “Sete Faces de Eduardo Coutinho”.
CAMINHOS MAGNÉTYCOS: A intenção de oferecer uma parábola política sobre a onda fascista que se instalou nesse nosso “Novo Mundo”, se é que existia, se esvai no excesso de invencionices e na ausência de substância.
O documentário ‘Carta para além dos muros’ é vivamente recomendado porque questões que envolvem o HIV e a incidência da Aids, no Brasil, não devem continuar a ser varridas para debaixo do tapete.
FILHAS DO SOL não se enquadra exatamente no gênero filme de guerra. É antes um drama sobre família e maternidade com um conflito no meio.
O fato de ser o primeiro longa do Instituto Querô desperta simpatia pelo projeto de SÓCRATES, o que é em parte confirmado pelo filme.
Ex-parceiro e sempre crítico, Marcelo Ikeda enxerga as belezas e os impasses do coletivo Alumbramento em novo livro.
URUGUAI NA VANGUARDA mostra a história por trás dos avanços sociais e políticos que fizeram o país de José “Pepe” Mujica ser chamado de “Suíça das Américas”.
Chega enfim aos cinemas TORRE DAS DONZELAS, o grande filme político e feminino do ano.
TSÉ: Fábio Kow revirou o seu baú de filmes domésticos e reuniu a família para recontar a incrível história de sua avó Tsecha, uma judia polonesa que sobreviveu ao Holocausto.
A MÚSICA DO TEMPO e O FIM DA VIAGEM, O COMEÇO DE TUDO são filmes que nos transportam para outros mundos.
O Cinesesc vai estrear nesta segunda-feira, às 20:30, o documentário RITO DO AMOR SELVAGEM, que recupera um pouco do que foi o memorável espetáculo homônimo de José Agrippino de Paula e Maria Estela Stockler.
Os temores anti-islâmicos europeus estão na base dramatúrgica de ADEUS À NOITE.
Mesclando fatos e ficção, LEGALIDADE evoca com brio um momento em que o país, ao contrário de hoje, soube defender a democracia.
Com o intuito de criticar o machismo, o doc-fic ‘O Corpo É Nosso!’ aborda o feminismo pela ótica da exposição e da erotização.
Freud não explica muita coisa em A TABACARIA, um típico romance de formação.
VISION, de Naomi Kawase, é um desafio à compreensão racional.
Entre Pasolini e Iñarritu, CHICUAROTES é comédia trágica capaz de persistir na memória por um bom tempo.
A ideia central de YESTERDAY está a dois passos da genialidade e a um passo da tolice.
Em MINHA LUA DE MEL POLONESA, O mau tempo, a gastronomia, a língua, o turismo do Holocausto, o antissemitismo, o vazio demográfico e o apagamento da cultura judaica são motivos de uma duvidosa comicidade.
A escolha de Hollywood em fins dos anos 1960 forneceu a Quentin Tarantino uma conjuntura propícia a explorar várias de suas fixações em ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD.
A pequena Bacurau é facilmente vista agora como representação de uma parte do Brasil que não deveria existir pelos padrões do governo Bolsonaro.
Conto moral sobre a corrupção das tradições culturais pelo dinheiro e pelo poder, PÁSSAROS DE VERÃO promove um encontro engenhoso da etnopoética com a história e o cinema de gênero.