Modigliani, seus amores, suas cores
Embora um tanto dispersivo pelo acúmulo de informações, MALDITO MODIGLIANI não deixa de ser interessante para os amantes da arte.
Embora um tanto dispersivo pelo acúmulo de informações, MALDITO MODIGLIANI não deixa de ser interessante para os amantes da arte.
Notas de Paulo Lima sobre os filmes LOCAÇÕES NA PALESTINA, de Pasolini, e ROBERTO ROSSELLINI, MAIS QUE UMA VIDA, no Festival de Cinema Italiano.
Mesmo sem novidades no menu, O JANTAR merece ser degustado pela doce ironia do humanista Ettore Scola. Numa de suas últimas aparições no cinema, Vittorio Gassman lidera um elenco de dar água na boca. No Festival de Cinema Italiano, online e em salas.
Embora soe mais lacônica do que lírica em boa parte do tempo, essa transposição de O FILHO DE MIL HOMENS vence o maior dos obstáculos: não é uma simples ilustração do enredo.
A exuberância de Kleber Mendonça Filho no trato com o cinema se sobressai nas pequenas tramas paralelas, nos episódios laterais que contribuem para o painel urbano de O AGENTE SECRETO.
Em BRASILIANA – O MUSICAL NEGRO QUE APRESENTOU O BRASIL AO MUNDO, Joel Zito Araújo demonstra o êxito da companhia sem fugir dos aspectos controversos. No canal Curta!
Lançamento carioca do livro O CINEMA EM A PAIXÃO SEGUNDO G.H. será nesta quinta, 6/11, com exibição gratuita do filme. Leia mais no post.
Em 20 episódios, a série RAIZ faz o perfil de artistas afrodescendentes cujo trabalho provocativo e inovador abre fronteiras para a própria arte brasileira.
Notas curtas sobre os filmes CARAMELO, SONHOS e THE MASTERMIND.
A peça UM JULGAMENTO – DEPOIS DE O INIMIGO DO POVO é um evento artístico e político em igual medida, em que Wagner Moura e Christiane Jatahy brilham intensamente.
No Festival de Cinema Italiano, NAPOLI-NEW YORK resgata argumento de Fellini e aposta no apelo nostálgico de filmes do passado.
#SALVEROSA aborda o lado sombrio dos influenciadores infantis com um drama familiar que roça as bordas do thriller de terror.
O mais longevo e mais anarquista poeta estadunidense narra sua vida e seus feitos no documentário O ÚLTIMO BEAT. No streaming da Mostra de SP. Resenha de Paulo Lima.
O documentário SUPER/MAN – A HISTÓRIA DE CHRISTOPHER REEVE navega nas águas da comoção para trazer à tona a história não só de Christopher, mas de sua família.
Em tempos de robôs assumindo o lugar dos homens e a inteligência artificial ocupando espaços antes privilégio da inteligência natural, voltar a FRANKENSTEIN ganha ares de maior atualidade.
Foi o autoconcedido e gozador título aristocrático que conduziu Aparício Torelly pela vida afora. E que vida, agora contada no documentário O BRASIL QUE NÃO HOUVE – AS AVENTURAS DO BARÃO DE ITARARÉ NO REINO DE GETÚLIO VARGAS. Resenha de Paulo Lima
No elegante filme-ensaio FILMAR OU MORRER, Lúcia Nagib monta uma constelação sobre a morte e a sobrevivência de um certo tipo de cinema. O filme está na Mostra de Cinema de SP.
Difícil saber até onde vai o cumprimento da encomenda e até onde chega a intenção de Guilherme de Almeida Prado de sabotar um projeto tão estapafúrdio como A PALAVRA.
Tratando de autismo, UMA MULHER DIFERENTE não tem o diferencial que o eleve acima da média em termos de cinema, mas toca em questões delicadas da vida social em tempos de inclusão .
A Ocupação Eduardo Coutinho chega ao IMS de Poços de Caldas (MG).
Já está em pré-venda o primeiro volume dos Contos Reunidos do imenso escritor Victor Giudice. Leiam a orelha que escrevi para o livro.
A principal força e razão de ser de A VOZ DE HIND RAJAB está já no seu título. É o uso da voz real da menina de seis anos que pereceu sob tiros de soldados israelenses num posto de gasolina de Gaza.
A identificação entre cineasta e personagem é reforçada pela voz da primeira lendo as cartas da segunda. Soa como uma perfeita simbiose em ELIZABETH BISHOP: DO BRASIL COM AMOR.
Em LA GRAZIA, Toni Servillo é a encarnação perfeita desse homem austero e frágil, impávido até a medula, dividido entre suas convicções e os apelos de uma sociedade que quer se mover no tempo.
O ativista Honestino Guimarães tem sua história contada com verve e criatividade em HONESTINO, misto de documentário e ficção de Aurélio Michiles.
Em EU NÃO TE OUÇO, Caco Ciocler eleva um fait-divers da crônica política recente ao nível de um fascinante estudo de personagens.
Flavia Castro inspira-se em experiências da infância em AS VITRINES e Cristiana Grumbach resgata um sarau com Eduardo Coutinho e amizades no curta HABITAR O TEMPO.
Os textos incandescentes de Ezequiel Neves estão no cerne do documentário NINGUÉM PODE PROVAR NADA. O “avô do rock brasileiro” recebe aqui o tributo que merecia. Exagerado e transgressor como ele.
Nos créditos finais de MEU TEMPO É AGORA, a diretora Sandra Werneck se inclui entre as personagens, mulheres hoje com mais de 70 anos e que têm coisas interessantes a dizer sobre o momento em que estão nas suas vidas. Sandra fala através delas – diversas, inteligentes e lúcidas.
O didatismo de MALÊS acaba sendo útil para a segunda metade, quando o filme ganha tônus e os desdobramentos da trama se tornam mais palpitantes.