A morte vista de frente
Costa-Gavras se debruça sobre a morte com a ajuda de Régis Debray em UMA BELA VIDA. Não é assunto agradável, mas necessário e, afinal, incontornável.
Costa-Gavras se debruça sobre a morte com a ajuda de Régis Debray em UMA BELA VIDA. Não é assunto agradável, mas necessário e, afinal, incontornável.
Embora tenha um aspecto de doc-brodagem, interessado mais nas lembranças afetivas que num desenho acabado, CAZUZA: BOAS NOVAS tem seus momentos.
Valeria Bruni Tedeschi convoca nossa empatia até a última cena de ENTRE NÓS, O AMOR. O que talvez pareça um simples filme de mulher em crise acaba evoluindo para algo mais invulgar.
Em FILHOS DO MANGUE, Eliane Caffé trata de questões graves que têm frequentado o cinema brasileiro, mas o faz de maneira original, um tanto oblíqua, sem nada de óbvio.
Na soma de fatos pitorescos e do histórico pormenorizado do nascimento dos AFROSAMBAS, surge um documentário vibrante sobre um momento da nossa grandeza musical. Resenha de Paulo Lima.
EMMANUELLE 50 anos depois: quase duas horas de poses inócuas, cenas mal construídas e uma absoluta falta de tesão, seja sexual, seja cinematográfico.
A ambientação rústica de VERMIGLIO nas montanhas em 1944 sugeria algo na linha dos Taviani, mas logo se vê que a qualidade do argumento é muito inferior.
Foi enviada por engano uma notificação sobre o filme UMA BELA VIDA, cuja resenha só será publicada na próxima semana.
APOCALIPSE NOS TRÓPICOS é uma tentativa de compreender, histórica e miticamente, a ascensão dos evangélicos no Brasil tanto em número de fiéis, como em poder político. Para isso, Petra Costa segue o mandamento fundamental do bom documentário: escolha um personagem e veja o mundo através dele.
Meu vídeo das ruínas maias de Tikal e da cidade de Flores, na Guatemala.
Com interpretações notáveis, inclusive de ator e atriz neurodivergentes, PEDAÇO DE MIM desenvolve um pequeno e habilidoso estudo sobre maternidade, autonomia e formação de família.
É através da Arquitetura que QUANDO O BRASIL ERA MODERNO repassa um vão de tempo da nossa história, quando éramos modernos, ou nos julgávamos destinados a um futuro radioso. Resenha de Paulo Lima.
O maior trunfo de O SILÊNCIO DAS OSTRAS é a caracterização de uma gente marcada para morrer pela exploração capitalista, o envenenamento das águas ou as avalanches de lama.
Meu vídeo de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
O assunto de DREAMS, Urso de Ouro em Berlim, é a paixão de uma aluna de 16 anos por sua professora, mas é também um filme sobre o trânsito entre a escrita e a realidade.
STELLA, VÍTIMA E CULPADA é uma barafunda de personagens e decisões mal embasadas dramaturgicamente, deixando mais lacunas que pistas sobre o comportamento e a consciência de uma mulher judia colaborando com a Gestapo.
O “goiestern” OESTE OUTRA VEZ é de uma originalidade absoluta em termos de cinema brasileiro. Está no streaming e é candidato à minha lista de melhores do ano.
O documentário OUVIDOR conta a história de uma ocupação artística que concretizou uma utopia urbana no centro de São Paulo.
Estava com saudade das peripécias amorosas de Eric Rohmer? Sentia falta de mulheres e casais envolvidos em rede de afetos cheia de curvas e surpresas? Andava à procura de gente que sofre e dessofre dialogando sem parar? Pois sua tristeza terminou. Está em cartaz TRÊS AMIGAS.
Usando cenas filmadas em diferentes épocas, LEVADOS PELAS MARÉS faz um retrato impressionista da mulher chinesa e das transições do próprio país, como de praxe em Jia Zhang-ke.
ANDY WARHOL – UM SONHO AMERICANO é uma excelente introdução à vida e à obra do gênio da Pop Art, didática sem ser aborrecida e penetrante sem ser emaranhada.
Os dez quartos que “invadimos” em EROS revelam o motel como local não só de fazer sexo, mas também de derrubar tabus, se autoconhecer, alimentar romances e rascunhar reflexões. O documentário não vai muito além de uma experiência de voyeurismo, mas na qual o espectador se sente também um voyeur espiritual.
O aflitivo SÍNDROME DA APATIA se inspira em um caso real de poucos anos atrás para tratar de uma doença que já afetou muitas centenas de crianças refugiadas.
O roteiro de A PROCURA DE MARTINA trabalha o contraste entre a fragilidade de uma avó da Plaza de Mayo e o ambiente hostil das quebradas da Zona Norte do Rio.
Minhas notas sobre os filmes MEMÓRIAS DE UM CARACOL e TELEFÉRICO DO AMOR.
Notas sobre o drama OH, CANADÁ e a comédia DAAAAAALÍ!
LAMPIÃO, GOVERNADOR DO SERTÃO devassa as várias versões de um mito duradouro. Mais um belo documentário de Wolney Oliveira. Em cartaz em cinemas de São Paulo, Recife, Aracaju, Maceió e Serra Talhada.
Meu vídeo de Amsterdã, com bicicletas, museus, lanterna mágica e a ponte mais querida.
Mais uma bela voz cinematográfica desponta de Pernambuco com AINDA NÃO É AMANHÃ. São muitas as qualidades desse drama intimista sobre uma jovem periférica que se vê refém de uma gravidez indesejada.
Dois grandes livros de referência saem da gráfica: MEMÓRIA DO CINEMA DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO – HISTÓRIAS DE VIDA e HUMBERTO MAURO, CATAGUASES, CINEARTE. Leia sobre eles.