Em fuga da ditadura etarista

O poder sugestivo das imagens de O ÚLTIMO AZUL não chegou a me convencer quanto à plausibilidade da aventura de Teresa, mesmo considerando os aportes de um realismo fantástico de baixo impacto.

Um deleite para avós e netos

Mesmo que se arrisque a tangenciar a exploração de uma comicidade etarista em SEU CAVALCANTI, Leonardo Lacca confia na afetividade para fazer do avô um personagem amorosamente pitoresco. Em cartaz a partir de 11 de setembro.

Uma chuva de maluquices

O maior problema de A LUZ não é exatamente o absurdo de seu argumento, que bem poderia ser resolvido como comédia. Levado a sério, porém, fica próximo do ridículo.

Nas cordas do sobrenatural

Bem narrado e interpretado, PACTO DA VIOLA arrisca-se a parecer um filme anacrônico na medida em que trata de crendices sertanejas ainda vigentes em meio a um Brasil rural em transformação.

Uma mãe, um pai

Notas sobre A MELHOR MÃE DO MUNDO e PATERNO. Duas classes sociais muito distintas, duas grandes cidades no pano de fundo, dois personagens em situação de risco, dois filmes de grande acuidade social.

Antena metafísica

Apesar de certas qualidades, NADA carece de substância para sua ambição metafísica. Afasta os termos do filme de terror e da ficção científica, mas não oferece muito em troca.

Seria o amor uma commodity?

Por baixo da trama bobinha de AMORES MATERIALISTAS corre uma subcorrente levemente satírica sobre a commoditização do amor em sociedades desenvolvidas que atuam em função de resultados.

Portugal na real

A partir desta quinta-feira, 31 de julho, o Grupo Estação traz ao Rio a mostra Terrinha à Vista, de documentários portugueses contemporâneos. Escrevo aqui sobre o excelente O QUE PODEM AS PALAVRAS e o dissonante CLANDESTINA.

A morte vista de frente

Costa-Gavras se debruça sobre a morte com a ajuda de Régis Debray em UMA BELA VIDA. Não é assunto agradável, mas necessário e, afinal, incontornável.

Uma mãe sob influência

Valeria Bruni Tedeschi convoca nossa empatia até a última cena de ENTRE NÓS, O AMOR. O que talvez pareça um simples filme de mulher em crise acaba evoluindo para algo mais invulgar.

A redenção pela lama

Em FILHOS DO MANGUE, Eliane Caffé trata de questões graves que têm frequentado o cinema brasileiro, mas o faz de maneira original, um tanto oblíqua, sem nada de óbvio.

Apenas um melodrama banal

A ambientação rústica de VERMIGLIO nas montanhas em 1944 sugeria algo na linha dos Taviani, mas logo se vê que a qualidade do argumento é muito inferior.