Suruba de pulsões
Se o inconsciente pulsional dos personagens está bem explícito em diversos níveis, MOTEL DESTINO não parece tão bem sucedido no que diz respeito ao restante da dramaturgia.
Se o inconsciente pulsional dos personagens está bem explícito em diversos níveis, MOTEL DESTINO não parece tão bem sucedido no que diz respeito ao restante da dramaturgia.
Doze diretoras brasileiras vão protagonizar conversas sobre cinema, cinefilia e criação na quarta edição da Mostra Faróis do Cinema, que começa terça-feira, 27/8.
REVOADA conta os estertores do cangaço com as cores fortes do teatro épico.
Ao expor os mecanismos sinistros da ditadura, ENTRELINHAS impressiona pela sua convicção, sobriedade e ótima fatura cinematográfica.
FAVELA DO PAPA reconta um capítulo importante da história do Rio de Janeiro no século XX : o movimento de resistência dos moradores da então chamada Favela do Vidigal contra a ordem de remoção emitida em 1977.
Da programação do 13º Filmambiente, comento os documentários AMAZÔNIA, A NOVA MINAMATA e NÃO HAVERÁ MAIS HISTÓRIA SEM NÓS.
Em FAMÍLIA, dekasseguis desiludidos, guerrilheiros argelinos e japoneses sanguinários povoam uma história recheada de estereótipos.
Em O MENSAGEIRO, Lucia Murat volta a discutir o autoritarismo brasileiro através de um jovem soldado em crise de consciência perante a barbárie dos seus pares.
O CONTATO insinua um certo existencialismo indígena. Uma abordagem engenhosa de heranças culturais sendo ameaçadas e resistindo à saga dos contatos de todo tipo.
O DIABO NA RUA NO MEIO DO REDEMUNHO, de Bia Lessa, vence dois desafios: põe “Grande Sertão: Veredas” em cena com a fibra merecida e pareia cinema e teatro num amálgama deslumbrante.
DE PAI PARA FILHO quer ser um “feel good movie” para espantar os fantasmas do passado ou, quem sabe, buscar a ajuda deles. Faltou, contudo, o grão de inspiração que resgataria o filme do seu esquema trivial.
MAIS PESADO É O CÉU enfoca sensibilidades humanas submersas na carência e na precariedade.
O ÚLTIMO PUB pode vir a ser o derradeiro filme de Ken Loach. Será o possível testamento de um cineasta que, como o pub de TJ Ballantyne, teima em plantar-se como um bastião contra os discursos de intolerância.
Um Jude Law gigantesco e uma Alicia Vikander opaca ilustram o balanço entre eficiência e convencionalismo de FIREBRAND, primeira ficção de Karim Aïnouz em língua estrangeira.
De Jonas a João, do documentário à ficção, FILHO DE BOI trata do desejo de circo e dos apelos do sedentarismo sertanejo.
ESTRANHO CAMINHO pertence a uma tendência muito contemporânea no cinema brasileiro que consiste em mesclar gêneros aparentemente desconexos em busca de um objeto fílmico não plenamente identificado.
Comento o que já vi da grande mostra socioambiental que começa hoje (1/8) em São Paulo.
O MAL NÃO EXISTE é um drama sócio-ambiental presunçoso que abusou da minha capacidade de absorver o arbitrário sob a capa do “tema muito importante”.
De grande empenho documental, LO QUE QUEDA EN EL CAMINO nos dá uma exposição crua da saga de uma família imigrante, mas não nos faz compreender muito bem o fenômeno mais geral.
TECA E TUTI – UMA NOITE NA BIBLIOTECA é animação infantil que aposta no humor delicado e no elogio dos livros e da educação, coisa rara em tempos de (in)cultura virtual.
FAUSTO FAWCETT NA CABEÇA faz uma imersão certeira no jeito de ser e de pensar do bardo de Copacabana.
VOTOS tem acesso a espaços restritos e à palavra de pessoas que optaram pela vida monástica. Mas evitou a esfera mais delicada.
A MÚSICA NATUREZA DE LÉA FREIRE é um misto de filme-concerto e documentário biográfico, retrato encantador de uma gigante da música instrumental brasileira. Leia também minhas notas sobre o francês DIVERTIMENTO.
Em texto especial para o blog, Sérgio Moriconi escava fundo os subtextos de LA CHIMERA.
No documentário FAKIR, Helena Ignez percorre duas décadas de faquirismo no Brasil, destacando astros e estrelas da arte do “jejum e tortura”.
O drama da aceitação entre pais e filhos ganha uma versão extrema em A FILHA DO PESCADOR. Leiam também uma nota sobre CARTA A UN VIEJO MASTER.
O SEQUESTRO DO PAPA retrata a violência espiritual da Igreja no século XIX e tem Marco Bellocchio fustigando mais uma vergonha histórica da Itália.
As novas videoartes de Patricia Niedermeier e Cavi Borges são um deleite para os olhos e os ouvidos.
No lusco-fusco entre verdade e invenção, GASOLINE RAINBOW retrata um momento de deriva juvenil e informalidade na maneira de filmar.
Uma Istambul transgênero aparece dignamente em CAMINHOS CRUZADOS, bonito filme humanista sobre busca e bons sentimentos.
A instrumentalização dos hospitais psiquiátricos para isolar pessoas indesejadas socialmente recebe mais uma boa abordagem cinematográfica em NINGUÉM SAI VIVO DAQUI.