Haddad, o quase presidente
O documentário PARTIDO nos leva de volta ao período 2018-2022 em companhia de Fernando Haddad. É mais um documento daquele tempo triste e esboço de retrato de um brasileiro que nos orgulha.
O documentário PARTIDO nos leva de volta ao período 2018-2022 em companhia de Fernando Haddad. É mais um documento daquele tempo triste e esboço de retrato de um brasileiro que nos orgulha.
Para além da fama de sua diretora e estrela, AINDA TEMOS O AMANHÃ de alguma forma bateu fundo na alma italiana com sua minúscula semente de conscientização e empoderamento das mulheres.
Toda a concepção de A FLOR DO BURITI foi compartilhada com os krahô. Isso garante um tom sereno e uma estrutura fragmentada, pouco afeita à narratividade branca. Mas não afasta a impressão de um certo déja vu em relação ao que discutem tantos outros filmes recentes sobre a problemática indígena.
Como construir uma vida orlandesca, pergunta-se o diretor de ORLANDO, MINHA BIOGRAFIA POLÍTICA. Sua opção é buscar uma narrativa coletiva que contemple as inúmeras “estações” da mudança de gênero.
LÔ BORGES – TODA ESSA ÁGUA é um perfil descontraído, mas bem concatenado, do autor de “O Trem Azul”. Reprisa nesta quarta-feira (3/7) no Canal Brasil.
SALAMANDRA trata do olhar a um só tempo deslumbrado e fetichizante dos europeus em relação ao chamado Terceiro Mundo.
Em AQUELA SENSAÇÃO QUE O TEMPO DE FAZER ALGO PASSOU, uma sucessão de cenas bem curtas, de humor lacônico, descreve a vidinha sem graça de uma garota nova-íorquina.
O que agrada em CASA IZABEL, misto de thriller e comédia queer, é sobretudo sua hipótese dramática e sua abertura para ancorar o delírio.
TESTAMENTO põe em cena a impaciência de Denys Arcand com um mundo em crise de gentileza e obsessão pela representatividade.
Sessão especial nesta quarta (26/6) exibe seus quatro curtas sintéticos, repletos de pesquisa formal e realizados com um apuro estético fora do comum.
Mais próximo da poesia que da prosa, mais para o enigma que para o esclarecimento, O ESTRANHO decola do aeroporto rumo às origens de Guarulhos.
Um ar de sinceridade radical dá concretude às quatro personagens de TUDO O QUE VOCÊ PODIA SER.
A disseminação dos discursos de ódio e a ascensão da extrema-direita no Brasil são o pano de fundo para PORTO PRÍNCIPE, modesta parábola sobre aceitação e auto-estima.
O ANEL DE EVA arrisca-se ao anacronismo sob o pretexto de que “o passado não dá sossego”. Nasce uma heroína que faz tudo com as próprias mãos.
Com um caso psicanalítico intrigante, RAPTO transpira maturidade e senso de progressão dramática no longa de estreia da francesa Iris Kaltenbäck. Já a veterana Liliana Cavani, autora de filmes poderosos e controversos, liga seu nome a um drama insosso e diletante como A ORDEM DO TEMPO.
Série NA TRILHA DO SOM conversa com quem faz música para filmes no Brasil. O média-metragem SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO VIGIADO põe em discussão o reconhecimento facial.
ASSASSINO POR ACASO é bobo e implausível, mas é também um divertimento eficaz que mescla comédia, romance e uma trama típica de filme noir.
13 SENTIMENTOS faz uma crônica de amores possíveis na “loteria” dos encontros contemporâneos. A ESTAÇÃO é uma vaga alegoria sobre as improbabilidades do destino.
Cineasta multigêneros, Polanski exercita a comédia rasgada em THE PALACE da forma mais rasteira que se poderia esperar de um autor como ele. O filme não tem previsão de estreia no Brasil.
A MUSA DE BONNARD não foge ao figurino das cinebiografias lineares, em que os episódios se sucedem de modo um tanto burocrático. Um traço marcante é a sensualidade que exala de muitas cenas.
GRANDE SERTÃO assumiu grande risco. Como cinema, só faltou um propósito maior que superasse o mero alvoroço cênico e a ênfase na selvageria.
No seu livro UMA PSICANÁLISE ERRANTE, Miriam Schnaiderman mergulha na sua própria experiência de psicanalista e documentarista.
O confronto dos cidadãos comuns com as figuras de autoridade ganha tonalidades kafkianas, quase surrealistas, no ácido e divertido CRÔNICAS DO IRÃ. Leiam também uma nota curta sobre JARDIM DOS DESEJOS, de Paul Schrader.
TODA NOITE ESTAREI LÁ e DISFARCE DIVINO lidam com a política de gênero das igrejas: pessoas transgênero enfrentam ou driblam interdições para professar sua fé.
A FILHA DO PALHAÇO é um melodrama peculiar sobre a ausência do pai. Em A METADE DE NÓS, é a ausência do filho suicida que determina uma fratura entre os pais.
MUNDO NOVO mostra quando o afeto esbarra nas conveniências e provoca o afastamento entre as pessoas. A FESTA DE LÉO é um salve às guerreiras do Vidigal.
Sem a preocupação de explicar Kiefer, o documentário de Wim Wenders se concentra em expor virtualmente a diversidade, a rusticidade e a dimensão colossal da obra. O filme ainda não tem data de estreia no Brasil.
Em CONTO DE FADAS, as “estrelas” são Hitler, Stálin, Mussolini e Churchill, todos revividos (melhor seria dizer remortos) pela tecnologia deepfake.
Luís Ospina foi um visionário que sacudiu o bom-mocismo do documentário latino-americano de sua época. OSPINA CALI COLÔMBIA deixa um bom registro do seu legado.
Woody Allen abusa um pouco do conceito de golpe de sorte nesse misto de thriller de adultério e suspense policial. Divertimento sem muita pretensão, mas agradável.
Em texto exclusivo para o blog, Gianluca Cosentino conta como foi a sessão de “Lula” em Cannes e analisa criticamente o documentário de Oliver Stone.
Acordei hoje sob o abalo da notícia da morte do meu amigo Toni Venturi. Ali estava alguém com quem eu contava para compartilhar o amor pelo cinema e pelas boas causas.