Curvas e cacos da modernidade
É através da Arquitetura que QUANDO O BRASIL ERA MODERNO repassa um vão de tempo da nossa história, quando éramos modernos, ou nos julgávamos destinados a um futuro radioso. Resenha de Paulo Lima.
É através da Arquitetura que QUANDO O BRASIL ERA MODERNO repassa um vão de tempo da nossa história, quando éramos modernos, ou nos julgávamos destinados a um futuro radioso. Resenha de Paulo Lima.
O maior trunfo de O SILÊNCIO DAS OSTRAS é a caracterização de uma gente marcada para morrer pela exploração capitalista, o envenenamento das águas ou as avalanches de lama.
Meu vídeo de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
O assunto de DREAMS, Urso de Ouro em Berlim, é a paixão de uma aluna de 16 anos por sua professora, mas é também um filme sobre o trânsito entre a escrita e a realidade.
STELLA, VÍTIMA E CULPADA é uma barafunda de personagens e decisões mal embasadas dramaturgicamente, deixando mais lacunas que pistas sobre o comportamento e a consciência de uma mulher judia colaborando com a Gestapo.
O “goiestern” OESTE OUTRA VEZ é de uma originalidade absoluta em termos de cinema brasileiro. Está no streaming e é candidato à minha lista de melhores do ano.
O documentário OUVIDOR conta a história de uma ocupação artística que concretizou uma utopia urbana no centro de São Paulo.
Estava com saudade das peripécias amorosas de Eric Rohmer? Sentia falta de mulheres e casais envolvidos em rede de afetos cheia de curvas e surpresas? Andava à procura de gente que sofre e dessofre dialogando sem parar? Pois sua tristeza terminou. Está em cartaz TRÊS AMIGAS.
Usando cenas filmadas em diferentes épocas, LEVADOS PELAS MARÉS faz um retrato impressionista da mulher chinesa e das transições do próprio país, como de praxe em Jia Zhang-ke.
ANDY WARHOL – UM SONHO AMERICANO é uma excelente introdução à vida e à obra do gênio da Pop Art, didática sem ser aborrecida e penetrante sem ser emaranhada.
Os dez quartos que “invadimos” em EROS revelam o motel como local não só de fazer sexo, mas também de derrubar tabus, se autoconhecer, alimentar romances e rascunhar reflexões. O documentário não vai muito além de uma experiência de voyeurismo, mas na qual o espectador se sente também um voyeur espiritual.
O aflitivo SÍNDROME DA APATIA se inspira em um caso real de poucos anos atrás para tratar de uma doença que já afetou muitas centenas de crianças refugiadas.
O roteiro de A PROCURA DE MARTINA trabalha o contraste entre a fragilidade de uma avó da Plaza de Mayo e o ambiente hostil das quebradas da Zona Norte do Rio.
Minhas notas sobre os filmes MEMÓRIAS DE UM CARACOL e TELEFÉRICO DO AMOR.
Notas sobre o drama OH, CANADÁ e a comédia DAAAAAALÍ!
LAMPIÃO, GOVERNADOR DO SERTÃO devassa as várias versões de um mito duradouro. Mais um belo documentário de Wolney Oliveira. Em cartaz em cinemas de São Paulo, Recife, Aracaju, Maceió e Serra Talhada.
Meu vídeo de Amsterdã, com bicicletas, museus, lanterna mágica e a ponte mais querida.
Mais uma bela voz cinematográfica desponta de Pernambuco com AINDA NÃO É AMANHÃ. São muitas as qualidades desse drama intimista sobre uma jovem periférica que se vê refém de uma gravidez indesejada.
Dois grandes livros de referência saem da gráfica: MEMÓRIA DO CINEMA DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO – HISTÓRIAS DE VIDA e HUMBERTO MAURO, CATAGUASES, CINEARTE. Leia sobre eles.
Dirigido à plateia adolescente, OS DRAGÕES lida com realismo fantástico e horror corporal, tentando articular com esses elementos uma crítica ao conservadorismo de uma pequena cidade gaúcha.
Em TERREMOTO EM LISBOA, o que parece um ensaio de filme-catástrofe na verdade se resume a uma discussão sobre ética científica e responsabilidade social.
A história desse excepcional fotógrafo sul-africano, contada em paralelo com a luta anti-apartheid, merece ser conhecida, ainda que com as limitações do documentário ERNEST COLE – ACHADOS E PERDIDOS, premiado em Cannes.
ENTRE DOIS MUNDOS procura levantar uma discussão sobre ética no trabalho literário. O escritor deve revelar-se aos seus modelos ou manter-se disfarçado para melhor assimilar a verdade do universo que pretende representar?
Série NA TRILHA DO CINEMA vai tratar do complexo de sons e trabalhos que compõem a trilha sonora dos filmes brasileiros.
Mesclando melodrama e trama policial, A MULHER QUE NUNCA EXISTIU entretém e joga luzes sobre uma realidade muito particular da Tunísia.
Um personagem submetido às agruras da imigração ilegal e da precarização do trabalho, um olhar generoso para os excluídos da modernidade e um jeito de filmar tão realista que se aproxima do documentário. A HISTÓRIA DE SOULEYMANE é de tirar o fôlego e cortar o coração.
Dois documentários trazem Rita Lee (1947-2023) de volta às nossas conversas. Eu e Paulo Lima resenhamos RITAS e RITA LEE: MANIA DE VOCÊ.
Apesar de não ter “comprado” alguns elementos de sua fabulação, não posso deixar de reconhecer que MANAS é um trabalho denso, grave e extremamente bem realizado.
O CANGACEIRO DA MOVIOLA é tanto mais efetivo quanto procura honrar o ofício de Severino Dadá. Ou seja, é um filme de montagem.
Mpumalanga é uma das regiões naturais mais atraentes da África do Sul. Conheça-a no meu vídeo.