Uma noite para não esquecer

MEU BOLO FAVORITO toca em emoções fortes e contrastantes, além de desafiar diversos tabus da representação de gente comum no Irã. Seus diretores estão sob custódia policial.

A teocracia dentro de casa

O tenso e transgressor A SEMENTE DO FRUTO SAGRADO já está nos cinemas. É provavelmente o filme mais corajoso e um dos melhores já feitos durante o regime teocrático iraniano.

Quem ama Baby?

Minhas impressões sobre BABY
e pílulas preguiçosas sobre UMA ALEGORIA URBANA, HISTÓRIAS QUE É MELHOR NÃO CONTAR e COMO GANHAR MILHÕES ANTES QUE A AVÓ MORRA.

Realismo pós-socialista

O estado de coisas da Romênia está plasmado por um filtro anárquico e sarcástico em NÃO ESPERE MUITO DO FIM DO MUNDO. O pós-socialismo conferiu ao país um lugar de subalternidade, que um filme como esse pretende exorcisar por catarse.

A face obscura de uma utopia

Didaticamente, o thriller jornalístico ENCONTRO COM O DITADOR adiciona uma camada interessante ao painel histórico construído por Rithy Panh em sucessivos filmes, mas não tem o gume dos seus bons documentários sobre o genocídio do Camboja.

Uma joia da animação eslava

Na fronteira entre o realismo live action e a transcendência das artes plásticas, CAMPONESES é uma joia que mereceria exibição em tela de cinema. Por ora, está só no streaming.

Uma noite para não esquecer

MEU BOLO FAVORITO toca em emoções fortes e contrastantes, além de desafiar diversos tabus da representação de gente comum no Irã. Seus diretores estão sob custódia policial.

O cinema ainda pode operar milagres?

Estruturando a narrativa de CERRAR LOS OJOS principalmente em 11 longos diálogos, Victor Erice propõe aqui uma meditação sobre o que somos para além dos nossos nomes, e até mesmo de nossos rostos.

Três atos de um casal na China

Usando cenas filmadas em diferentes épocas, LEVADOS PELAS MARÉS faz um retrato impressionista da mulher chinesa e das transições do próprio país, como de praxe em Jia Zhang-ke.

A bordo do barco modernista

Na mistura de apuro estético e jocosidade chanchadeira de MÁRIO DE ANDRADE, O TURISTA APRENDIZ, Murilo Salles nos oferece um de seus trabalhos mais instigantes – e um dos mais encharcados de música.

A graça que brota do comum

Em MAIS UM DIA, ZONA NORTE, Allan Ribeiro vai buscar sementes de criatividade e graça que brotam na existência comum, num dia qualquer, em qualquer ponto da cidade.
No curta EU FUI ASSISTENTE DE EDUARDO COUTINHO, uma homenagem que brinca com as escolhas do cinema.

Arca sem Noé

Aventura de sobrevivência, FLOW cativa o público principalmente pelo tratamento que dá a seus bichos-personagens.

Uma imensa paisagem

Além de nos presentear com a verve provocante das falas de Heloísa (ex-Buarque de Hollanda), O NASCIMENTO DE H. TEIXEIRA fornece um fluxo precioso de imagens da contracultura nas últimas sete décadas.