Dívidas de uma amizade
Uma complexa relação de amizade entre dois homens está na base de NOSTALGIA, filme indicado pela Itália para concorrer ao Oscar 2023. Indagações sobre os caminhos do afeto quando este é atropelado pelos fatos e pelo medo.
Uma complexa relação de amizade entre dois homens está na base de NOSTALGIA, filme indicado pela Itália para concorrer ao Oscar 2023. Indagações sobre os caminhos do afeto quando este é atropelado pelos fatos e pelo medo.
Mais que propor um estudo sobre a disponibilização do corpo e o bordel como laboratório literário, A CASA DOS PRAZERES oferece muita nudez e um tanto de sexo quase explícito. Ou seja, mais o material bruto que a obra pronta.
PÉROLA é um filme tecnicamente bem resolvido e de comunicação fácil, mas tem seu humor prejudicado por uma encenação exacerbada e ruidosa demais.
MARINHEIRO DAS MONTANHAS e NARDJES A., dois filmes de Karim Aïnouz chegam juntos aos cinemas. Escrevi sobre eles.
O crítico Sergio Moriconi analisa EO, de Skolimowski, em relação com A GRANDE TESTEMUNHA, de Bresson, e a extinção dos burricos na paisagem brasileira.
Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, chega enfim aos cinemas.
A onda de simpatia que cercava Claudinho e Buchecha deve certamente se estender para NOSSO SONHO, filme que aceita jogar o jogo de um cinema popular com dignidade e competência.
Pinochet é um vampiro às voltas com a ganância da família e a “ingratidão” do Chile em O CONDE. A fábula gótica de Pablo Larraín é inquietante, embora também um pouco óbvia e caricata. Na Netflix.
Em texto publicado aqui em primeira mão, o crítico, curador, programador e cineasta Sergio Moriconi lança a RETRATOS FANTASMAS um olhar de longo alcance, abordando tradições culturais e artísticas de Recife.
Ontem (12/9) o Irã comemorou o Dia Nacional do Cinema em reconhecimento ao impacto causado pelos filmes do país após a Revolução Islâmica. Para marcar a data, publico minhas impressões sobre SILENT HOUSE, filme exibido no festival É Tudo Verdade deste ano.
Em CODINOME CLEMENTE, um comandante da luta armada dá sua visão desassombrada e sem remorsos do combate à ditadura pós-1964.
O filme de Eva Vitija revela não só o universo de uma grande escritora, para quem a literatura era “um substituto de vida”, mas também de uma época. Resenha de Paulo Lima.
ANDANÇA tem o mérito inegável de trazer a público os materiais coletados por Beth Carvalho com sua câmera. CAFI esboça o caráter de um dos fotógrafos mais amados pelos artistas brasileiros.
As mulheres têm um lugar quase apenas decorativo em AS OITO MONTANHAS, pois não há espaço para elas em tal elogio do afeto e do ethos masculino.
Uma energia muito boa pulsa na maneira de filmar e montar as cenas de PARA ONDE VOAM AS FEITICEIRAS, mas não afasta o risco da caricatura e da diluição da política.
Neste sábado, 2 de setembro, a incansável Marialva Monteiro lança seu livro Cineduc – História e Memória, que aborda mais de 50 anos de vivências nessa instituição que ela ajudou a criar e tornar imprescindível. Eu tive a honra e o prazer de assinar o prefácio.
Pai e esposa de Assange estão à frente de ITHACA – A LUTA DE ASSANGE, documentário que faz a defesa de Julian sem estardalhaço editorial.
Notas sobre os filmes O ACIDENTE e CORDIALMENTE TEUS
Yanomamis, guaranis e outras nações apresentam seus novos filmes no festival paulista com algumas opções online.
A Academia Brasileira de Cinema festeja Vladimir Carvalho com uma homenagem e um livro.
Notas sobre os filmes PASSAGENS e RAQUEL 1:1
EAMI, filme paraguaio vencedor de Roterdã, tem montagem de Jordana Berg e uma mitopoética da tragédia indígena.
AS TRÊS VIDAS DE FRIEDA WOLFF transcende o mero interesse étnico e, apesar de sua modéstia formal, diz bastante sobre o amor pela pesquisa e um percurso singular no âmbito da imigração.
A forte trajetória do rapper e mega-empresário Giwar Hajabi aparece em RHEINGOLD comprometida por um roteiro descosido e cheio de lugares comuns.
Notas sobre dois filmes que envolvem astronomia: ASTEROID CITY e O ESPAÇO INFINITO.
A rigor, RETRATOS FANTASMAS não trata de assuntos novos. Ainda assim, o filme-ensaio de Kleber Mendonça Filho nos chega com um frescor extraordinário porque dribla o óbvio e se sustenta na inteligência do realizador.
“Eu me filmo, logo existo”. AZNAVOUR POR CHARLES conta a vida de um homem que queria ver/filmar tanto quanto era visto, ouvido e admirado.
Longas discussões e recursos de divulgação científica tornam o filme de Christopher Nolan gongórico e afetado.
DISCO BOY: CHOQUE ENTRE MUNDOS é uma embromação da má consciência europeia em relação aos imigrantes. Um filme obscuro e vazio, com um roteiro que não se sustenta em pé.
DEPOIS DE SER CINZA é um curioso drama relacional passado entre o Brasil e a Croácia. Tem muitas qualidades a contrapor a um certo esvaziamento dramático. No mesmo artigo, uma nota sobre 7 CAIXAS, uma joia do cinema paraguaio.