Vera à vera
AS QUATRO IRMÃS é capaz de encantar com a dinâmica da família de Vera Holtz, a verve de um diretor criativo e a imersão na personalidade de uma grande atriz.
AS QUATRO IRMÃS é capaz de encantar com a dinâmica da família de Vera Holtz, a verve de um diretor criativo e a imersão na personalidade de uma grande atriz.
IMPERMANÊNCIA é uma ótima introdução à figura carismática de Márcio Cunha e sua dança visceral. Estreia na Mostra Cavídeo 26 Anos.
Vamos dar um tempo em Barbienheimer e curtir Kleinschwitz, as novas atrações de Patricia Niedermeier e Regina Miranda na Mostra Cavídeo 26 Anos.
Quase 60 anos depois, um documentário revisita as locações do clássico português “Os Verdes Anos”. Seria um belo ensaio sobre permanência e transformação caso as imagens de hoje fossem justapostas às cenas do filme de Paulo Rocha.
ATÉ AMANHÃ no Irã atual e BLUE JEAN na Inglaterra de 1988: o ultraconservadorismo é para ser assimilado ou enfrentado?
Vanguardista no retrovisor, Julio Bressane tenta atar as duas pontas do tempo em CAPITU E O CAPÍTULO.
Por mais que os enunciados feministas sejam claros e o deboche da masculinidade seja divertido, a mercomédia BARBIE não consegue esconder seu contorcionismo para que a boneca apareça como símbolo de empoderamento feminino.
FOGO-FÁTUO, fantasia musical queer assinada pelo português João Pedro Rodrigues, está sendo exibido com o curta brasileiro FANTASMA NEON, uma pequena obra-prima.
MÁQUINA DO DESEJO é um belo esforço de pesquisa e montagem que traz a história do Teatro Oficina sem ceder ao didatismo.
A iniciativa de retirar A PRAGA do baú de coisas inacabadas é louvável, mas nenhuma maquiagem iria disfarçar a indigência do original de José Mojica Marins.
A plataforma gratuita SESC Digital está disponibilizando até 13 de agosto os três documentários realizados por Evaldo Mocarzel, entre 2002 e 2008, com pessoas à margem da sociedade dita organizada. Reproduzo abaixo os textos que produzi sobre cada um dos filmes em suas respectivas épocas.
Em A NOITE DO DIA 12, Dominique Moll nos deixa com uma especulação genérica sobre a violência contra mulheres, que estaria na base de um sistema de papéis de gênero, obsessões e toxicidade.
Notas curtas sobre a série O CASO ESCOLA BASE e o longa A ESPERA DE LIZ.
O nome de Walter Lima Jr. na direção, juntamente com Dario Menezes, desperta a atenção para o documentário de longa metragem RIO, DO BARROCO AO CONTEMPORÂNEO – UM MUSEU A CÉU ABERTO
O CRIME É MEU, nova comédia de François Ozon, é um divertimento ligeiro que veicula uma versão sardônica e amoral do empoderamento feminino.
CANÇÃO AO LONGE delineia um tênue retrato de mulher, um pouco assim como quem dispõe as vigas de uma construção, mas não a preenche totalmente, deixando que os vãos fiquem expostos porque neles pode existir certa beleza.
Marcelo Pedroso lança, primeiro no Nordeste, a versão remontada de POR TRÁS DA LINHA DE ESCUDOS, seu polêmico documentário sobre a tropa de choque de Recife.
DIREITO DE SONHAR é um filme forte e comovente ao reunir a infância e a arte como antídotos à realidade dura de uma cidade que há muito deixou de ser maravilhosa.
Em A SINDICALISTA e UMA VIDA SEM ELE, Isabelle Huppert reitera a persona que criou no cinema: a mulher imune a emoções fáceis, elétrica nos gestos e reações.
Notas sobre os filmes LA PARLE e THE LUNCHBOX.
Em SEUS OSSOS E SEUS OLHOS, Caetano Gotardo dá continuidade a uma busca bastante pessoal: a maneira como o movimento dos corpos diz alguma coisa a respeito de memória, emoção e imaginação.
Pedro Amorim administra um cruzamento de pistas dramatúrgicas com a categoria de exímio skatista. DERRAPADA tem ritmo impecável, com inserções oportunas de humor em meio aos momentos mais tensos e toques de animação maneiros.
Dois novos filmes de Cavi Borges estão estreando em festivais: BAILE SOUL e OTÁVIO III – O IMPERADOR. Escrevi sobre eles.
Um diretor estadunidense consegue escapar às piores armadilhas do favela movie em PACIFICADO, filme premiado no Brasil, em Cuba e na Espanha.
Não é sempre que vemos um filme de família com tal equilíbrio entre afeto e alguma mágoa. Sem julgar nem acusar os pais, Marcos Yoshi fez em BEM-VINDOS DE NOVO um raro trabalho de ourivesaria humana.
Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, está no Festival In-Edit.
DE HUMANI CORPORIS FABRICA não está interessado em dramaturgia, nem tampouco em esclarecimento científico. A abordagem está entre a tecnicalidade médica e a experimentação visual de mau gosto.
Em duas horas e meia de louvor à sororidade e à tolerância, com um apetite cinematográfico fora do comum, A VOZ DO EMPODERAMENTO justifica a admiração generalizada pelo cinema popular de Mumbai.
Cao Guimarães é um poeta da fenomenologia das imagens e do tempo. Sabe que a ESPERA tem muitos sentidos.
CORPOLÍTICA se vale das campanhas de quatro candidates à vereança em 2020 para propor uma discussão ampla sobre representatividade LGBTQIA+ na política brasileira.