O festival mais saboroso do país
Resenhas de Paulo Lima sobre seis documentários exibidos na 10ª edição do Slow Filme Festival em Brasília.
Resenhas de Paulo Lima sobre seis documentários exibidos na 10ª edição do Slow Filme Festival em Brasília.
A vulgaridade das personagens de MULHERES ARMADAS, HOMENS NA LATA acaba fornecendo também a sua dose de simpatia e humanidade, numa espécie de reação selvagem do proletariado de saias.
Em VERMELHO SOL, a atmosfera de intoxicação social é palpável na maneira como Naishtat arma suas cenas, explorando o suspense dos tempos lentos e a fria precisão das tomadas do fotógrafo brasileiro Pedro Sotero.
O AMIGO DO REI é uma peça contundente de acusação sobre a tragédia de Mariana, mas sabotada pela poluição cinematográfica.
A mostra Cavídeo 22 Anos exibe nesta sexta-feira o curta NA ROTA DO VENTO e o longa URUGUAI NA VANGUARDA. Leia sobre eles
FADO TROPICAL abre a mostra que traz sete novos longas e sete curtas
ABAIXO A GRAVIDADE: uma Bahia poética, hedonista, delirante, sincrética e mágica.
Em cartaz nos IMS, BLOQUEIO viu o caldo fascista germinar na greve dos caminhoneiros.
LIVRE PENSAR é um retrato sucinto e acurado dessa mulher franca e independente, que impõe suas ideias pela força da convicção.
NO CORAÇÃO DO MUNDO é mais uma vitória do cinema de Minas, ainda que, dessa vez, com um filme sobre as dinâmicas do fracasso.
A SERPENTE é mais um teste para a permanência da obra de Nelson Rodrigues no cinema. Resta o prazer de reencontrá-lo debaixo dos tratamentos às vezes exasperados com que se pretende renová-lo.
Em O PROFESSOR SUBSTITUTO, fala-se de uma geração de jovens impregnada de informação e com um senso trágico de convicção, a cujas razões os adultos não têm acesso.
Atração do Anima Mundi reconstitui contradições das filmagens de documentário clássico de Buñuel.
JORNADA DA VIDA parece um “Central do Brasil” desidratado de toda emoção.
O BAR LUVA DOURADA traz um psicopata condenado à barbárie e à derrota, um pequeno ogro tão truculento quanto vulnerável.
O Anima Mundi traz pela primeira vez uma competição de documentários animados. Leia sobre eles.
A pequena China brasileira neoliberal do jeans soberbamente retratada em ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR.
O MÉTODO discute o documentário nesta quarta, às 21h30, no Canal Curta!
No documentário sobre Neville d’Almeida, um personagem encontra a melhor maneira de ser retratado.
BOAS INTENÇÕES faz a sátira de um altruísmo ingênuo, que gera resultados às vezes pífios ou mal-entendidos lamentáveis.
A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS é um conto filosófico, uma história de conflito de gerações e uma parábola sobre a dificuldade de se entender o outro e aceitá-lo com suas imperfeições.
Até o dia 29 de julho, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, tem duas salas dedicadas aos “Cinepoemas” de Carlos Adriano.
CYRANO MON AMOUR combina teatro clássico e vaudeville num engenhoso exercício de metateatro.
DIVINO AMOR é uma fantasia bastante inventiva e eficaz no que diz respeito ao mundo do casal e seu pequeno entorno, mas falha em sugerir uma abertura maior para a sociedade brasileira.
Suntuosamente produzido e realizado, NUNCA DEIXE DE LEMBRAR é um misto de drama familiar e thriller sobre um segredo que atravessa décadas da história alemã.
Mui italianamente, o aspecto emocional termina por se sobrepor a uma análise mais contextualizada em SANTIAGO, ITÁLIA.
DESLEMBRO combina com maestria exposição e introspecção, o prosaico com o profundamente dolorido, a disponibilidade inocente de Joana com a gravidade de um momento histórico.
DEMOCRACIA EM VERTIGEM: Implicando a si mesma e a sua família, Petra Costa mostra como o Brasil passou da esperança democrática ao autoritarismo popular.
Paulo Lima resenha para o blog THE ROLLING THUNDER REVUE, de Scorsese.
Apesar da inspiração pessoal do cineasta, DOR E GLÓRIA me pareceu um filme pouco visceral dentro de sua obra. Salvador pode ser Almodóvar um pouco mais do que este pretendia.