Festival do Rio 2023: Cassandro
A performance de Gael García Bernal não é o único trunfo de CASSANDRO, história real de um lutador de luta livre gay.
A performance de Gael García Bernal não é o único trunfo de CASSANDRO, história real de um lutador de luta livre gay.
OTHELO, O GRANDE: Por meio de cenas icônicas do ator em palcos e telas, tomamos conhecimento dos vários Otelos que conviviam em seu corpo miúdo.
Marise Farias soube equilibrar sua enunciação pessoal com o resto do material, sem deixar que o documentário se tornasse um mero exercício de admiração filial.
A PAIXÃO SEGUNDO G.H.: Luiz Fernando Carvalho mergulhou no tecido escamoso e delirante do livro de Clarice para dali extrair uma pérola de cinema.
O argumento potente e o elenco em ponto de bala credenciam PEDÁGIO, mas o roteiro demandaria mais “eletricidade” para revelar seu potencial.
CINCO DA TARDE põe em cena um encontro de sutilezas com cintilações de beleza, bem ao estilo do diretor Eduardo Nunes.
O CORO DO TE-ATO relembra a caravana de Zé Celso que afrontou a ditadura. EU SOU MARIA dramatiza a discriminação a bolsistas em escolas privadas.
As memórias dos bailes soul em BLACK RIO! BLACK POWER! e de uma indígena desgarrada em YÃMÎ YAH-PÁ – FIM DA NOITE.
DOIS SERTÕES flagra Geraldo Sarno (1938-2022) às voltas com o processo de filmagem e com as bases filosóficas que alimentavam sua criação.
RIO DA DÚVIDA no Festival do Rio: a expedição Rondon-Roosevelt é revivida pelo talento do cineasta Joel Pizzini.
Considerando a extensão da obra de Nelson e a necessidade de um recorte, só podemos nos deleitar com essa síntese feita com carinho e admiração.
ESTRANHO CAMINHO pertence a uma tendência muito contemporânea no cinema brasileiro que consiste em mesclar gêneros aparentemente desconexos em busca de um objeto fílmico não plenamente identificado.
O MENSAGEIRO, de Lúcia Murat, dramatiza a consciência conservadora em crise.
O DIABO NA RUA NO MEIO DO REDEMUNHO, de Bia Lessa, vence dois desafios: põe “Grande Sertão: Veredas” em cena com a fibra merecida e pareia cinema e teatro num amálgama deslumbrante.
Restaurado 50 anos depois de censurado, OS HOMENS QUE EU TIVE enfileira ideais feministas na figura de uma mulher de espírito livre.
No magnetizante REALITY, atriz e atores reproduzem as gravações reais da abordagem de uma whistleblower por agentes do FBI.
Como construir uma vida orlandesca, pergunta-se o diretor de ORLANDO, MINHA BIOGRAFIA POLÍTICA. Sua opção é buscar uma narrativa coletiva que contemple as inúmeras “estações” da mudança de gênero.
O que fazer quando a gravidez aponta para a morte, em vez da vida? Eliza Capai abre sua intimidade e busca outras mulheres para tratar dessa questão no documentário INCOMPATÍVEL COM A VIDA.
Uma complexa relação de amizade entre dois homens está na base de NOSTALGIA, filme indicado pela Itália para concorrer ao Oscar 2023. Indagações sobre os caminhos do afeto quando este é atropelado pelos fatos e pelo medo.
Mais que propor um estudo sobre a disponibilização do corpo e o bordel como laboratório literário, A CASA DOS PRAZERES oferece muita nudez e um tanto de sexo quase explícito. Ou seja, mais o material bruto que a obra pronta.
PÉROLA é um filme tecnicamente bem resolvido e de comunicação fácil, mas tem seu humor prejudicado por uma encenação exacerbada e ruidosa demais.
MARINHEIRO DAS MONTANHAS e NARDJES A., dois filmes de Karim Aïnouz chegam juntos aos cinemas. Escrevi sobre eles.
O crítico Sergio Moriconi analisa EO, de Skolimowski, em relação com A GRANDE TESTEMUNHA, de Bresson, e a extinção dos burricos na paisagem brasileira.
Na peça GLAUCE, Débora Duboc impõe-se na cena do início ao fim com sua incrível capacidade de evocar emoções e transitar em fração de segundo de um estado de espírito para outro.
Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, chega enfim aos cinemas.
A onda de simpatia que cercava Claudinho e Buchecha deve certamente se estender para NOSSO SONHO, filme que aceita jogar o jogo de um cinema popular com dignidade e competência.
Pinochet é um vampiro às voltas com a ganância da família e a “ingratidão” do Chile em O CONDE. A fábula gótica de Pablo Larraín é inquietante, embora também um pouco óbvia e caricata. Na Netflix.
Um texto e meu vídeo sobre Yazd, uma das cidades mais antigas e características do Irã.
Em texto publicado aqui em primeira mão, o crítico, curador, programador e cineasta Sergio Moriconi lança a RETRATOS FANTASMAS um olhar de longo alcance, abordando tradições culturais e artísticas de Recife.
Ontem (12/9) o Irã comemorou o Dia Nacional do Cinema em reconhecimento ao impacto causado pelos filmes do país após a Revolução Islâmica. Para marcar a data, publico minhas impressões sobre SILENT HOUSE, filme exibido no festival É Tudo Verdade deste ano.