É Tudo Verdade: Histórias do Marco Zero
É um milagre que os/as 22 cineastas de HISTÓRIAS DO MARCO ZERO tenham conseguido transformar a dor e a esperança de Gaza em matéria artística de primeira necessidade.
É um milagre que os/as 22 cineastas de HISTÓRIAS DO MARCO ZERO tenham conseguido transformar a dor e a esperança de Gaza em matéria artística de primeira necessidade.
Em BRUSCKY: UM AUTORRETRATO, aflora uma política da arte. Como usar a expressão artística para gerar pensamento e surpresa.
No título MINHA TERRA ESTRANGEIRA ressoa uma inquirição sobre a alteridade, o lugar de fala e os dilemas da cooperação entre dois modos de fazer e de pensar. Essa, talvez, seja a principal riqueza do filme.
São muitas as facetas de Lan mostradas em LAN, O CARICATURISTA. O artista que punha no desenho o sentido de sua vida, o homem político que abominava qualquer forma de populismo. Resenha de Paulo Lima.
O que seria, então, essa ideia de amor que SEM TÍTULO #10: AO RE DOR DO AMOR estilhaça em tantos pedaços?
Luz, para começo de conversa. Mas também fogo.
RECONHECIDOS acompanha quatro casos de equívoco na identificação criminal por fotos. Todos de homens negros ou pardos.
O PROPAGANDISTA constitui um testemunho de como certos homens movidos por ambição aceitam fazer o jogo da barbárie. Resenha de Paulo Lima.
OS RUMINANTES rumina a história das adaptações interrompidas do romance clássico de José J. Veiga.
É através da Arquitetura que QUANDO O BRASIL ERA MODERNO repassa um vão de tempo da nossa história, quando éramos modernos, ou nos julgávamos destinados a um futuro radioso. Resenha de Paulo Lima.
Os vários funerais que aparecem em A INVASÃO deixam claro que a morte é uma constante na guerra da Ucrânia. Mas o filme de Sergei Loznitsa é antes uma crônica da vida à margem do front.
É a própria Marília Pêra, e só ela, que se narra em VIVA MARÍLIA. E não precisava de mais do que isso.
PRESENÇA é protagonizado por um fantasma bastante interessado em dramaturgia. Mas talvez seja melhor não esperar explicação muito lógica para esse exercício vadio de Soderbergh.
TODO DIA É DIA DE FEIRA faz uma aproximação modesta ao universo das feiras livres cariocas, tomando quatro personagens como metonímias.
Pode-se embarcar em algumas vias de interpretação para GIRASSOL VERMELHO, mas recompensa melhor terá o espectador que se deixar levar pela beleza inquietante dos cenários, das luzes e dos movimentos.
Tudo é decorativo e vazio em PARTHENOPE: OS AMORES DE NÁPOLES. Arquétipos italianos são tratados por Sorrentino como clichês enfadonhos.
De refeição a refeição, de morte a morte, QUANDO CHEGA O OUTONO caminha com andar indistinto, buscando um efeito emocional que, ao menos para mim, nunca se concretizou na tela.
O dito popular cai como uma luva na proposta de CÂNCER COM ASCENDENTE EM VIRGEM. Como tratar um assunto difícil como o câncer, de maneira a tirar dali um elogio da vida, da resiliência e dos laços de afeto.
A BATALHA DA RUA MARIA ANTÔNIA é uma experiência audiovisual imersiva de cair o queixo. Bem-vindos às trincheiras de 1968.
Na mistura de apuro estético e jocosidade chanchadeira de MÁRIO DE ANDRADE, O TURISTA APRENDIZ, Murilo Salles nos oferece um de seus trabalhos mais instigantes – e um dos mais encharcados de música.
O processo de criação de dois espetáculos estudantis é um caminho para a proposta de fundo de OROBORO: descortinar uma pedagogia holística em que a arte desempenha papel especial.
Meu vídeo curtinho da visita a Montenegro, pequeno país balcânico que integrava a antiga Iugoslávia.
Assumidamente, MILTON BITUCA NASCIMENTO é uma hagiografia, uma missa coral em louvor do artista. Mas sabe criar momentos únicos que calam fundo no nosso acervo afetivo. Já a narração de Fernandona…
Em AMIZADE, Cao Guimarães faz um convite a que nos acheguemos amigavelmente a um modelo de criação que combina um olhar afetuoso para o mundo e o desejo de experimentar.
Em VITÓRIA, o contraste entre a fragilidade da mulher de 80 anos e os riscos a que ela se submete é enfatizado pela performance de Fernanda Montenegro aos 93.
MÁQUINA DO TEMPO foi apreciado pela crítica europeia não tanto pelo seus disparates ficcionais, mas por uma suposta audácia na confecção formal.
Meu novo site-livro analisa as relações entre trabalho e cinema a partir das cenas de saída de fábrica e similares em 130 anos de cinema. Já está disponível gratuitamente. Saiba mais.
Fascinante aqui e ali, naïf ali e acolá, LOUCOS POR CINEMA! passa uma visão nostálgica do cinema, bonita como tributo, mas frágil na espinha dorsal.
Vencedor do Oscar de documentário, SEM CHÃO expõe em detalhes a razão pela qual a ocupação das terras palestinas atrai e merece o repúdio mais implacável do mundo.
Sem deixar de ser uma cinebiografia padrão, BETTER MAN: A HISTÓRIA DE ROBBIE WILLIAMS é uma trip cinematográfica atordoante e surpreendente. Mesmo que o personagem não ressoe tanto na nossa imaginação quanto ressoa na dos ingleses.
Combinei cinco versões de MY WAY no cinema, em uma única performance (vídeo).