Bem antes do Wikileaks
SEYMOUR HERSH: EM BUSCA DA VERDADE não é um documentário investigativo, mas faz um perfil competente do repórter e escritor que revelou muitos horrores da máquina de guerra e informação estadunidense.
SEYMOUR HERSH: EM BUSCA DA VERDADE não é um documentário investigativo, mas faz um perfil competente do repórter e escritor que revelou muitos horrores da máquina de guerra e informação estadunidense.
O longo quase-monólogo de BLUE MOON só toca as cordas da emoção quando se estabelece um esboço de diálogo entre Ethan Hawke e Margaret Qualley.
A atuação de Rose Byrne em SE EU TIVESSE PERNAS, EU TE CHUTARIA tem sido muito festejada e premiada, não sem alguma razão. Mas o papel de uma mulher contra quem o mundo inteiro parece conspirar só ajuda a fazer a personagem irritante, oscilando sempre entre a raiva e o desespero.
JOVENS MÃES descortina um quadro de famílias desajustadas, em que uniões conflituosas, maternidade indesejada e o consequente desamparo dos filhos passam de geração para geração.
O que fiz de bom em matéria de cinema e os filmes que mais curti durante o ano.
RIEFENSTAHL vem jogar novas luzes sobre o que Leni pretendia que o futuro guardasse dela. A maior parte do que é exibido no documentário provém dos seus arquivos particulares. Filme candidato à minha lista de favoritos de 2025 não lançados no Brasil.
Notas sobre o brasileiro PROCURANDO MAYA DEREN e o iraniano CAUSE OF DEATH: UNKNOWN, candidatos à minha lista de filmes favoritos de 2025 ainda não lançados comercialmente.
Em HARD TRUTHS, o mundo parece se dividir entre os temperamentos opostos de duas irmãs. Mas aos poucos Mike Leigh torna mais complexo o que parecia ser uma simples dualidade. HARD TRUTHS, candidato à minha lista de filmes favoritos de 2025 ainda não lançados no Brasil
Além de atriz carismática, Julie Delpy se destaca na direção de comédias humanistas, em que a diversidade tem papel dominante. VIZINHOS BÁRBAROS é um divertido libelo pela tolerância e o acolhimento.
VALOR SENTIMENTAL é um bom exemplar de filme com a grife escandinava, mas não me pareceu digno do imenso prestígio que adquiriu na temporada de premiações.
A meus leitores e minhas leitoras
Dois minutos apenas podem mudar completamente a vida de uma família. O CASTIGO culmina com uma das mais duras e verdadeiras confissões de uma mãe.
LUMIÈRE! A AVENTURA CONTINUA reúne mais 120 “vistas” realizadas pelas equipes dos irmãos Lumière em diversas partes do planeta.
O deslumbramento continua.
Richard Linklater me pareceu adotar dois estilos diferentes na direção de NOUVELLE VAGUE. De certa forma, essa diferença emula a revolução que Acossado provocou no panorama do cinema mainstream: a passagem do filme de produtor para o filme de autor.
O 130º aniversário do cinema pode ser uma boa oportunidade para visitar e usufruir do meu site-livro FIM DE TURNO.
MUNCH: AMOR, FANTASMAS E VAMPIRAS não é propriamente uma biografia do pintor, mas um arrazoado sobre as relações e influências de Edvard Munch à luz da Escandinávia do seu tempo.
Do drama, SORRY, BABY vai deslizando para a comédia sem perder nenhum elemento, nem abdicar da gravidade do assunto. Eva Victor é uma revelação como diretora, roteirista e atriz.
MORRA, AMOR não é ruim de se ver, mas falta estofo dramático para além do retrato de uma mulher com transtorno mental.
Leiam e vejam meu vídeo de Oslo, a elegante capital da Noruega, ao som do jazz nórdico.
A história do pianista Moisés Mattos é dessas exemplares de uma ascensão quase improvável. Ele mesmo nos conta no documentário 3 ATOS DE MOISÉS.
Leiam e vejam meu vídeo do passeio pelos fiordes noruegueses.
Embora reconheça em FOI APENAS UM ACIDENTE um libelo poderoso contra a ditadura iraniana, não vejo ali uma coerência que sustente as curvas dramáticas do filme.
Em BUGONIA, Yorgos Lanthimos joga para o alto as expectativas realistas em troca do desconcerto e de uma extravagância quase pueril.
Por trás da aparência de um filme sobre crianças, A NATUREZA DAS COISAS INVISÍVEIS procura falar de coisas tão graves quanto a morte, o acesso ao sobrenatural e a identidade de gênero.
APOLO foi concebido como uma carta ao bebê em gestação. Uma carta de amor e esclarecimento que parece se dirigir a toda uma sociedade que precisa assimilar outras formas de composição familiar que coloquem a felicidade acima das convenções.
Com o filme-ensaio PARAÍSO, Ana Rieper quer tornar visíveis e audíveis os traços de um Brasil escravocrata que se perpetuam até hoje. Estreia no canal Curta!
Dos vários filmes já feitos sobre o genocídio em Gaza, GUARDE O CORAÇÃO NA PALMA DA MÃO E CAMINHE tem o diferencial de mostrar a chacina pelo ponto de vista de uma única pessoa. Um relato dilacerante.
Forte candidato a disputar com “Apocalipse nos Trópicos” uma vaga entre os indicados ao Oscar de longa documentário, A VIZINHA PERFEITA, em cartaz na Netflix, é um filme problemático.
Minhas notas sobre os filmes O QUE A NATUREZA CONTA, de Hong Sang-soo, e MEMÓRIAS DE UM VERÃO.
Para além da sensação de mistério e inquietude, O SÍTIO veicula uma pequena parábola sobre os interesses que fazem adultos e crianças se corromperem mutuamente.
Uma bela imersão no imaginário yanomami e um alerta sobre o apocalipse – eis A QUEDA DO CÉU, que finalmente chega ao circuito.