Os fantasmas dentro de nós
Sergio Moriconi escreve sobre ALMA VIVA, “um dos mais belos filmes portugueses dos últimos anos”, e desvenda a triste sorte dos imigrantes lusitanos na França.
Sergio Moriconi escreve sobre ALMA VIVA, “um dos mais belos filmes portugueses dos últimos anos”, e desvenda a triste sorte dos imigrantes lusitanos na França.
Em LEONORA, ADEUS, seu primeiro filme sem o irmão Vittorio, Paolo Taviani faz conexões aleatórias e peca no ritmo, mas deixa marcas inconfundíveis.
PELE, de Marcos Pimentel, descortina obras de arte que se conjugam com os sentimentos da cidade.
NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO é o filme de maior impacto visual e sonoro do casal Borges-Niedermeier.
Candidato certo a uma indicação para o Oscar de documentário, O TÚNEL DE POMBOS cria uma espécie de jogo de espelhos que traduz bem a imponderabilidade do personagem John Le Carré.
Minhas anotações sobre os filmes DAVID CONTRA OS BANCOS e LOBO CÃO.
Enfim, um grande filme. Indicado ao Oscar pelo Irã, TERCEIRA GUERRA MUNDIAL é uma parábola magnífica sobre a transformação de um Zé Ninguém em carrasco, tendo o cinema como vilão. Gratuito na plataforma Sesc Digital.
O editor, professor e crítico de teatro Jacó Guinsburg desfia suas memórias nesse documentário austero de Evaldo Mocarzel
O documentário VERSUS faz um retrato suave de Ken Loach, o cineasta mais engajado da Grã-Bretanha. De graça na plataforma Sesc Digital.
Em CONTO DE FADAS, as “estrelas” são Hitler, Stálin, Mussolini e Churchill, todos revividos (melhor seria dizer remortos) pela tecnologia deepfake como fantasmas da história.
O tom de SOFTIE é dado pela interpretação esquiva de Aliocha Reinert, dimensionando bem o sofrimento do garoto diante de sentimentos que não sabe administrar.
Uma exposição brasileira na Inglaterra da II Guerra tem sua história levantada no excelente documentário ARTE DA DIPLOMACIA.
A performance de Gael García Bernal não é o único trunfo de CASSANDRO, história real de um lutador de luta livre gay.
OTHELO, O GRANDE: Por meio de cenas icônicas do ator em palcos e telas, tomamos conhecimento dos vários Otelos que conviviam em seu corpo miúdo.
Marise Farias soube equilibrar sua enunciação pessoal com o resto do material, sem deixar que o documentário se tornasse um mero exercício de admiração filial.
A PAIXÃO SEGUNDO G.H.: Luiz Fernando Carvalho mergulhou no tecido escamoso e delirante do livro de Clarice para dali extrair uma pérola de cinema.
O argumento potente e o elenco em ponto de bala credenciam PEDÁGIO, mas o roteiro demandaria mais “eletricidade” para revelar seu potencial.
CINCO DA TARDE põe em cena um encontro de sutilezas com cintilações de beleza, bem ao estilo do diretor Eduardo Nunes.
O CORO DO TE-ATO relembra a caravana de Zé Celso que afrontou a ditadura. EU SOU MARIA dramatiza a discriminação a bolsistas em escolas privadas.
As memórias dos bailes soul em BLACK RIO! BLACK POWER! e de uma indígena desgarrada em YÃMÎ YAH-PÁ – FIM DA NOITE.
DOIS SERTÕES flagra Geraldo Sarno (1938-2022) às voltas com o processo de filmagem e com as bases filosóficas que alimentavam sua criação.
RIO DA DÚVIDA no Festival do Rio: a expedição Rondon-Roosevelt é revivida pelo talento do cineasta Joel Pizzini.
Considerando a extensão da obra de Nelson e a necessidade de um recorte, só podemos nos deleitar com essa síntese feita com carinho e admiração.
ESTRANHO CAMINHO pertence a uma tendência muito contemporânea no cinema brasileiro que consiste em mesclar gêneros aparentemente desconexos em busca de um objeto fílmico não plenamente identificado.
O MENSAGEIRO, de Lúcia Murat, dramatiza a consciência conservadora em crise.
O DIABO NA RUA NO MEIO DO REDEMUNHO, de Bia Lessa, vence dois desafios: põe “Grande Sertão: Veredas” em cena com a fibra merecida e pareia cinema e teatro num amálgama deslumbrante.
Restaurado 50 anos depois de censurado, OS HOMENS QUE EU TIVE enfileira ideais feministas na figura de uma mulher de espírito livre.
No magnetizante REALITY, atriz e atores reproduzem as gravações reais da abordagem de uma whistleblower por agentes do FBI.
Como construir uma vida orlandesca, pergunta-se o diretor de ORLANDO, MINHA BIOGRAFIA POLÍTICA. Sua opção é buscar uma narrativa coletiva que contemple as inúmeras “estações” da mudança de gênero.
O que fazer quando a gravidez aponta para a morte, em vez da vida? Eliza Capai abre sua intimidade e busca outras mulheres para tratar dessa questão no documentário INCOMPATÍVEL COM A VIDA.