Festival do Rio 2023: Incompatível com a Vida
O que fazer quando a gravidez aponta para a morte, em vez da vida? Eliza Capai abre sua intimidade e busca outras mulheres para tratar dessa questão no documentário INCOMPATÍVEL COM A VIDA.
O que fazer quando a gravidez aponta para a morte, em vez da vida? Eliza Capai abre sua intimidade e busca outras mulheres para tratar dessa questão no documentário INCOMPATÍVEL COM A VIDA.
MARINHEIRO DAS MONTANHAS e NARDJES A., dois filmes de Karim Aïnouz chegam juntos aos cinemas. Escrevi sobre eles.
Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, chega enfim aos cinemas.
Em texto publicado aqui em primeira mão, o crítico, curador, programador e cineasta Sergio Moriconi lança a RETRATOS FANTASMAS um olhar de longo alcance, abordando tradições culturais e artísticas de Recife.
Ontem (12/9) o Irã comemorou o Dia Nacional do Cinema em reconhecimento ao impacto causado pelos filmes do país após a Revolução Islâmica. Para marcar a data, publico minhas impressões sobre SILENT HOUSE, filme exibido no festival É Tudo Verdade deste ano.
Em CODINOME CLEMENTE, um comandante da luta armada dá sua visão desassombrada e sem remorsos do combate à ditadura pós-1964.
O filme de Eva Vitija revela não só o universo de uma grande escritora, para quem a literatura era “um substituto de vida”, mas também de uma época. Resenha de Paulo Lima.
ANDANÇA tem o mérito inegável de trazer a público os materiais coletados por Beth Carvalho com sua câmera. CAFI esboça o caráter de um dos fotógrafos mais amados pelos artistas brasileiros.
Uma energia muito boa pulsa na maneira de filmar e montar as cenas de PARA ONDE VOAM AS FEITICEIRAS, mas não afasta o risco da caricatura e da diluição da política.
Pai e esposa de Assange estão à frente de ITHACA – A LUTA DE ASSANGE, documentário que faz a defesa de Julian sem estardalhaço editorial.
A Academia Brasileira de Cinema festeja Vladimir Carvalho com uma homenagem e um livro.
AS TRÊS VIDAS DE FRIEDA WOLFF transcende o mero interesse étnico e, apesar de sua modéstia formal, diz bastante sobre o amor pela pesquisa e um percurso singular no âmbito da imigração.
A rigor, RETRATOS FANTASMAS não trata de assuntos novos. Ainda assim, o filme-ensaio de Kleber Mendonça Filho nos chega com um frescor extraordinário porque dribla o óbvio e se sustenta na inteligência do realizador.
“Eu me filmo, logo existo”. AZNAVOUR POR CHARLES conta a vida de um homem que queria ver/filmar tanto quanto era visto, ouvido e admirado.
AS QUATRO IRMÃS é capaz de encantar com a dinâmica da família de Vera Holtz, a verve de um diretor criativo e a imersão na personalidade de uma grande atriz.
IMPERMANÊNCIA é uma ótima introdução à figura carismática de Márcio Cunha e sua dança visceral. Estreia na Mostra Cavídeo 26 Anos.
Quase 60 anos depois, um documentário revisita as locações do clássico português “Os Verdes Anos”. Seria um belo ensaio sobre permanência e transformação caso as imagens de hoje fossem justapostas às cenas do filme de Paulo Rocha.
MÁQUINA DO DESEJO é um belo esforço de pesquisa e montagem que traz a história do Teatro Oficina sem ceder ao didatismo.
A plataforma gratuita SESC Digital está disponibilizando até 13 de agosto os três documentários realizados por Evaldo Mocarzel, entre 2002 e 2008, com pessoas à margem da sociedade dita organizada. Reproduzo abaixo os textos que produzi sobre cada um dos filmes em suas respectivas épocas.
Notas curtas sobre a série O CASO ESCOLA BASE e o longa A ESPERA DE LIZ.
O nome de Walter Lima Jr. na direção, juntamente com Dario Menezes, desperta a atenção para o documentário de longa metragem RIO, DO BARROCO AO CONTEMPORÂNEO – UM MUSEU A CÉU ABERTO
Marcelo Pedroso lança, primeiro no Nordeste, a versão remontada de POR TRÁS DA LINHA DE ESCUDOS, seu polêmico documentário sobre a tropa de choque de Recife.
DIREITO DE SONHAR é um filme forte e comovente ao reunir a infância e a arte como antídotos à realidade dura de uma cidade que há muito deixou de ser maravilhosa.
Dois novos filmes de Cavi Borges estão estreando em festivais: BAILE SOUL e OTÁVIO III – O IMPERADOR. Escrevi sobre eles.
Não é sempre que vemos um filme de família com tal equilíbrio entre afeto e alguma mágoa. Sem julgar nem acusar os pais, Marcos Yoshi fez em BEM-VINDOS DE NOVO um raro trabalho de ourivesaria humana.
Num estúdio de Los Angeles, em 1974, Jom Tob Azulay e o fotógrafo Fernando Duarte captaram a dinâmica trepidante entre Elis Regina e Tom Jobim enquanto gravavam o álbum magistral Elis & Tom. O filme, inédito por quase 50 anos, está no Festival In-Edit.
DE HUMANI CORPORIS FABRICA não está interessado em dramaturgia, nem tampouco em esclarecimento científico. A abordagem está entre a tecnicalidade médica e a experimentação visual de mau gosto.
Cao Guimarães é um poeta da fenomenologia das imagens e do tempo. Sabe que a ESPERA tem muitos sentidos.
CORPOLÍTICA se vale das campanhas de quatro candidates à vereança em 2020 para propor uma discussão ampla sobre representatividade LGBTQIA+ na política brasileira.
Em O SONHO AMERICANO E OUTROS CONTOS DE FADA , uma sobrinha de Walt Disney põe o dedo na ferida da relação entre o império de sua família e seus empregados. Já ETNOCÍDIO – NOTAS SOBRE EL MEZQUITAL, de Paul Leduc, analisa de maneira peculiar o massacre étnico sofrido pelos indígenas otomis do México.